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Governadores do NE pedem fim de divergências para discutir reforma

Em carta, os gestores falam em enfrentar os dissensos e construir pautas que tragam soluções para os problemas mais urgentes.

07/06/2019 09:13h - Atualizado em 07/06/2019 11:32h

Os governadores do Nordeste assinaram, nesta quinta-feira (06) uma carta na qual defendem o diálogo e o fim das divergências para a discussão de pautas importantes para o país como a reforma da previdência, a reforma tributária, a reforma política e também o pacto federativo.

O documento, que também foi assinado pelo governador Wellington Dias, destaca a situação econômica delicada pela qual o país vem passando e ressalta a questão da polarização política e o quanto isso se torna prejudicial para o debate a respeito das reformas necessárias à garantia do desenvolvimento do Brasil.

“As energias devem ser canalizadas para o escrutínio das divergências e o aperfeiçoamento das ações, de modo que todos sejam beneficiados, evitando-se a armadilha do divisionismo que tem acirrado os ânimos e paralisado a nação”, diz a mensagem.


Foto: Arquivo O Dia

Os governadores pontuaram ainda que há pontos específicos a serem revistos, como o Benefício de Prestação Continuada e a aposentadoria dos trabalhadores rurais, que, sobretudo no Nordeste, precisam de maior atenção e proteção do setor público. Eles falam ainda em “desconstitucionalização da previdência”, afirmando que a reforma acarretará em incertezas para o trabalhador. 

Foram feitas críticas também ao sistema de capitalização, justificando-se que a experiência não foi exitosa em outros países. As medidas propostas pela reforma, de acordo com os governadores do Nordeste, não vêm no sentido de sanear o déficit previdenciário, mas de aumentar as despesas futuras não previstas atuarialmente.

E, assim como feito na carta assinada por Wellington Dias com mais 24 estados brasileiros, os governadores nordestinos se posicionaram contra a retirada dos estados da reforma da previdência e contra tratamentos diferenciados para outras categorias profissionais. Isto, segundo eles, representa “o abandono da questão previdenciária à própria sorte, como se o problema não fosse de todo o Brasil e de todos os brasileiros”.

Por: Maria Clara Estrêla

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