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Duplicações das BRs 316 e 343 devem ser retomadas em 2020

Senador Marcelo Castro diz que ministro da Infraestrutura se comprometeu em executar as obras, que devem custar entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões cada uma.

13/05/2019 13:29h

O senador Marcelo Castro (MDB) afirmou nesta segunda-feira (13), em entrevista ao programa O Dia News 1ª Edição, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, firmou o compromisso de executar a duplicação das BRs 343 e 316 nos trechos que ligam Teresina a Altos e a Demerval Lobão, respectivamente.

De acordo com Marcelo, os três senadores piauienses decidiram se unir para cobrar do Governo Federal a realização da obra, que é aguardada há décadas pelos piauienses.

O senador Marcelo Castro (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

"Sempre jogam na cara da gente que todas as capitais do Nordeste têm as suas BRs duplicadas, menos Teresina, e isso é um sinal de desprestígio da bancada federal do Piauí - os dez deputados e os três senadores - porque não tiveram ainda força para duplicar as BRs. Então, nós fizemos um pacto lá em Brasília - os três senadores, eu, o Elmano e o Ciro. Nós resolvemos chamar para nós a responsabilidade da duplicação das BRs. A 316, que vai para o sul até Demerval Lobão, e a 343, até Altos. Para isso, nós tomamos várias providências, que culminaram com uma audiência com o ministro da Infraestrutura [...] Ele, evidentemente, concordou com o nosso pleito e vai implementar as medidas necessárias para que a gente possa fazer essas duplicações", afirma Marcelo.

O senador acrescenta que a duplicação da BR 316 deve ser iniciada primeiro, pois seu projeto está mais adiantado. Segundo Castro, cada obra deve custar de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões.

"A duplicação da BR 316, até Demerval Lobão, deve começar deste ano para o próximo, e, logo em seguida, a de Altos, que está um pouco atrasada na questão do projeto, porque na BR 316 nós já temos o anteprojeto feito pelo DNIT aqui do Piauí. Já com relação à BR 343, o DNIT de Brasília avocou para si a responsabilidade de fazer o projeto, e lá talvez eles tenham condições de fazer de maneira mais célere", detalha Castro.

Marcelo afirma que os três senadores do Piauí fizeram um pacto para brigar, junto ao Governo Federal, pelas duas duplicações (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Cortes no ensino superior

O emedebista também disse que é preciso aguardar os próximos meses para avaliar se as ameaças de corte nos orçamentos das universidades e dos institutos federais realmente serão efetivadas pelo governo Bolsonaro.

Marcelo ressalta que, diante da forte reação das comunidades acadêmicas, de parte dos políticos e da sociedade de um modo geral, o governo garantiu que, na realidade, o que haverá é apenas um contingenciamento, necessário por conta da queda de arrecadação, mas que os recursos serão liberados gradativamente, à medida que as finanças da União forem estabilizadas. 

"Sem dúvida nenhuma, isso pegou todo mundo de surpresa. Houve uma grande reação do Congresso Nacional, da imprensa e, sobretudo, dos professores e reitores das universidades. Mas o governo está justificamento que, na realidade, não foi um corte, foi apenas um contingenciamento, dada a queda das receitas que o governo está tendo, mas que, mais na frente, esse contingenciamento seria desfeito. Então, vamos aguardar, pra ver com quem está a razão", concluiu o parlamentar.

Por: Cícero Portela

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