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Pedestres receberam 46,8 mil indenizações do Seguro DPVAT de janeiro a junho

Do total de indenizações pagas a pedestres, 5.363 foram por morte, 36.137 para pessoas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente e 5.366 para o reembolso de despesas médicas. No Piauí, 518 pedestres foram indenizados.

08/08/2019 14:23h - Atualizado em 08/08/2019 15:31h

Os acidentes de trânsito continuam fazendo milhares de vítimas no país, problema que é agravado, sobretudo, pelo desrespeito às normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Por ocasião do Dia Mundial do Pedestre, neste 8 de agosto, a Seguradora Líder divulgou um levantamento que mostra que, apenas de janeiro a junho deste ano, foram pagas a pedestres vitimados em acidentes 46.866 indenizações pelo Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), o que equivale a cerca de 260 indenizações por dia.

No Piauí, nesse período, foram pagas 518 indenizações para pedestres. São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Paraná foram os estados que mais tiveram pedestres indenizados pelo Seguro DPVAT no primeiro semestre deste ano.

Pedestres são a parte mais vulnerável no trânsito (Foto: Jailson Soares / O DIA)

Quando são contabilizadas todas as vítimas dos acidentes, inclusive os condutores ou passageiros de veículos, o número de indenizações salta para 155 mil, também entre janeiro e junho de 2019.

Das mais de 46 mil indenizações pagas a pedestres, 5.363 foram por morte, 36.137 para pessoas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente e 5.366 para o reembolso de despesas médicas e suplementares. 

Na maior parte dos casos, as motocicletas estavam envolvidas nos acidentes, somando 28.861 benefícios concedidos. Em seguida, estão os acidentes envolvendo automóveis: 13.779. 

Ainda de acordo com o levantamento, a maioria das vítimas tinha entre 45 e 64 anos (12.400 indenizados).

Durante o ano de 2018, o Seguro DPVAT pagou 91.297 indenizações a vítimas de acidentes de trânsito que estavam na condição de pedestre. O número corresponde a quase 28% do total de benefícios concedidos durante o ano para todos os tipos de vítimas (motoristas, passageiros e pedestres). Entre os indenizados por atropelamento, no ano passado, 10.846 morreram e outros 70.087 ficaram com algum tipo de invalidez permanente.

"Os pedestres são os componentes mais frágeis do trânsito e todos que saem a pé de casa em algum momento estão nesta condição. A falta de atenção é uma das principais causas de acidentes, muito impactada pelo uso do celular. Por isso, é importante que condutores e pedestres respeitem a sinalização e as regras de segurança, para uma boa convivência no trânsito, que não coloque em risco a vida de ninguém", avalia Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.

Entre os principais cuidados a serem adotados pelos pedestres estão: atravessar a rua olhando para os dois lados e sempre na faixa destinada à sua passagem; evitar o uso de fones de ouvido e aparelhos celulares enquanto andar pelas ruas; caminhar sempre pelas calçadas; e não atravessar a rua por trás de carros ou ônibus, que podem impedir que eles sejam vistos pelos condutores de outros veículos.

Seguro DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de R$ 13.500), invalidez permanente (de R$ 135 a R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos.

Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% vão para a União, sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS), para  o custeio da assistência médico-hospitalar oferecida às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e pagamento das indenizações.

Por: Cícero Portela

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