Elmano vota a favor e Regina contra o texto da reforma trabalhista

Texto do relator foi rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado por 10 votos a 9, que segue para a CCJ do Senado. Reviravolta na Comissão foi vista como uma derrota do Governo.

21/06/2017 08:17h

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Depois de apelos do senador Paulo Paim (PT-RS), os integrantes da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), numa reviravolta que surpreendeu os governistas, rejeitaram por 10 votos contrários e 9 favoráveis o relatório ao projeto da reforma trabalhista (PLC 38/2017). O parecer aprovado pela comissão, nesta terça-feira (20), foi o voto em separado do senador petista e que pede a rejeição integral do texto do relator Ricardo Ferraço, defendido pelo governo federal. 
A matéria agora segue para Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e hoje(21), deverá ser lido o relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) e os prováveis votos em separado da oposição. Com críticas ao projeto, Paulo Paim afirmou que o texto é uma “traição ao povo brasileiro”, pois o governo tenta “vender o céu” com uma proposta que não vai gerar emprego nem aumentar as contratações formais e só vai beneficiar o grande empregador. 
Os senadores piauienses Regina Sousa (PT) e Elmano Ferrer (PMDB), participaram da votação. A petista votou contra o PMDBista votou acompanhando o voto do senador Paulo Paim. Regina comemorou o resultado e afirmou que a Comissão de Assuntos Sociais serve justamente para defender os direitos sociais dos mais pobres e a decisão de ontem é um reflexo da posição do país. Para ela, a vitória nessa terça-feira foi só a primeira de muitas que poderão acontecer se a população se mobilizar e mostrar que não aceita a imposição de uma mudança tão radical e que só interessa ao mercado financeiro. 
“Essa reforma não é do governo. É do próprio mercado. Alguns senadores que a defendem são o mercado e outros são mandados pelo mercado”, declara a senadora. Ela insiste que não há sequer patrão moderno capaz de acreditar que o projeto governista seja bom para o qualquer trabalhador. O DIA tentou contato com o senador Elmano Ferrer (PMDB), mas até o fechamento desta reportagem ele não atendeu as ligações

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Por: João Magalhães

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