Disputa por cargos gera troca de farpas entre membros da base governista

Petistas e emedebistas demonstram que pensam diferente sobre critérios para dividir cargos.

28/03/2019 06:55h

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Os membros da base aliada do governo não perderam tempo e já deram início às discussões a respeito da distribuição cargos. A disputa pelos espaços já começa marcada pela troca de farpas entre deputados estaduais do PT e o MDB, que tem posicionamentos divergentes sobre os critérios que devem ser utilizados para a formação do secretariado. 

Na avaliação do deputado estadual Franzé Silva, o PT foi o partido que mais colaborou com a reeleição de Wellington Dias, e por conta disso merece ser privilegiado com mais espaços na formação do governo. “No nosso ponto de vista, o critério mais justo é beneficiar quem mais colaborou proporcionalmente para vitória do quarto mandato. O PT foi o partido que mais teve votos e que mais fidelizou na base votos ao governador. PT foi 100% direcionado a votos ao PT, e isso foi fundamental para a eleição do governador”, avaliou. 

Franzé também defende que os partidos que não votaram fechados em Wellington Dias sejam preteridos na distribuição de espaços no governo. “Queremos que o PT tenha espaço proporcional ao que colaborou para a vitória. Se o PT fidelizou 100% dos seus candidatos votando no governador, queremos colocar isso na mesa de negociação”, disse. 


Franzé entende que a votação dos partidos para deputado estadual deve ser o critério para divisão - Foto: Poliana Oliveira/O Dia

Já o líder do MDB na Assembleia Legislativa, João Madison, reagiu ao critério defendido por Franzé e pelos membros do Partido dos Trabalhadores. Para ele, a definição deve ficar a cargo do govenador Wellington Dias.

“Vamos conversar com o governador, não é com Franzé e nem com o Limma. Isso quem vai fazer é o presidente do partido, que é o senador Marcelo Castro, e o presidente da Assembleia, Themístocles Filho. Quem vota na Assembleia são os deputados. Temos seis e o PT tem cinco. Até onde sei, seis é maior que cinco”, disparou. 

João Madison também afirmou que acredita que Wellington vai usar o bom senso na hora de definir os critérios de distribuição de cargos no governo. “Nós que votamos vamos ficar na amargura? eu não acredito que o governador vai fazer isso”, avaliou.

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Por: Breno Cavalcante - Jornal O Dia

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