"Será para acomodar aliados", diz Robert Rios sobre Agrespi

Para o deputado, a criação da Agrespi servirá apenas para acomodar os aliados do governador, na tentativa de garantir a sua reeleição em 2018.

21/07/2017 07:45h

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O deputado Robert Rios (PDT) criticou a mensagem do governador Wellington Dias (PT) enviada à Assembleia Legislativa propondo a criação da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi). Para o oposicionista, o novo órgão servirá apenas para acomodar os aliados do governador, na tentativa de garantir a sua reeleição em 2018. “Ele quer todo mundo”, declarou. 

Diferente do que defende a mensagem sobre a atuação da Agrespi, Robert Rios não acredita que a pasta servirá para regular e fiscalizar os serviços pú- blicos encarregados ao Estado. “Isso é só para criar mais emprego, não é para fiscalizar nada. Ele só pensa em crescer a máquina, odeia a oposição e quer viver em um estado totalitário, onde a voz dele seja única e dominante. Ele quer todo mundo para sufocar a oposição”, disse. 

De acordo com o projeto, para a criação e funcionamento da Agência, que terá a função de função de atender ao usuário, elaborar e divulgar a agenda dos setores de saneamento básico, transportes, gás canalizado, infraestrutura e demais serviços públicos. Para a pasta será necessária a convocação de nove cargos efetivos e 18 cargos comissionados. Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa, o projeto possui todas as chances de ser aprovado na Casa, uma vez que o governo possui o apoio da maioria dos deputados. 

Robert Rios disse ainda que a nomeação de deputados eleitos para assumirem cargos no executivo e a convocação de suplentes foram estratégias do governo para ter seus projetos aprovados sem críticas. “Essa mensagem se resume em mais empregos e mais despesas para o Estado. Com a crise, com todo mundo enxugando os gastos, ele está aumentando a máquina, endividando o Estado com empréstimos. Infelizmente, aquela casa é de suplentes, ele tem o domínio total da Assembleia. Se ele quiser passar uma sentença de morte naquela casa, ele passa porque é suplente demais. O eleitor elegeu um deputado, mas lá tem 45 parlamentares”, pontuou. 

A reportagem tentou contato com os secretários de Administração, Franzé Silva, e Planejamento, Antônio Neto, mas não conseguiu obter os posicionamentos sobre o assunto.

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Por: Ithyara Borges - Jornal o dia

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