Motoristas e cobradores de ônibus aderem à greve geral

Apenas 30% da frota estará nas ruas pela manhã, e serviço será normalizado a tarde. Outras categorias também aderiram à paralisação.

28/06/2017 08:20h - Atualizado em 28/06/2017 10:39h

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Os motoristas e cobradores de ônibus de Teresina irão parar na próxima sexta-feira (30), junto com diversas outras categorias de trabalhadores, em adesão à greve geral. A mobilização é nacional, contra as reformas da previdência e trabalhista, e pedindo a saída do presidente Michel Temer (PMDB).

O vice-presidente do Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí), Francisco das Chagas, disse que a decisão foi tomada em assembleia geral realizada ontem (27). A paralisação inicia de manhã e deve se estender até por volta de 13h, com 30% da frota de ônibus na rua. Durante o período da tarde, a categoria volta a trabalhar normalmente.

Paralisação dura até às 13h (Foto: Arquivo O Dia)

Francisco das Chagas disse que a paralisação ocorrerá apenas na sexta-feira. “Essa é uma reivindicação para mostrar para o Governo que o povo não aceita essas reformas. Todas categorias vão parar e nós não vamos ficar de fora. Por que, afinal, esse desmonte do estado não atinge só aos motoristas de ônibus, mas de todos os trabalhadores”, disse Francisco das Chagas.

O vice-presidente afirmou que, por enquanto, a categoria não tem reivindicações locais. “A greve é específica, contra as reformas”, disse Francisco. 

Outras categorias 

Várias categorias de trabalhadores confirmaram para esta sexta-feira (30), greve geral em manifestação contra as reformas trabalhista e da Previdência, além de reivindicações especificas das categorias. Além dos motoristas e cobradores de ônibus, vão parar os trabalhadores em educação (Sinte), os comerciários, os bancários e os servidores municipais de Teresina.

Na capital, a concentração está marcada para as 9h, na Praça Rio Branco. O ato unificado espera receber milhares de trabalhadores e é o segundo deste ano.

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Edição: Nayara Felizardo
Por: João Magalhães

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