PMDB pode sair da base de Wellington após verticalização das coligações

Reforma política propõe que os diretórios estaduais terão que seguir a coligação feita pelos diretórios nacionais

29/05/2017 09:04h

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A reforma política que tramita no Congresso Nacional pode impactar diretamente na composição da chapa do governador Wellington Dias (PT) para as próximas eleições. Uma das propostas prevê a verticalização das composições, ou seja, os diretórios estaduais terão que seguir a coligação feita pelos diretórios nacionais. 

Se o texto for aprovado, o PMDB, por exemplo, recém coligado com o PT no Estado, deve deixar a base de Wellington Dias. Isso porque, no âmbito nacional, o partido dos trabalhadores faz oposição ao presidente Michel Temer (PMDB). Em contrapartida, o PSB, de Wilson Martins, que já declarou que fará oposição a Dias no próximo pleito, pode se aliar ao PT, já que a sigla, no âmbito nacional, deixou o governo de Temer após os escândalos da última semana que envolveu o presidente.  

Para Assis Carvalho, presidente estadual do PT, os peemedebistas que quiserem permanecer com a aliança terão que trocar de partido. “Mantendo o cenário de hoje, eu espero que possa acontecer o apoio do PMDB no Piauí. Mas, possivelmente, vão ter que sair dos seus partidos, caso eles não participem da federalização nacional. É uma leitura conjuntural que eu acho que vai acontecer”, ressaltou. 

De acordo com o deputado, a federalização partidária está sendo bastante discutida no Congresso. “Até os partidos pequenos estão defendendo essa tese porque é uma forma de resolver uma outra situação, que é o financiamento de campanha. Não tem como ter financiamento de campanha pelo modelo vigente”, explicou. 

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Por: Ithyara Borges

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