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Oposição quer explicações do governo para alienação de 55 imóveis

Mensagem seria votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa, mas a deputada Teresa Britto (PV) pediu vistas para analisar melhor a proposta.

22/05/2019 14:40h - Atualizado em 22/05/2019 16:03h

Parlamentares que compõem a oposição ao governo querem que o Palácio de Karnak dê maiores explicações sobre a mensagem enviada pelo governador Wellington Dias (PT) para a alienação de 55 imóveis que pertencem ao estado.

Na última terça-feira (21), a mensagem seria votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Assembleia Legislativa, mas a deputada Teresa Britto (PV) pediu vistas para analisar melhor a proposta. As vistas também foram dadas ao deputado João Madison (MDB), que é da base governista.

O deputado Gustavo Neiva em entrevista à O DIA FM (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

O deputado Gustavo Neiva (PSB) considera que a mensagem foi colocada em tramitação pelo Poder Executivo de forma muito açodada. Para ele, o governo deveria ter promovido um amplo debate com os parlamentares e com a sociedade antes, para avaliar a proposta, antes de encaminhá-la à Alepi.

"Nós temos que debater melhor qual é a real intenção do Governo do Estado com esse projeto. Não precisa ser especialista em mercado imobiliário pra saber que este momento de recessão e crise não é o mais adequado para se vender. Todo mundo sabe que é o momento de se comprar galinha morta [...] São prédios que fazem parte do patrimônio do nosso estado. E nós não podemos nos desfazer do patrimônio do nosso estado de uma maneira rápida, atabalhoada. Temos que discutir qual é a real finalidade. Até porque, como eu disse, nós estamos num momento de crise, e os preços que irão pagar por esses imóveis certamente serão muito abaixo do valor de mercado. Aí o governo dilapida o patrimônio público, arrecada pouco e não resolve o problema orçamentário", opina Gustavo Neiva.

O deputado observa que o governo Wellington tem demonstrado um "desespero" na busca por recursos, através de empréstimos, antecipações de receitas e outras medidas que ele considera extremas, mas pouco tem feito para cortar despesas.

A reunião de terça na CCJ foi presidida pelo deputado Hélio Isaías (Progressistas), e também contou com a presença dos deputado Francisco Limma (PT), Franzé Silva (PT), Francisco Costa (PT), Francisco Magalhães (PT), Ziza Carvalho (PT) e Henrique Pires (MDB), além de Teresa e Madison.

Por: Cícero Portela

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