Governistas querem a volta do "œchapão" no Piauí; PT discorda

Ao lado de outras legendas o PT perderia, com o mesmo número de votos, uma ou até duas cadeiras.

13/08/2021 09:59h - Atualizado em 13/08/2021 10:43h

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Uma nova polêmica se instala na base de sustentação do governador Wellington Dias na Assembleia. Após a aprovação do retorno das coligações partidárias em primeiro turno, partidos aliados ao governo do estado querem a reedição do “chapão” que venceu a eleição em 2018. MDB, PL, PSD, e outras siglas já cobram apoio à aliança, o PT, porém, critica a medida e defende que uma chapa pura da legenda teria maior potencial de vitória.

O cenário é semelhante a 2018, quando uma grande briga se desenvolveu dentro da sigla que lutou até o fim para não se coligar aos outros grandes partidos. A conta é simples, ao lado de outras legendas o PT perderia, com o mesmo número de votos, uma ou até duas cadeiras.

O deputado estadual Franzé Silva revelou que uma plenária interna do diretório da legenda já fora inclusive convocada. A preocupação dos petistas é também dar sustentação a um possível governo de Rafael Fonteles.


Foto: Assis Fernandes/ODIA

“Vamos iniciar os debates internos, havia um entendimento já construído, o PT organizou-se para ter um número de candidatos viáveis e uma chapa competitiva, agora o Partido dos Trabalhadores volta a reabrir essa discussão. Já fizemos esse amplo debate em 2018, agora a situação volta, teremos um chamamento do diretório para analisar essa situação. O PT visualiza o crescimento partidário, mas analisa também a harmonia e a governabilidade na base aliada”, disse o parlamentar

Já o deputado estadual Dr. Hélio (PL) é mais enfático em sua fala, o político defende o chapão como uma forma de valorizar quem apoiou Wellington Dias. Nos bastidores alguns deputados querem que a fidelidade a Wellington Dias seja retribuída com a aliança.


Foto: Ascom/Alepi

“Estávamos fazendo um trabalho de fortalecimento do PL, as regras do jogo mudaram, o congresso aprovou a volta das coligações e há uma tendência natural que os partidos da base aliada possam caminhar formando uma ampla coligação. Vamos agora aguardar para que possamos fazer um planejamento definitivo para as eleições do próximo ano. Vejo o PT, MDB, PL, Solidariedade, todos os partidos que hoje dão apoio ao governador unidos” finalizou o deputado.

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