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"Houve quebra de acordo com estados", afirma Dias

O governador diz que foi pego de surpresa com o teor do relatório apresentado na comissão especial

15/06/2019 09:07h

O governador Wellington Dias (PT) criticou o relatório da reforma da Previdência, apresentado na última quinta-feira (13) pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) em comissão especial da Câmara Federal, mais exatamente a retirada dos servidores dos estados e municípios do texto que cria novas regras de aposentadorias no país.

Segundo o chefe do Executivo piauiense, o relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) havia se comprometido, durante o Fórum de Governadores que aconteceu na sede do Banco do Brasil, em Brasília, ainda na terça-feira (11), acerca de quatro pontos da reforma, e criticou o posicionamento do parlamentar paulista.

“Já no dia seguinte tivemos a 'quarta feira do estrago'. Fomos pegos de surpresa com o anúncio pela imprensa que os Estados e Municípios estavam de fora da Reforma da Previdência. Em bom português: rompido o acordo”, declarou Wellington. Durante o Fórum, o governador piauiense chegou a afirmar à imprensa nacional que, com a negociação dos pontos e principalmente com a permanência de estados e municípios no texto da PEC,

Wellington lembra que até terça-feira (11), havia um outro entendimento (Foto: Jailson Soares/O DIA)

a bancada de deputados federais do Piauí poderia dar de oito a nove votos, mas agora, avalia um cenário mais difícil para aprovação da matéria. “Deixou de ser a grande proposta da Previdência para União, Estados e Municípios, setor público e setor privado. Espero que quem teve esta bela ideia garanta mesmo os 308 votos ou mais prometidos. Faltou responsabilidade com o Brasil”, disparou o petista.

No parecer final do relator, foram retirados três dos quatro pontos negociados com governadores brasileiros, como mudanças na aposentadoria rural, no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a criação do regime de capitalização, mas deixou de fora os entes estaduais e municipais. O relatório ainda precisa ser aprovado na comissão especial antes de ir à votação no Plenário da Câmara Federal.

“Estados vão ter que se virar” caso Congresso não volte atrás, avalia vice-governadora Regina Sousa

Assim como Wellington Dias (PT), a vice-governadora Regina Sousa (PT) também fez duras críticas a decisão do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da Reforma da Previdência em comissão especial da Câmara, em retirar estados e municípios da proposta de emenda à Constituição (PEC) que propõe novas regras para aposentadorias.

A petista avaliou, nesta terça-feira (14), que a questão é mais política que técnica, e espera que a decisão seja revista pelos parlamentares. “Para mim é uma quebra de braço, uma birra do Congresso. Parece que algum governador disse alguma coisa que eles não queriam ou não gostaram e fizeram essa coisa. Acredito até que no final possa voltar, se não os

estados vão ter que se virar”, disse. Na avaliação de Regina Sousa, as mudanças no regime previdenciários deveriam incluir todos os entes da federação, já que, segundo ela, todos serão afetados pela PEC, que ainda precisa ter seu relatório aprovado na comissão especial antes de ir à votação no plenário da Câmara.

“Acho que quando se tem uma mudança em uma política geral, deve ser para todo mundo, porque essa reforma atinge a maioria dos servidores públicos e de alguma forma os estados são subordinados a previdência nacional. Os estados vão ter que se adaptar então era melhor que não saíssem”, finalizou a petista.

Por: Breno Cavalcante e João Magalhães – Jornal O DIA

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