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Mudanças revelam “descompasso” e necessidade de reforma partidária

Para cientista político, as siglas possuem uma grande autonomia para pautar e votar assuntos do seu próprio interesse sem qualquer diálogo ou consideração pelas demandas da sociedade.

09/09/2019 07:06h

Ainda que se trate de mudanças pontuais nas regras de utilização dos recursos do Fundo Partidário, a proposta aprovada na Câmara Federal revela, na avaliação de Vitor Sandes, cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), uma dissonância das agremiações partidárias com as importantes discussões a serem feitas no cenário político brasileiro. 


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Ele explica que as siglas possuem uma grande autonomia para pautar e votar assuntos do seu próprio interesse sem qualquer diálogo ou consideração pelas demandas da sociedade. “Isso mostra como os partidos estão descompassado em relação aquilo que realmente desejamos, não por acaso, temos no país o agravamento de um problema mundial, que é a queda na identificação partidária e de confiança nas instituições representativas”, disse.


O cientista político Vitor Sandes diz que as siglas possuem uma grande autonomia para pautar e votar assuntos do próprio interesse - Foto: Jailson Soares/O Dia

Sandes também avalia que as mudanças só foram aprovadas na Câmara dada a fraqueza do Governo e o empoderamento do Poder Legislativo. “Temos pouca possibilidade de oposição, inclusive articulado na opinião pública. Possuímos um Governo muito desgastado que não consegue resolver coisas simples relacionada a economia e questões sociais e os partidos aproveitaram esse momento político propício e de forte articulação no Congresso para aprovar algo de interesse próprio”, pontua.

Diante deste cenário, o cientista político argumenta que uma reforma partidária no país poderia ser uma saída para contornar o problema de concentração de poder dessas agremiações. “Nossa Lei Orgânica de Partidos Políticos necessita de muitas mudanças, inclusive no quesito da transparência, de incentivo a participação nas convenções partidárias”, frisou.

Por: Breno Cavalcante, do Jornal O Dia

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