Fábio Sérvio acusa prefeitura de corrupção e não crê em oposição do PT

Segundo ele, não há um rompimento real entre o prefeito de Teresina e o governador do Piauí Wellington Dias (PT), que atualmente são oposição nas eleições para a Prefeitura da Capital.

15/10/2020 15:31h - Atualizado em 15/10/2020 15:56h

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O candidato a prefeito deTeresina pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Fábio Sérvio, acusouem entrevista à O Dia TV, canal 23.1, que a gestão atual da Prefeitura de Teresina está envolvida em esquemas de corrupção. Apesar disso, o candidato não revelou quais informações levam a essa acusação.

Durante a entrevista, Fábio Sérvio não economizou nas críticas ao prefeito Firmino Filho (PSDB) e o ex-secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, candidato apoiado por Firmino. “O Kléber bate palmas porque está lá desde 1986, eu teria vergonha, daqui a 10 anos eu quero estar na iniciativa privada, ter resolvido 100% da renovação política do Piauí, ter deixado um legado, ter ensinado outras pessoas, ter liderado um processo de mudança na cidade”, argumentou, acrescentando que, na sua opinião, um mandato seria suficiente para promover a renovação política que almeja.

Foto: Elias Fontenele/O Dia

Segundo ele, não há um rompimento real entre o prefeito de Teresina e o governador do Piauí Wellington Dias (PT), que atualmente são oposição nas eleições para a Prefeitura da Capital. Fábio Sérvio alegou que teria um acordo entre os gestores para uma possível candidatura de Firmino Filho a governador em 2022.

“Dois políticos que sentaram a mesa, várias vezes intermediados pelo Ciro Nogueira, e conversaram durante anos, e definiram, inclusive, quem seriam os adversários que queriam enfrentar. Nós quebramos essa regra em 2018, fomos os adversários e eles não acharam que nós iríamos manter a candidatura naquele ano, inclusive o próprio Firmino Filho me chamou no gabinete dele e pediu que eu desistisse da candidatura a governador, e me ofereceu toda ajuda para sair candidato a deputado federal, e eu recusei”, afirmou.

Foto: Elias Fontenele/O Dia

Fábio Sérvio alega ainda que recebeu propostas para desistir da atual candidatura a prefeito de Teresina, além de convites para filiação em outros partidos. No entanto, para ele, isso seria novamente um jogo para tirá-lo da disputa. “Nas eleições passadas a gente era colocado [nas pesquisas] como o último lugar nas eleições, abriu as urnas eu tive quase quatro vezes a votação do senador Elmano Férrer, que foi prefeito de Teresina e é senador em mandato”, lembrou.

Sobre a sua campanha, o candidato afirma ainda estar respeitando o distanciamento social imposto pela normas sanitárias em virtude da pandemia do novo coronavírus e tem apostado na campanha virtual para conseguir os votos necessários para se eleger como prefeito, e aponta outros candidatos de estarem usando de motivos eleitoreiros para promover aglomerações.

“Nós estamos vivendo um aumento em que, nas últimas 48 horas, 24 pessoas morreram por causa do coronavírus aqui no Piauí. E o que mudou de três meses atrás, onde não se podia abrir nada para essa realidade de agora? Porque continuam morrendo as mesmas pessoas. Irresponsabilidade porque eles mudam da noite pro dia por interesses políticos e eleitoreiros, não estão respeitando as regras, estão tentando vencer uma eleição de qualquer forma”, denunciou.

Fábio Sérvio, que disputou o Governo do Estado como candidato do Partido Social Liberal (PSL), partido pelo qual se elegeu o atual presidente da República, Jair Bolsonaro, também comentou o seu distanciamento político do presidente, começando pela sua saída do PSL. Segundo ele, a sua ideologia continua sendo conversadora e de direita, no entanto, houve um afastamento em relação as políticas adotadas pelo Governo Federal, e também chegou a questionar algumas decisões do presidente em relação a escolha de políticas para a base do Governo em Brasília.

Durante a entrevista, o candidato do PROS à Prefeitura de Teresina comentou ainda sobre o sistema de transporte coletivo de Teresina, que segundo ele, é um modelo ultrapassado e que estará saturado em cerca de cinco anos, além de defender parcerias com a iniciativa privada para obras de infraestrutura na Capital, em especial em relação ao acesso à internet. Fábio Sérvio também criticou a gestão do Hospital de Urgências de Teresina e defende que o atendimento de urgência e trauma seja de responsabilidade do Governo do Estado, enquanto à Prefeitura caberia a gestão da Atenção Básica à Saúde.

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Por: Nathalia Amaral

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