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Votação do reajuste parcelado é remarcada para a próxima terça

O presidente da Câmara, vereador Jeová Alencar (MDB) solicitou à PM e ao TJ a desocupação do Plenário para garantir andamento da pauta. Manifestantes seguem em protesto.

12/03/2020 10:41h - Atualizado em 12/03/2020 14:26h

Atualizada às 13h00

Após o encerramento da sessão, uma confusão terminou com a vereadora Teresinha Medeiros (PSL) agredida por uma manifestante. Em vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento uma pessoa dá tapas na parlamentar. A vereadora disse que vai registar um boletim de ocorrência contra o sindicato. Também durante o tumulto, o vereador Deolindo Moura foi empurrado e caiu no chão do plenário. 

Atualizada às 11h25min

A sessão na Câmara acabou sendo encerrada pelo presidente da Casa, vereador Jeová Alencar (MDB) para, nas palavras dele, evitar o “acirramento dos ânimos”. Suspensa hoje, a votação do reajuste parcelado aos professores da Educação Municipal deve voltar à pauta na próxima terça-feira (17).

A Presidência da Casa informou que conversou com o Comando da Polícia Militar e com o Tribunal de Justiça para garantir a desocupação do Plenário e evitar maiores tumultos. Jeová Alencar comentou os relatos de agressão aos parlamentares.

“É um ato lastimável, a greve é legítima, cada categoria tem seu direito constitucional de buscar melhores condições salariais e de trabalho, mas agressão física ou verbal não vai ajudar em nada. Temos que buscar restabelecer a ordem e por questão de segurança, estamos encerrando nesse momento, porque acirrar os ânimos seria a pior decisão”, disse o presidente da Câmara.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Atualizada às 11h11min

O impasse acerca da votação do reajuste parcelado aos professores do ensino público municipal deve levar ao atraso na concessão do aumento. Isto porque se o projeto não passar em Plenário hoje (12), não poderá entrar na folha de pagamento deste mês que já começa a ser fechada a partir da semana que vem. Na prática, os professores devem ficar sem receber a primeira parte do reajuste agora em março.

Foi isso o que afirmou a líder do prefeito na Câmara, vereadora Graça Amorim (PP). No momento, a mesa diretora da Casa tenta negociar com os manifestantes para dar continuidade à sessão que foi suspensa.

“O prejuízo não será do município, mas dos professores que vão deixar de receber o seu reajuste ainda este mês. Eu acho que é plausível fazer a sessão hoje, porque se não, só vai esticar o problema. Não estou dizendo que que eles não têm razão em manifestar. Têm e é direito de toda e qualquer categoria manifestar. Agora, o respeito aos parlamentares também é necessário”, afirmou Graça Amorim. 


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Iniciada às 10h41min

A Câmara Municipal de Teresina (CMT) aprovou nesta quinta-feira (12) o regime de urgência para a votação do reajuste de 12,84% aos professores do município parcelado em duas vezes, sendo a primeira parte para agora e a segunda para agosto. A proposta vem sendo alvo de críticas ferrenhas pela categoria, o que levou vereadores de oposição a protocolarem um requerimento para tentar suspender este regime de urgência.

Mesmo assim, a presidência da Câmara manteve a votação da proposta de reajuste na pauta, o que fez os manifestantes insatisfeitos invadirem o Plenário da Câmara e entrarem em confronto com alguns parlamentares. A sessão acabou sendo suspensa depois disso e, por conta da agitação, o presidente da Casa, vereador Jeová Alencar (MDB), solicitou a presença da Tropa de Choque no Plenário.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

A agitação foi permeada por relatos de agressão tanto da parte dos manifestantes quanto dos próprios parlamentares. “Eu ia ser pisoteado por alguém de graça. Estou do lado dos professores e fui abrir a porta para falar com a imprensa quando de repente ele saíram abrindo tudo aqui e ninguém imaginou isso. Essa aqui é uma casa de diálogo, a todo momento estamos falando de diálogo”, relatou o vereador Deolindo Moura (PT).

Para o parlamentar, está havendo excesso das duas partes: tanto pelos manifestantes, quanto pelos próprios parlamentares. “Tem que se dialogar, acho que essa é a tarefa do Legislativo e das categorias”, finalizou Deolindo.


“Não estamos quebrando nada”, diz sindicato

Os manifestantes tentaram barrar a votação da proposta de reajuste parcelado e a sessão acabou sendo suspensa. O grupo critica o regime de urgência e pede que sejam ouvidos pelos parlamentares a respeito da proposta antes de que ela seja levada a Plenário. O presidente do Sindserm (Sindicato dos Servidores Municipais), Sinésio Soares, classificou como “imoral e ilegal” o parcelamento do reajuste e rebateu as falas dos parlamentares sobre quebra-quebra na Casa.


Sinésio Soares, presidente do Sindserm - Foto: Assis Fernandes/O Dia

“As próprias comissões técnicas, a própria Comissão de Constituição e Justiça disse que é ilegal. Já cansamos disso, esse reajuste de 12,84% não pode ser parcelado e mesmo a gente explicando que o sindicato tem razão, eles resolveram votar. Nós não estamos quebrando nada, mas por que não dão o microfone pra gente falar? Não querem conversar. Entramos nesse espaço para sermos ouvidos e isso não está acontecendo”, disse Sinésio.

De acordo com as contas do Sindserm, os professores do Município podem perder até R$ 3.600 do reajuste caso ele seja parcelado com a segunda parte sendo paga somente em agosto, como prevê a proposta enviada pelo prefeito ao Legislativo. 

Por: Maria Clara Estrêla, Jorge Machado e Breno Cavalcante

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