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Merlong rebate Freitas Neto e diz que 'elites' alavancaram Bolsonaro

Petista afirma que discurso de "nós e eles" é apenas uma constatação do histórico cenário de extrema desigualdade social que ainda persiste no Brasil.

26/11/2018 15:51h - Atualizado em 26/11/2018 16:32h

O suplente de deputado federal Merlong Solano (PT) usou seu perfil numa rede social para rebater declarações feitas pelo ex-governador Antônio de Almendra Freitas Neto em entrevista ao jornal O DIA, publicada na edição do último fim de semana.

Recém-eleito presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Piauí, Freitas Neto afirmou, na entrevista, que o grande erro político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pregar a divisão do país entre “nós” e “eles”, entre “pobre” e “rico”, “norte” e “sul”, “preto” e “branco”.

Ainda de acordo com Freitas, que é filiado ao PSDB, Lula foi o grande responsável pela ascensão política de Jair Bolsonaro (PSL), que conseguiu vencer a disputa pela Presidência da República, após sete mandatos como deputado federal.


O suplente de deputado Merlong Solano (Foto: Moura Alves / O DIA)


Em sua postagem na rede social, Merlong afirma que o Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula e a esquerda de um modo geral têm sido, com frequência, acusados por "lideranças conservadoras" de terem dividido o Brasil.

Para o suplente de deputado, essa acusação é injusta, e seria feita com o objetivo de impedir que a população enxergue um cenário real: a enorme desigualdade social que historicamente existe no país. 

"Como professor de história, economista e como filho de caminhoneiro, vejo com certo sentimento de impotência essa enorme capacidade que as elites tradicionais têm de inverter os termos da equação político-social brasileira e de jogar sobre os outros responsabilidades que são suas", afirma o petista.

"Qualquer estudante universitário, minimamente antenado, sabe que a formação social brasileira está assentada, isto é, tem alicerces fincados, na escravidão e no latifúndio, e que daí advêm outras marcas relevantes de nossa formação: patriarcalismo, autoritarismo, machismo, falta de senso de responsabilidade social e a exclusão social; sendo esta admitida como fato natural e imutável", acrescenta Merlong.

Para o deputado, o discurso do "nós e eles" não foi inventado pelo PT, mas o partido apenas expôs uma situação que já é vivenciada pelos brasileiros há séculos. 

"Então, quando olhamos para além dos interesses próprios, que são pessoais e também de classe, verificamos que o 'nós e eles' se tornou uma categoria política porque já era um fato da nossa formação sócio-cultural. Há quanto tempo existe em nossa sociedade a clara noção, por exemplo, de que justiça é coisa a que só os ricos têm acesso? Foi o PT que inventou esse sentimento? Foi o PT que forjou a divisão entre a Casa Grande e a Senzala?", questiona Merlong, fazendo referência ao período de escravidão no Brasil.

O suplente de deputado afirma, ainda, que o discurso do "nós e eles" é pertinente no atual contexto político brasileiro porque o quadro de extrema desigualdade ainda predomina no país. "Esse passado está aí presente, bem diante de nossos olhos, em nosso sistema educacional, nas empresas, igrejas, em nossas casas. Isso acontece porque a desigualdade extrema (maior marca de nossa formação social) se reproduziu ao longo do tempo e atravessou a Colônia, o Império e a República", opina.

O petista ainda afirma que as "elites" foram as verdadeiras responsáveis por alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro. "[...] Como nenhum candidato da direita se viabilizou, recorreram ao candidato da extrema direita e ao financiamento da maior campanha de difamação já feita por meio das redes sociais", observa Merlong.

Por: Cícero Portela

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