"É preciso avaliar, dia a dia, o apoio a Michel Temer", diz João Doria

Prefeito de São Paulo diz que o PSDB deve decidir até o fim do ano quem será seu candidato à Presidência. E admite que está no páreo

29/06/2017 09:31h

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O prefeito de São Paulo, João Doria, defende que, entre outubro e dezembro, o PSDB defina o candidato do partido para disputar o Palácio do Planalto. Aos 59 anos, o tucano acredita que, apenas com tal prazo, a um ano das eleições de 2018, possa ser possível viabilizar um nome para a Presidência da República.

Sobre a lealdade do PSDB ao governo de Michel Temer, Doria afirma que as avaliações devem ser feitas dia a dia. “Temos uma situação de dificuldade. Há uma agonia no país. E, a cada dia, é necessário avaliar essa agonia. Essa é uma circunstância”, diz. “Não estou dizendo que deva permanecer (no governo). Digo que é preciso avaliar e não apenas tomar uma decisão. Significa discutir sobre ela e, se tiver que tomar uma decisão, como tomá-la”, completou.

Na visão do prefeito, a Justiça não deve prender o ex-presidente Lula antes das eleições de 2018 sob pena de criar um mártir que tornará a crise política do país ainda mais aguda. Doria chama a atenção para o que classifica como fator novo nas eleições: o deputado Jair Bolsonaro. “Você pode não gostar, você pode duvidar, você pode desprezar, você pode desqualificar. Mas ele tem força”, afirma

Doria não diz que o nome do PSDB para o Planalto é o dele, mas também não refuta a possibilidade. Ao contrário. Em entrevista ao Correio Braziliense na noite de ontem(28), ele chegou muito perto de confirmar a candidatura. Ele sugere que as pesquisas possam servir de parâmetros para a escolha do nome tucano. Hoje, o prefeito teria mais votos, mesmo dentro da margem de erro, que o governador Geraldo Alckmin, que não abre mão da candidatura. “As pesquisas ajudam a definir um critério. Talvez não seja o único. Mas minha lealdade ao governador Alckmin é total”, enfatiza.

Ao falar das provocações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirma que o líder tucano ganhará “música no Fantástico”, fazendo referência, mesmo que às avessas, ao programa de TV em que um jogador escolhe uma música ao fazer três gols numa única partida. No caso — de “forma bem-humorada”, como Doria deixou claro —, as menções a FHC foram sobre três bolas fora do ex-presidente. A seguir, os principais trechos da entrevista.
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Fonte: Correio Braziliense

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