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Fábio Sérvio: 'seria muito importante para o PSL ter uma voz na Assembleia'

Presidente do PSL no Piauí diz que já conversou com alguns parlamentares da oposição ao governo Wellington, mas ausência de janela partidária dificulta migração.

12/11/2018 12:43h - Atualizado em 12/11/2018 14:18h

O presidente do diretório estadual do PSL no Piauí, empresário Fábio Sérvio, reafirmou nesta segunda-feira (12) que vai permanecer no comando da sigla no estado.

Nas últimas semanas, após a vitória de Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência da República, começaram a ganhar força os rumores de que algumas lideranças políticas locais estariam interessadas em tomar o comando do partido das mãos de Sérvio, como a deputada eleita Marina Dias, que foi eleita pelo PTC, mas pode migrar para outra sigla porque seu partido não obteve um desempenho nas urnas suficiente para atender a cláusula de barreira. 

O presidente do PSL no Piauí, Fábio Sérvio (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

Segundo Fábio Sérvio, tudo não passa de conjecturas sem qualquer fundamento. "O PSL era um partido muito pequeno, se tornou um partido muito grande. Mas, na verdade, isso tudo é só especulação mesmo, o que é normal neste período. Da nossa parte está tudo tranquilo, e temos é muito trabalho pela frente. Estamos buscando pessoas para fazer esse trabalho, para ampliar a linha de frente", afirmou Sérvio.

Mesmo tendo recebido uma votação razoável - superior à do senador Elmano Férrer (Podemos) - na disputa pelo Governo do Piauí, Fábio Sérvio e seu partido amargaram um desempenho insuficiente para garantir a eleição de parlamentares no pleito deste ano. O ex-deputado federal Elizeu Aguiar (PSL) foi quem recebeu a maior votação, com pouco mais de 79 mil votos na disputa pelo Senado Federal, mas também não foi eleito. 

Por esse motivo, Fábio reconhece que seria interessante para o PSL que houvesse a migração de algum deputado estadual para a sigla. Esse objetivo, contudo, deve ser dificultado pela regra de fidelidade partidária.

"Nós tivemos algumas conversas com deputados da oposição [ao governo Wellington Dias], que foi o Marden Menezes, do PSDB, e o Gustavo Neiva, do PSB. O problema é que tem a dificuldade da janela [prazo para migração entre siglas]. Pra eles é muito difícil. Mas seria muito importante para o PSL, neste momento, ter uma voz na Assembleia Legislativa, e a gente espera que essas conversas que nós iniciamos deem frutos no futuro, quando for possível essa janela", avalia Sérvio.

Pela legislação eleitoral, só podem migrar para outras siglas sem correr o risco de sofrer punição por infidelidade os parlamentares cujos partidos não atenderam os critérios da cláusula de barreira. 

PSL tem leque de nomes que podem disputar Prefeitura de Teresina, mas foco é 'conteúdo'

Fábio Sérvio também afirmou que é praticamente certo que o PSL terá um candidato à Prefeitura de Teresina em 2020.

Segundo o empresário, por ter sido candidato ao Governo do Piauí este ano, ele é o nome natural para disputar o comando do Executivo na capital. Porém, Sérvio cita outros nomes que também poderiam concorrer ao cargo majoritário pelo PSL. 

"Pode ser meu nome, que naturalmente tem surgido, porque eu acabei de sair de uma eleição em que concorri ao cargo de governador [...] Mas há vários outros nomes que poderiam assumir essa missão, como a Adriana Sousa [médica], a Rubenita Lessa [advogada], o próprio Elizeu Aguiar, que teve uma votação expressiva em Teresina, o Antônio José Lira [ex-vereador] e outras pessoas que estiveram com a gente na coligação, inclusive do Pros. Há, ainda, pessoas que não foram candidatas mas que estão no partido e têm peso, como o coronel Washington, do Exército", afirma Sérvio.

O presidente do PSL enfatiza que definir o nome que disputará a prefeitura, por enquanto, não é a prioridade do partido. "A gente está muito mais preocupado com o conteúdo. Com o que apresentar, com o que discutir, para não chegar nas reuniões aqui em Brasília de mãos vazias. Tendo projetos, tendo informações sobre o estado. Para não ir pra uma eleição de 2020 sem projeto de cidade e sem entender quais são as mudanças que a população está desejando", conclui.

Por: Cícero Portela

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