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'Por reforma, Governo não pode colocar a faca no pescoço do povo', diz Dudu

Vereador Edilberto Borges Dudu (PT) criticou a decisão do Governo Federal de condicionar a liberação de verbas para as instituições públicas de ensino superior à aprovação da reforma da Previdência.

08/05/2019 13:56h

A Câmara Municipal de Teresina aprovou, na sessão desta quarta-feira (8), uma moção de repúdio ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, em resposta ao corte de 30% no orçamento das instituições federais de ensino superior, anunciado na semana passada.

Na terça-feira (7), ao participar de uma audiência na Comissão de Educação do Senado Federal, o ministro afirmou que, na realidade, não haverá "corte" no orçamento das universidades e dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia (IFs), mas sim um "contingenciamento" dessas verbas.

Ele disse, ainda, que os recursos poderão ser liberados caso a economia do país melhore no segundo semestre e o Congresso Nacional aprove a reforma da Previdência.

O vereador Edilberto Borges Dudu (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Para o vereador Dudu, essas declarações do ministro Abraham Weintraub mostram que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) quer usar o contingenciamento dos recursos da educação como arma para extorquir os brasileiros, forçando a aprovação da reforma da Previdência Social. 

"A gente não pode assistir a um negócio desses de braços cruzados. Se o governo não tem a capacidade de dialogar com o Congresso, não vai ser o povo, com a faca no pescoço, que vai pressionar Parlamento. Isso aí beira uma extorção aberta ao povo do Brasil. Eu tenho dito sempre que defender uma universidade pública de qualidade é defender a soberania nacional. É nas universidades que se produz tudo o que se tem produzido neste país, na ciência e no desenvolvimento", afirma Dudu.

O ministro Abraham Weintraub (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)

O petista diz temer que o próximo passo do Governo Federal seja contingenciar os recursos de outras áreas importantes para a sociedade, sobretudo para os mais pobres, como a saúde e o programa Bolsa Família.

Durante a sessão desta quarta-feira, diversos vereadores de Teresina pediram aparte para reforçar o repúdio à medida anunciada pelo ministro da Educação. Muitos dos parlamentares ressaltaram que só conseguiram ascender socialmente graças à educação. 

Dudu foi quem propôs moção de repúdio ao ministro da Educação (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

'Priorizar o ensino fundamental é falácia', afirma Dudu

O vereador Dudu também afirma que se trata de uma "falácia" do governo Bolsonaro a alegação de que o contingenciamento de recursos nas universidades e institutos federais será compensado com mais investimentos na educação básica. 

Após o MEC anunciar o corte nas instituições de ensino superior, o próprio presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que o dinheiro economizado seria usado para reforçar a educação básica. No entanto, o governo congelou ainda mais recursos que seriam usados em programas do ensino infantil, fundamental e médio - totalizando o montante de R$ 2,4 bilhões bloqueados. 

"Eles disseram que é pra priorizar o ensino fundamental. Mentira! O governo contingenciou mais de R$ 2 bilhões lá do Fundeb também. O ministério contingenciou foi a verba da educação inteira"


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