Em Teresina, coordenadora nacional do PSD Mulher defende cota para eleitas

Alda Marco Antonio afirmou que cota de 30% de candidatas não aumentou a participação feminina na política e só contribuiu para transformar a mulher em laranja.

14/07/2017 10:45h - Atualizado em 14/07/2017 11:47h

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A coordenadora nacional do PSD Mulher, Alda Marco Antônio, está em Teresina nesta sexta-feira (14) e falou sobre a proposta de cotas para mulheres nas câmaras municipais, nas assembleias legislativas, na Câmara Federal e no Senado. Ela acredita que será difícil conseguir aprovar o projeto, mas defende que as mulheres devem lutar por mais espaço na política.


Cordenadora Alda Marco Antônio. Foto: Assis Fernandes 

Segundo Alda, a cota de 30% de mulheres candidatas não ajudou a aumentar a participação feminina na política. “Os partidos colocam a mulher só para cumprir a lei, mas falsamente. Transformam ela em laranja. Nas últimas eleições houve mulheres que não votaram nem em si mesmas. Não queremos que nenhuma mulher no Brasil se sujeite ao papel de colaborar com uma fraude”, afirma a coordenadora.

Ela explica que a proposta atual é guardar 30% das vagas nos parlamentos para as mulheres. “A apuração acontece com 70% dos homens mais votados e, depois, 30% das mulheres mais votadas, independente da quantidade de votos que elas tiveram. É difícil aprovar, porque os homens é quem vão votar, mas estamos discutindo”, destaca Alda.

Para ajudar a convencer os deputados que têm o poder de aprovar a proposta, a coordenadora do PSD Mulher considera baixar o percentual da cota para até 10%. “Parece pouco porque, atualmente, temos 10% de mulheres na Câmara Federal e 13% do Senado, mas em alguns estados e nos municípios, essa cota vai fazer diferença”, comenta.

Alda lembra que, no Brasil, em 25% das câmaras municipais não tem nenhuma vereadora eleita. “Esses municípios estão gerando leis para toda a comunidade, sem a participação de nenhum pensamento feminino. A cota, mesmo de 10%, já garantiria pelo menos uma mulher”, defende.

O Brasil é o penúltimo país das américas em presença da mulher na política, ficando à frente apenas do Haiti. “Nossa luta é criar um ambiente saudável e favorável para que as mulheres militem verdadeiramente. Alguns partidos são até hostis à presença feminina e nós queremos resolver essa questão dentro do PSD”, conclui.


Encontro de mulheres hoje pela manhã em Teresina. Foto: Assis Fernandes 

A coordenadora foi convidada para participar do encontro estadual do PSD Mulher no Piauí, que acontece hoje no Hotel Arrey.

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Por: Nayara Felizardo e Ithyara Borges

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