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Regina: PT ainda não concorda com vários pontos da reforma

Vice-governadora disse, ainda, que a bancada federal do Piauí tem total independência em relação ao governador Wellington Dias (PT).

14/06/2019 15:48h - Atualizado em 14/06/2019 18:39h

A vice-governadora Regina Sousa (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que é possível que os parlamentares do Partido dos Trabalhadores votem contra a reforma da Previdência Social por conta de alguns pontos da proposta que, para a sigla, representam um retrocesso para os trabalhadores mais pobres. 

A petista reconhece que houve avanços, com algumas mudanças feitas pelo relator da reforma, o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), no texto original enviado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL). 

A vice-governadora Regina Sousa foi entrevistada no telejornal O DIA News 1ª edição (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Regina cita a preservação das regras atuais para a aposentadoria rural e para o Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos carentes, bem como a exclusão do regime de capitalização, em que cada trabalhador juntaria sozinho os recursos para sua aposentadoria. Pelo atual regime - solidário ou de repartição -, as aposentadorias dos idosos são financiadas pela contribuição dos jovens e adultos que estão trabalhando.

Por outro lado, a vice-governadora afirma que ainda há outros pontos com os quais o PT não concorda. "A questão da idade, por exemplo, não está boa para os trabalhadores. Para as mulheres professoras, por exemplo, não há como aceitar que elas trabalhem até os 57 ou 60 anos, porque a maioria delas têm jornada tripla", pondera Regina.

Regina elencou alguns pontos do texto da reforma da Previdência com os quais o PT ainda não concorda (Fotos: Elias Fontinele / O DIA)

Na quinta-feira (13), o deputado Samuel Moreira apresentou, em comissão especial da Câmara, seu parecer sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19). O substitutivo do relator mantém as diretrizes do texto original do Executivo, como a idade mínima para a aposentadoria dos trabalhadores dos setores público e privado, mas eliminou itens considerados polêmicos e criou uma nova regra de transição, com pedágio de 100% do tempo de contribuição que faltar na promulgação da futura emenda constitucional.

Confira a íntegra do parecer

Moreira deixou as regras de transição na Constituição e indicou que futuras leis ordinárias poderão definir idade, tempo de contribuição e alíquotas conforme cada ente federativo – o governo Bolsonaro queria criar leis complementares. O texto do relator delega ainda aos estados e municípios a eventual reforma dos atuais regimes próprios.

Regina diz que Wellington não manda nos votos da bancada federal

A vice-governador afirma que a bancada federal do Piauí tem total independência em relação ao governador Wellington Dias. "Tem gente que diz que o governador vai obrigar deputados a votar [como ele deseja]. Não tem isso. O governador tem as ideias dele e tenta convencer [os parlamentares]", afirma Regina.

Por: Cícero Portela

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