Regina Sousa não descarta aliança com Ciro e Elmano em 2018

Senadora diz que as alianças em nível estadual não devem ser influenciadas pelos eventuais embates que ocorrerem no Congresso Nacional

19/07/2017 15:52h

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A senadora Regina Sousa (PT) afirmou nesta quarta-feira (19) que as alianças feitas por seu partido em nível estadual, para o pleito de 2018, não devem ser influenciadas pelos eventuais embates que ocorrerem no Congresso Nacional entre a sigla e outras legendas.


A senadora Regina Sousa, do PT, é alvo de uma representação, por ter ocupado a mesa do Senado Federal na tentativa de impedir a votação da reforma trabalhista (Foto: Moura Alves / O DIA)


Regina refere-se, especificamente, à representação de que é alvo, juntamente com outras senadoras, por ter ocupado a mesa da Presidência do Senado na tentativa de impedir a votação da reforma trabalhista. Segundo os parlamentares de oposição ao Governo Temer, a reforma contém vários pontos prejudiciais aos trabalhadores, inclusive às grávidas e lactantes, que agora poderão trabalhar em locais insalubres, o que antes era proibido.

Os senadores Ciro Nogueira (PP) e Elmano Férrer (PMDB) assinaram a representação contra Regina e as demais senadoras no Conselho de Ética do Senado. Ainda assim, a petista diz entender a posição dos parlamentares, e não descarta integrar a mesma chapa dos dois senadores nas eleições de 2018. 

"É uma atitude política como tudo o que acontece naquela Casa. Nós não achamos que quebramos o decoro, mas eles acham. Então, vai ter um processo e a gente vai se defender [...] Política local é completamente descolada da política nacional. Então, eu não acredito que isso possa influenciar. Eles assinaram porque têm convicção de que a gente quebrou o decoro. É a opinião deles, como a de outros senadores que assinaram. Eles acham que aquilo que nós fizemos foi indecoroso. Nós não achamos", afirmou Regina Sousa.

A presença das assinaturas de Elmano e Ciro na representação contra a senadora petista gerou uma repercussão muito negativa, tendo em vista que os partidos de ambos - PP e PMDB - integram a base de apoio ao Governo de Wellington Dias, correligionário de Regina, que, inclusive, assumiu o lugar do colega no Senado quando em 2014 ele deixou a Casa para retornar ao Palácio de Karnak.

Diante da grande polêmica formada, Ciro e Elmano retiraram suas assinaturas da representação contra Regina e as outras senadoras que ocuparam a mesa da Presidência do Senado.

A senadora disse, ainda, que mesmo que ela integre a mesma coligação dos senadores Elmano Férrer e Ciro Nogueira em 2018, ela "não precisa fazer campanha junto" com os dois parlamentares.

Sobre a representação de que é alvo, Regina lembra que, recentemente, o Conselho de Ética do Senado arquivou um processo de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB), que foi flagrado numa gravação supostamente pedindo R$ 2 milhões em propina da JBS para pagar sua defesa na Operação Lava Jato.

"Vamos enfrentar o processo normalmente e nos defender. Vamos ver como fica a situação de Conselho de Ética se nos processar e condenar. Esse mesmo conselho que não viu nada que desabonasse a conduta do Aécio Neves. Mas é a política, infelizmente", concluiu Regina.

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Por: Cícero Portela

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