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Firmino diz que depredação do PSDB foi 'excesso absolutamente desnecessário'

Prefeito afirma que liberdade de manifestação é natural em democracias, mas condenou atos de vandalismo.

10/01/2018 10:49h

O prefeito Firmino Filho criticou, na manhã desta quarta-feira (10), os manifestantes que depredaram a sede do PSDB localizada na Avenida Desembargador Pires de Castro, centro de Teresina. A ação ocorreu na tarde de terça-feira (9), durante protesto organizado por entidades estudantis, sindicais e por partidos políticos, contra o aumento nos valores das passagens de ônibus.

"Nós estamos numa democracia, e em democracias é absolutamente natural a liberdade de manifestação. Todo mundo pode se reunir e expressar suas opiniões. Agora, eu só acho que existe um excesso na medida em que se parte para destruir um patrimônio. Isso é um excesso absolutamente desnecessário e fora do limite", afirmou Firmino Filho.

Janelas da sede do PSDB foram quebradas por manifestantes

A declaração do tucano foi feita durante visita a obras para construção de terminais de ônibus em avenidas na zona sul da capital.

Desde terça (9) o valor da tarifa inteira passou de R$ 3,30 para R$ 3,60, enquanto a tarifa estudantil aumentou de R$ 1,05 para R$ 1,15 - reajustes de, respectivamente, 9% e 9,5%.

As manifestações contra o reajuste das tarifas do transporte público tiveram início no final de dezembro, quando ocorreram as reuniões do Conselho Municipal de Transporte Público para definir o aumento. 

A entidade chegou a aprovar valores ainda maiores para a passagem - R$ 3,71 a inteira e R$ 1,18 a meia -, mas Firmino liberou R$ 3,60 e R$ 1,15.

Firmino afirma que a atualizações anuais nos valores das tarifas estão previstas no contrato assinado entre a Prefeitura de Teresina e as concessionárias do serviço. Ele ressalta que, quando os reajustes não sejam autorizados, o município precisa pagar subsídios para as empresas do setor, o que, segundo ele, tem se tornado inviável, por conta da crise. 

"O contrato contém obrigações e deveres para ambas as partes. E, anualmente, ele prevê uma revisão dessa remuneração, através de indicadores pré-estabelecidos. E se não autorizar o reajuste das tarifas determinado por esses indicadores, a Prefeitura tem que completar com subsídios. Isso, obviamente, num momento de crise, pesa muito sobre a administração municipal", avalia Firmino.

Por: Cícero Portela e Ithyara Borges

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