Durante Caravana, João Henrique critica empréstimos feitos por Wellington Dias

A avaliação de João Henrique é que a situação do Estado é pior do que ele imaginava.

12/06/2017 09:44h

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O presidente nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), João Henrique de Almeida Sousa, voltou a fazer críticas ao governador Wellington Dias. Durante a Caravana Piauí em Movimento a Picos e Paulistana no final de semana, o ex-ministro criticou a forma como o governo vem realizando operações de crédito. 
A avaliação de João Henrique é que a situação do Estado é pior do que ele imaginava. Para ele, o Piauí enfrenta uma crise de gestão que o coloca à beira do colapso administrativo e financeiro, com efeitos negativos na economia, na oferta de serviços públicos e na vida dos servidores. 

Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Falta ao Governo do PT uma visão estratégica de gestão; por outro lado, sobram medidas eleitoreiras que comprometem seriamente o futuro do Estado”, disse ele em Picos, na última sexta-feira (9). Para o ex-ministro, o governo perdeu o controle da administração. “O governo busca desesperadamente novos empréstimos para manter a folha em dia. O problema é que esse dinheiro pode aliviar a situação do caixa por dois ou três meses, mas depois o problema volta”, disse ele em Paulistana, no sábado (10). “Há sério risco de o Estado atrasar o salário dos servidores a partir do segundo semestre”, alerta. 
Ele criticou o decreto de racionamento d’água em 44 municípios do semiárido, anunciado na semana passada pelo Governo do Estado. “Esse decreto é a demonstração mais clara do fracasso das medidas do Governo do PT para amenizar os efeitos da seca. Nós estamos em junho, e o homem do campo já não tem água para beber. Na verdade, essas famílias já vivem sob racionamento d’água há dezenas de anos, simplesmente porque o governo é ineficiente e incompetente no enfrentamento do problema”, diz. 
Novo modelo de gestão 
João Henrique defendeu uma ampla mobilização da sociedade “para tirar o Estado do atraso e fazê-lo voltar a crescer”. Para ele, essa mobilização deve envolver lideranças políticas, o setor produtivo, segmentos da sociedade organizada e dos movimentos sociais. “O Piauí precisa de um novo modelo de gestão, que priorize a eficiência administrativa, o planejamento estratégico e ações integradas. E precisamos enfrentar isso de forma corajosa, num debate que envolva políticos, lideranças empresariais e outros setores da sociedade, para fazermos um governo que efetivamente funcione”, pregou. 
Picos e Paulistana foram a sé- tima e oitava cidades, respectivamente, a receber a Caravana, iniciativa da Fundação Ulysses Guimarães, órgão de formação política do PMDB, que é presidida no Piauí pelo ex-ministro. 
A meta de João Henrique é percorrer as 15 maiores cidades do Piauí para discutir as riquezas e os problemas do Estado, e propor alternativas para o desenvolvimento
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Por: Aline Rodrigues

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