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Movimentos pregam que população não vote caso obras não sejam concluídas

Pelo menos dois movimentos fazem protestos para que eleitores não votem nas eleições, por conta de paralisações de obras.

12/03/2018 06:44h

Dois movimentos populares na região Sul do Piauí mobilizam a população para não irem às urnas nas eleições deste ano, caso obras importantes não sejam concluídas pelos governos estadual e federal. A forma de pressionar a classe política, ameaçando não votar, foi encontrada após anos de reivindicação por obras que nunca saíram do papel e são essenciais para quem vive na região.

A cidade de Dom Inocêncio, a 624 km de Teresina, é uma das poucas cidades do Piauí que não possuem ligações via pavimentação asfáltica. A construção da estrada é a reivindicação dos moradores da cidade. Em época de chuvas como a de agora, o município encontra-se isolado porque a estrada que liga o município a São Lourenço do Piauí, na região de São Raimundo Nonato, é cortada por riachos quem transbordam e impedem a passagem de pessoas. A estrada possui 80 quilômetros, dos quais 28 ainda estão por fazer, demanda construção de pontes e está paralisada desde novembro do ano passado. A obra começou a ser executada em 2011, mas é prometida há décadas. Para pressionar o Governo do Estado a concluir a obra, moradores da cidade lançaram a campanha “Dom Inocêncio sem estrada, Dom Inocêncio sem votos”.


Estrada que liga Dom Inocêncio a São Lourenço é cortada por riacho e ponte não foi concluída (Foto: Divulgação)

Já na região do Vale do Gurguéia, a reivindicação é o alargamento da BR-135. Com apenas cinco metros de largura em muitos trechos, desnível de até 40 centímetros e grande tráfego de carretas e grandes veículos, a estrada tem feito vítimas fatais. Só ano passado, cerca de 50 mortes foram registradas no trecho que liga Eliseu Martins a Cristalândia do Piauí. A obra de alargamento iniciou, mas caminha a passos lentos. O movimento “SOS BR-135. Sem alargamento, sem votos” planeja mobilização para dia 7 de abril e nas redes sociais, intensifica o discurso de que se a obra não estiver perto da conclusão, não haverá votos na região para os políticos.

Ao O DIA, o professor Gutemberg Dias, do movimento “Dom Inocêncio sem estrada, Dom Inocêncio sem votos”, afirma que o grupo de moradores tenta conscientizar a população sobre a importância de valorizar o voto. “A gente é visto só no período eleitoral. Então, o voto é a arma que temos e utilizamos dele neste movimento para pressionar quem tem poder de fazer a estrada, que faça. Em 2016 passamos um mês isolados. Os prejuízos são incalculáveis. A obra já está parada de novo e assim que as chuvas pararem, vamos aumentar os protestos”, pontua.

Um dos coordenadores do movimento SOS BR-135, Jandilson Andrade, explica que no caso da luta pelo alargamento da estrada, a ideia principal é não eleger quem já tem mandato, caso o cronograma da obra não seja seguido. “Concluir a gente observa que não tem como até as eleições, até porque já está atrasado. Mas caso não seja retomado, nosso objetivo é levar para frente a ideia. Nosso medo é que passando as eleições, os políticos não tenham compromisso com a causa”, diz ele, acrescentando que os próprios relatórios da Polícia Rodoviária Federal conferem o perigo da via.

“Deputados, senadores, órgãos federais, todos sabem do perigo que a BR-135 oferece a quem trafega nela. Nós já marcamos uma próxima reunião e a nossa ideia é essa. Temos que disseminar entre a população que ela precisa se conscientizar que nós temos que votar nos que se comprometem com a obra”, diz ele.

Por: João Magalhães - Jornal O Dia

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