Margarete Coelho sanciona lei que cria o conselho a favor de LGBTs

Piauí é, proporcionalmente, um dos estados brasileiros em que mais se mata LGBTs por crime de ódio.

25/07/2017 08:13h - Atualizado em 25/07/2017 10:41h

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A governadora em exercício, Margarete Coelho (PP), sancionou nesta segunda-feira (24) a lei que determina a criação do Conselho Estadual de Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTs). As principais funções do órgão são a construção de políticas públicas para que o governo execute e o monitoramento dessas ações. 

De acordo com Marinalva Santana, coordenadora do Grupo Matizes, a falta de políticas públicas para a população LGBTs tem influenciado diretamente no aumento do índice de violência. “Dados do Disque 100 registram que Piauí tem, infelizmente, ficado na dianteira, assim como o levantamento feito pelo grupo Gay da Bahia, que também coloca o Piauí como um dos estados que proporcionalmente mais assassina LGBTs no Brasil”, destacou. 

O projeto de criação do Conselho se deu a partir de uma minuta elaborada pelo Grupo Matizes entregue ao deputado Fábio Novo, secretário de cultura, e aprovado na Assembleia Legislativa do Estado. 

A intenção do governo, segundo Margarete Coelho, é dar mais visibilidade e valorização á população LGBTs, além de dar o apoio técnico, administrativo e financeiro ao Conselho. “Precisamos dar visibilidade à violência que eles sofrem, às necessidades e as carências que esse segmento social ainda sofre”, disse a governadora em exercício. 

Após a instalação do Conselho, que será vinculado à Secretária Estadual de Assistência Social (SASC), será realizado uma votação para a escolha e posse dos conselheiros que ficarão responsá- veis pela administração do órgão estadual.

Margarete admite que pode concorrer à Alepi 

A vice-governadora Margarete Coelho (PP) comentou sobre os onze dias em que ela ficou na chefa do Executivo estadual e também afirmou que não vê problemas em concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa nas eleições do ano que vem. A vice-governadora citou que política não é projeto pessoal, é uma conquista de espaço e que ela luta pela ocupação desse espaço por mulheres. 

Governadora em exercício, Margarete Coelho assinou Lei e destacou as políticas públicas voltadas ao público LGBT (Foto: Moura Alves/ O Dia)

Os comentários da vice-governadora foram na manhã dessa segunda-feira (24) durante a rearticulação da Câmara em Defesa das Mulheres. Margarete Coelho (PP). Ela elencou que percorreu 12 cidades tratando de melhorias na oferta de serviços e inaugurando obras pelo interior do estado. “Foram dias intensos cumprindo uma agenda de entrega de obras e serviços. Percorremos municípios do sul e do norte”, explicou a vice-governadora. 

Sobre política, a primeira a mulher a comandar, mesmo que interinamente, o Piauí, afirmou que mantem a postura de uma pessoa de partido e vai a sigla para se posicionar no ano que vem. “Não se faz política sozinho. Ninguém acorda com vontade de ser deputada estadual hoje, vice governadora amanhã. Política é luta, conquista de espaço. E vamos lutar para conquistar o nosso, no sentido de espaço de representação das mulheres”, explicou. 

Margarete Coelho concluiu lembrando que foi deputada estadual por quatro anos e desenvolveu um mandato lembrado pela representação de suas bases eleitorais e na defesa das mulheres. “Eu fui muito feliz na Alepi, me orgulho do mandato que tive ali e não vejo nenhum problema em continuar ali”, disse Coelho.

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Por: Ithyara Borges e João Magalhães

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