"Em 2014, o PDT foi para a oposição porque o Governo não cumpriu acordo"

Flávio Nogueira destacou que a prioridade do partido é no plano nacional, com uma candidatura de Ciro Gomes (PDT) a Presidência da República.

10/07/2017 08:27h

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As eleições só acontecem no próximo ano, mas os partidos já começam a mobilização para saírem fortalecidos na disputa. O presidente do Diretório Estadual do PDT no Piauí, Flávio Nogueira, comentou com a equipe do O DIA as estratégias que o partido está adotando. O pedestista garantiu ainda que o partido está satisfeito com os espaços ocupados atualmente no Governo, reconhece que a crise tem impedido que as secretarias possam fazer mais, mas avalia que os gestores estão tendo mais liberdade de atuação. Sobre o pleito do próximo ano, Flávio Nogueira destacou que a prioridade do partido é no plano nacional, com uma candidatura de Ciro Gomes (PDT) a Presidência da República. Ele reconhece as dificuldades, sobretudo devido ao temperamento do presidenciável, mas garante que ele é um homem preparado para conduzir o país. Ele comentou a busca de espaços na chapa majoritária para o Governo e ainda a possibilidade de rompimento para integrar a chapa de oposição ao governador Wellington Dias, em uma eventual candidatura do ex-senador João Vicente Claudino. Confira a entrevista: 
Como é que o PDT vem se preparando para o debate eleitoral do ano que vem? O partido já tem alguma meta? 
As eleições serão realizadas apenas no ano que vem, mas nós já estamos conversando, preparando os diretórios municipais, dizendo que as próprias eleições terão muito uma conotação nacional. Vivemos uma crise que mexe com toda a nação e o PDT que é um partido com tradição, história, espólio, que desde muito tempo defende o trabalhismo, não pode deixar de focar nisso, deixar de colocar isso como pano de fundo da campanha eleitoral do ano que vem. 

"Ás vezes a gente conversa, mas não tem nada de fechamento. O que vale mesmo é em 2018" (Foto: Elias Fontenele/ O Dia)

Atualmente, o PDT está na estrutura do Governo do Estado, ocupando as Secretarias de Turismo e Meio Ambiente. O partido está satisfeito com os espaços e com a estrutura de trabalho que tem no Governo? 
Podemos dizer que sim. O governador sempre deu ao partido certa autonomia ás secretarias. Ali é o momento em que estamos manifestando nosso posicionamento enquanto gestor, vendo o que é melhor para o Estado, para a população. Nesse aspecto, não podemos dizer que não estamos satisfeitos, porque estamos vivendo em uma crise, e não tem como não ser afetado. Então, muito daquilo que a gente gostaria de estar fazendo, não podemos. 
Em 2010, o senhor disputou uma eleição como candidato a um cargo majoritário, de vice-governador. O senhor tem pretensão de voltar a disputar um cargo majoritário? Qual seria esse espaço? 
O PDT sempre irá disputar um cargo majoritário. Pelo menos pleiteia em uma composição de chapa. O foco da eleição passada e da próxima é a eleição de deputado federal. Se já estivesse em vigor o voto distrital, eu estaria lá e a composição da bancada seria outra, embora eu tenha participado dessa legislatura, em um curto espaço de tempo, mas na época mais nourática. Então, o foco é que queremos retornar à Câmara Federal, mas não quer dizer, de maneira alguma, e ninguém vai forçar denúncias para isso, que poderemos ser desfocados para compor uma chapa majoritária. 
Como o senhor avalia a situação do deputado Robert Rios. Ele é do PDT, mas lidera a oposição no Estado, com discursos sempre muito firmes. Tem condição de ele permanecer na sigla, caso o PDT decida manter a aliança pela reeleição do governador Wellington Dias? 
O Robert Rios é um homem muito inteligente, preparado, um bom quadro do partido. Por sermos um partido democrático, ele tem toda a liberdade para dizer a sua opinião, para se expressar. Não somos um patrulhamento rigoroso. Evidentemente, vai chegar a um ponto em que teremos que decidir em conjunto o que nós pretendemos para as eleições de 2018. O certo é que, aqui no Piauí, estamos bem sintonizados com a direção nacional, da qual eu faço parte. Então, vamos conversar com os dirigentes dos diretórios estaduais para irmos na mesma estratégia. Qual a vantagem de irmos separados? Se alguém está no partido, tem que marchar em conjunto. Então, achamos que estaremos juntos, sim, em 2018. 
O senhor acha que essa postura do deputado Robert Rios dificulta uma abertura, um diálogo no sentido de ampliar os espaços do PDT no Governo? 
Não. Não tem nenhuma alteração. 
O deputado Robert Rios tem planejado uma candidatura majoritária, com foco no Senado, nas eleições do ano que vem. Ele ainda disse ao partido que pretende manter a candidatura. Ele terá apoio do partido para essa candidatura? 
É aquilo que eu disse: O pano de fundo é a política nacional. Temos uma candidatura que deve ser posta que é a do Ciro Gomes para presidência da República e ele está com outros partidos, o Pc do B e agora com o PSB está nesse campo em nível nacional e deverão estar juntos. E deveremos estar preparando todos esses partidos para as eleições. Por isso, vamos pedir a todos que, dentro de suas divergências, achemos um denominador comum que é o nosso programa partidário. Somos nacionalistas, trabalhistas e, por mais que se queira insinuar qualquer coisa do PDT, você não vê o PDT sendo, nesses escândalos, denunciado. Nessas investigações da Polícia Federal, que aprovamos e nem do Ministério Público Federal, que também endossamos.
Você encontra a entrevista na íntegra no Jornal O Dia de hoje (10).
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Por: Mayara Martins e Ithyara Borges

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