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Fábio Sérvio afirma que mantém pré-candidatura: 'linha de resistência'

Decisão desagradou o presidente do PTC, Evaldo Gomes, que vinha negociando uma aliança com o PSL e com o Pros para apoiar Dr. Pessoa, pré-candidato ao Governo.

31/07/2018 14:58h - Atualizado em 31/07/2018 17:16h

O empresário Fábio Sérvio (PSL) confirmou nesta terça-feira (31) que sua pré-candidatura ao Governo do Piauí está mantida. Mas reconheceu que chegou a iniciar um diálogo com o PTC, do deputado estadual Evaldo Gomes, com vistas a desistir da disputa pelo Palácio de Karnak para apoiar outro pré-candidato, o deputado estadual Dr. Pessoa (Solidariedade).

Evaldo havia convidado vários veículos de comunicação para uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda, durante a qual anunciaria o apoio a Dr. Pessoa, pelo seu partido, o PTC, e por outras duas siglas - o PSL e o Pros, que caminharam juntas durante toda a pré-campanha.


Fábio Sérvio (ao centro), ao lado dos dois pré-candidatos ao Senado, Antônio José Lira e Elizeu Aguiar (Foto: Divulgação)


Segundo Evaldo e Sérvio, as negociações se estenderam durante toda a madrugada, mas ao final o empresário optou por manter sua pré-candidatura, decisão que desagradou profundamente o presidente do PTC, e o fez adiar o anúncio sobre qual caminho o partido seguirá no pleito deste ano.

"Nós avançamos no diálogo. Mas chega um momento em que a pré-candidatura não pertence mais a uma pessoa. Ela passa a ser um projeto, e esse projeto passa a ter uma curadoria de um grupo. E por esse trabalho sério, que a gente tem feito com muita dificuldade, decidimos nos manter na linha de resistência", afirmou Sérvio, que recebeu o convite para ocupar uma das candidaturas ao Senado na chapa encabeçada por Pessoa.

O empresário também anunciou seu pré-candidato a vice-governador. Será o coronel Carlos Pinho, presidente da Associação dos Oficiais Militares do Estado do Piauí (Amepi). 

Este era o único espaço que faltava ser preenchido na chapa, que já tem como pré-candidatos ao Senado o ex-deputado federal Elizeu Aguiar e o ex-vereador de Teresina Antônio José Lira, ambos do PSL.

Defensor de bandeiras como o combate ao aborto e a flexibilização do porte de armas para a população, Fábio Sérvio afirma que optou por não aliar-se a outras siglas, além do Pros, para ter a certeza de que não precisaria abandonar seus ideais em nome de alianças político-partidárias. 

"A gente está inaugurando no Brasil e no Piauí uma nova maneira de fazer política. Uma maneira em que às vezes você precisa cortar na carne, em nome de algo que você defende para a coletividade. Então, não é prioridade para a gente hoje atender aos clamores políticos. Nossa prioridade é atender aos clamores da população", afirma Sérvio.

Fator Bolsonaro

Fábio Sérvio acredita que, mantendo a chapa majoritária, o PSL terá mais chances de ter um bom desempenho na disputa por cargos proporcionais - na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.

O empresário lembra que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera praticamente todas as pesquisas de intenções de voto, nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio da Silva. E, segundo Sérvio, o presidenciável terá um enorme poder de transferência de votos para os candidatos a deputado estadual e federal do PSL e do aliado Pros.

"É natural que nós tenhamos um voto de legenda muito forte, porque o Bolsonaro precisa de uma bancada federal forte. Ou seja, as pessoas que pretendem votar no Bolsonaro devem também depositar o voto na legenda, tanto para a Câmara quanto para a Assembleia", avalia Sérvio.

Por: Cícero Portela

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