Parlamento britânico votará programa legislativo, em teste para May

Os membros da Câmara dos Comuns votam durante o dia para aprovar ou não seu programa legislativo, anunciado na quarta-feira (21).

29/06/2017 09:13h

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A primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta nesta quinta-feira (29) um importante teste de confiança em seu governo conservador. Os membros da Câmara dos Comuns votam durante o dia para aprovar ou não seu programa legislativo, anunciado na quarta-feira (21).

O projeto foi redigido pelo gabinete de May e apresentado formalmente pela rainha Elizabeth, como estabelece a tradição. Por isso, é conhecido como "Discurso da Rainha".

May propôs uma série de legislações para serem discutidas e votadas neste ano, a maior parte delas referentes ao "brexit", a saída britânica da União Europeia.

A aprovação do plano será vista como o início de fato do governo. A derrota, por outro lado, não significará seu fim, mas demonstrará a instabilidade sua gestão. Há especulações sobre novas eleições até o fim do ano.

A primeira-ministra deve vencer nesta quinta-feira (29), mas com uma margem pequena. Ela tem uma maioria legislativa de apenas 13 cadeiras, em uma Casa de 650 assentos, após ter sofrido um revés nas eleições gerais de 8 de junho. May só conseguiu a maioria no Parlamento ao aliar-se com o norte-irlandês DUP (Partido Unionista Democrático).

Ela já conseguiu superar um primeiro teste na quarta-feira (21), impedindo uma emenda proposta pelo Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn, que exigia o aumento do salário de servidores públicos e o recrutamento de mais funcionários de emergência, como bombeiros. Essa emenda foi derrotada por 323 dos votos contra 309.

Os trabalhistas propõem, no entanto, outras emendas nesta quinta-feira (29). Eles exigem, por exemplo, que May garanta os direitos atuais dos cidadãos europeus no Reino Unido. A sigla também quer que o país mantenha "vantagens idênticas àquelas de que goza sendo parte do mercado único europeu", que reúne 500 milhões de consumidores -mas a primeira-ministra quer abandoná-lo totalmente.

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Fonte: Folhapress

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