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No limite de gastos, Capital cobra repasse de municípios para Saúde

O presidente da FMS defende que haja um maior rigor nos repasses vindos dos municípios que enviam pacientes para a capital. Segundo ele, Teresina investe hoje 35% de sua arrecadação no setor, para atender as 32 cidades.

06/02/2019 08:10h

Ao comentar a situação dos atendimentos públicos de saúde em Teresina durante a abertura do ano legislativo na Câmara Municipal nesta terça-feira (05), o presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Charles Silveira, afirmou que, por conta da alta demanda oriunda dos municípios do interior, a prefeitura da capital não tem mais condições de ampliar investimentos. Segundo ele, a arrecadação não cresceu na mesma proporção que os gastos no setor.

“Estamos no limite de uma corrosão. Gastamos 35% de tudo que é arrecadado pela prefeitura com saúde, e não temos mais como aumentar o gasto com saúde. Ao mesmo tempo, a população cresce e a procura é maior de todos os municípios do estado”, pon tuou o presidente da FMS.

Para Charles Silveira, o momento exige uma racionalização dos gastos. Ele também defende que haja um maior rigor nos repasses vindos dos municípios que enviam pacientes para a capital.


Charles Silveira, presidente da Fundação Municipal de Saúde (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

“Quando a gente fala em racionalizar, não é deixar de atender, é atender o usuário de Teresina, e atender aquela pessoa que nos procura e que vem dos 32 municípios da região entre rios, que é o que está pactuado. Isso não é o que acontece hoje. Atendemos pessoas dos 224 municípios. Queremos que os municípios também sejam responsáveis para cofinanciar esse uso do sistema público de saúde”, destacou.

 Apesar de reconhecer avanços na saúde estadual, como a melhoria no atendimento de alguns hospitais regionais, Charles Silveira ressalta que é preciso haver uma maior parceria entre os gestores do estado e dos municípios.

“Isso é uma construção. Temos um sistema que é universal e único, mas o estado brasileiro não deu condições para que os entes federativos efetivassem de maneira competente esse resultado. Então, nós temos que nos irmanar e trabalhar como rede, para que tenhamos uma saúde que seja cada vez melhor para a população de Teresina”, avaliou o presidente da FMS.

Por: Natanael Souza - Jornal O Dia

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