Osmar Júnior: 'cumprir a folha de pagamento é a prioridade zero'

Secretário diz que Governo não vai ceder a pressão de categorias que estão em greve ou que ameaçam paralisar.

29/03/2019 12:19h

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O ex-deputado federal Osmar Júnior (PCdoB) mal tomou posse na Secretaria de Governo do Estado e já deixou claro que a nova gestão de Wellington Dias (PT) será marcada por uma série de medidas destinadas a buscar a economia de recursos públicos. 

O secretário afirma que o governo aceita dialogar com os servidores, mas não vai ceder a pressões de categorias que estão em greve ou ameaçam iniciar paralisações, por conda te reajustes salariais.

"A tarefa principal do governo é cumprir a folha de pagamento. Essa é a prioridade zero. Reajustes o governador Wellington Dias nunca deixou de discutir e de conceder quando as condições do estado permitiram. Os servidores sabem bem disso, sobretudo os que estavam no primeiro e segundo governo dele. Mas hoje tem 18 estados da federação em crise, oito deles com salários atrasados. O governador não vai conceder reajustes que ele não possa honrar", avisou Osmar Júnior.

O governador Wellington Dias cumprimenta o ex-deputado Osmar Júnior, na solenidade em que ele tomou posse como secretário de Governo (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

Os professores da Universidade Estadual do Piauí iniciaram uma greve desde o dia 18 de março, e os profissionais da enfermagem decidiram na última quinta-feira (28) que também vão iniciar uma paralisação por tempo indeterminado a partir da próxima terça, dia 2 de abril.

Sobre a relação com a base aliada, o secretário Osmar Júnior diz acreditar que os partidos aliados têm o bom senso de compreender que o estado passa por momentos de dificuldade, e, dessa forma, aceitarão o espaço que será destinado a cada um.

"A equipe que o governador vai compor, com a participação dos partidos e das lideranças, tem esse objetivo: espírito público. A base vai continuar unida, dentro do espírito de enfrentar e superar essa crise [...] O que é determinante para o governo articular força, primeiro, é ter um bom projeto a ser apresentado. Segundo, é que a gente possa unir os pontos de convergência, para só depois tratar das divergências", considera Osmar.

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Por: Cícero Portela

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