"Teresinense está sendo enganado", diz Edson Melo sobre transporte público

O parlamentar classificou como enganosas as informações prestadas pela gestão municipal

21/10/2021 17:13h - Atualizado em 21/10/2021 17:41h

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As declarações da Prefeitura de Teresina de que o transporte coletivo voltou à normalidade na Capital foram rebatidas pelo vereador Edson Melo (PSDB) nesta quinta-feira (21). O parlamentar classificou como enganosas as informações prestadas pela gestão municipal sobre o retorno da frota. No início dessa semana, a Strans comunicou que 100% da frota da ordem de serviço prevista para o período estaria em circulação na Capital, mas nesta quinta-feira os trabalhadores paralisaram as atividades

“O problema do transporte coletivo já tinha que ter sido resolvido desde janeiro. E sempre disse que cada vez mais ficaria difícil voltar à normalidade, e normalidade entre aspas. Antes da pandemia o sistema de transporte tinha mais de 300 ônibus e transportava 200 mil passageiros por dia. O último dado oficial que tivemos é de que hoje só transportam 50 mil pessoas por dia. Isso não volta de uma hora para outra”, disse.

Foto: Arquivo / O Dia

Edson Melo comentou que primeiro é preciso que a oferta apropriada de ônibus nas diversas zonas de Teresina e, logo depois, fazer com que a população volte a confiar no sistema de transporte da cidade. O vereador também defendeu uma cobrança justa no valor da tarifa. 

“Para voltar à normalidade é preciso que haja uma oferta de ônibus e a população tem que confiar, porque ninguém vai sair de sua casa para uma parada de ônibus sem saber se vai ou não vai passar ônibus. Essa normalidade pode demorar anos para voltar com a oferta de ônibus adequada e uma tarifa justa”, afirmou Edson Melo. 

Por outro lado, o vereador pediu que os trabalhadores do transporte coletivo suspenda a paralisação convocada para esta sexta-feira (22) para evitar que os trabalhadores sejam prejudicados com a baixa oferta de ônibus. 

“É muito imprudente essa paralisação nesse momento. Eles deveriam dar um tempo para que a população não seja prejudicada. O direito de greve é correto, é democrático, mas acho que é a última instância. Precisamos fazer tudo para que a greve não aconteça. Defendo que haja bom senso tanto dos empresários como dos trabalhadores. Faço até um apelo: vamos voltar, dá um tempo. Sei que a situação fica difícil, às vezes falta até a comida dos operadores”, finalizou. 

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