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'Disse que morreria feliz pelo Piauí', revela irmã do capitão Anderson

Márcia Gardênia Pereira, uma das três irmãs do capitão, esteve no IML para tratar dos trâmites burocráticos para liberação do corpo do bombeiro militar.

01/08/2019 16:29h - Atualizado em 01/08/2019 17:48h

O corpo do capitão bombeiro Marcelo Anderson Alves Pereira, 44 anos, chegou ao Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina por volta das 16 horas desta quinta-feira (1º).

O capitão faleceu num acidente automobilístico na BR 343, no município de Piracuruca, quando seguia em direção à cidade de Parnaíba, onde iria se reunir com o prefeito Mão Santa (sem partido) e com lideranças locais do PSL, para tratar sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao litoral do estado, agendada para o dia 14 de agosto. 

Márcia Gardênia Pereira, uma das três irmãs do capitão, esteve no IML para tratar dos trâmites burocráticos para liberação do corpo do bombeiro militar.

Ela revela que, recentemente, o capitão Anderson chegou a falar para a família que, se morresse trabalhando pelo Piauí, morreria feliz. 

"Na semana passada, nosso pai chamou a atenção dele, para que ele evitasse viajar de madrugada, e ele respondeu muito feliz, brincando: 'Papai, um homem de verdade tem que nascer pra fazer a diferença. E seu filho é homem, e vai fazer esse projeto crescer. Não se preocupe, porque se eu morrer fazendo o que mais amo, que é defender o Piauí, eu morro feliz'. Então, por conta disso, eu já sindo saudade do meu irmão, mas fico feliz por saber que ele está satisfeito de ter chegado onde chegou", afirma Márcia Gardênia, que é escrivã da Polícia Civil do Maranhão.

Márcia Gardênia Pereira, uma das três irmãs do capitão Anderson (Foto: Francisco Filho)

Em entrevista à O DIA TV, ela relatou que o capitão Anderson vinha cumprindo uma extensa agenda de compromissos políticos, viajando por vários municípios do estado.

"A gente sabia dessa viagem [a Parnaíba]. Ele estava, realmente, com uma rotina de muitas viagens, uma rotina muito intensa de trabalho. O meu irmão sempre foi uma pessoa muito intensa, abraçava todos os projetos que tinha com muita verdade, com muita transparência. Meu irmão foi um cabra muito macho, foi um homem de verdade", afirmou, emocionada, Márcia Gardênia.

Ela disse, ainda, que o irmão realizou um sonho ao assumir a presidência do diretório municipal do PSL em Teresina, no último dia 17 de julho. O capitão também continuava na presidência da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Piauí (Abmepi).

"Ele trabalhou intensamente na campanha do Bolsonaro, e assumir a executiva municipal para ele foi a realização de um sonho, porque ele tinha um projeto muito grande. A família perde um ente muito querido, eu perco meu irmão, e o Piauí perde uma grande voz. Uma voz de mudança, que era o que ele queria", afirma.

O capitão bombeiro Anderson Pereira (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Márcia Gardênia recorda que o capitão começou muito cedo sua carreira militar. "Ele começou como aprendiz de marinheiro. Aos 14 anos já foi morar em Olinda. Então, em toda sua vida ele foi militar, sempre muito envolvido e engajado", pontua Márcia Gardênia.

O vereador Luís André, presidente do diretório estadual do PSL, também esteve no IML no momento da chegada do corpo do capitão Anderson. 

O velório do capitão acontece a partir das 18 horas, na funerária Lótus, localizada ao lado do Corpo de Bombeiros, na Avenida Miguel Rosa. E o sepultamento acontecerá no Cemitério São José, a partir das 9 horas da manhã desta sexta-feira.

O capitão Anderson Pereira deixa uma esposa e uma filha de um ano de idade.

Por: Cícero Portela e Francisco Filho

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