Deputados piauiense ainda não se pronunciam sobre ação contra Temer

Entre os deputados do Piauí, apenas Assis Carvalho diz que votará contra Temer. Câmara precisa de dois terços dos votos para aprovação

28/06/2017 09:27h

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Para que a denúncia do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, prossiga no Supremo Tribunal Federal (STF), é necessário que o Plenário da Câmara dos Deputados aprove em votação em que pelo menos dois terços dos parlamentares apoiem a investigação. O DIA conversou com deputados federais para saber como cada parlamentar deve se posicionar diante das graves acusações contra Temer. Entre os que atenderam a reportagem, apenas Assis Carvalho (PT) defendeu a investigação e o afastamento imediato de Temer. Os demais ouvidos avaliam a necessidade de estudar a fundo o teor das denúncias. 

Bancada piauiense não quis se posicionar sobre investigação contra o presidente (Foto: Márcia Paravizzi/Ascom)

O deputado federal Mainha (PP) afirmou que no momento não pode-se analisar as coisas sob a ótica das hipóteses e que é preciso esperar fatos concretos para analisar cada situação com responsabilidade. “O país passa por uma grande crise política e institucional, e acompanhamos com preocupação e conscientes dos esforços que devemos fazer para superar este momento”, pontua Mainha, acrescentando que seu partido é da base de apoio a Temer. 

O petista Assis Carvalho lamentou o fato do país está sob o governo do primeiro presidente formalmente denunciado por atos de corrupção no Supremo Tribunal Federal. Ele defende o afastamento imediato do que chamou de presidente ilegítimo e condenou o pronunciamento oficial feito por Michel Temer (PMDB) ontem, na televisão. “Ele deveria ter vergonha de usar o nome de Deus para fazer tanto mal ao povo brasileiro”, avalia o parlamentar. 

Já o deputado federal Silas Freire (Podemos), considera as acusações muito graves, mas afirmou que que precisa conhecer o teor técnico da denúncia. “Se confirmando a gravidade anunciada na mídia, não é questão de absolve-lo ou condená -lo, isso preciso ser esclarecido e o melhor foro é a Justiça. A política não tem competência para isso, e no momento, nem moral”, diz Silas Freire. 

No entanto, o regimento da Câmara destina um parágrafo para explicar o passo a passo das denúncias contra presidentes da República. A presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia, deve informar a chegada da denúncia à Câmara dos Deputados, que após analisar na Comissão de Constituição e Justiça, leva a denúncia ao Plenário. 

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB), publicou em rede social integra de uma entrevista concedida ao site Araraquara News explicando o que pensa sobre o assunto. Em seu entendimento, primeiro é preciso analisar a denúncia. “Eu não conheço quais as motivações, quais os fundamentos do procurador, de modo que fica difícil fazer qualquer pré-julgamento sobre isso”, diz Fortes, afirmando ainda que o conteúdo será fundamental no processo, e que é preciso que não haja quebra de princípios e hierarquia a figura do presidente da República. “A figura do presidente da República sempre foi, nesse país, uma figura preservada. Não é que seja blindada, mas é preservada”, diz Fortes. 

O DIA tentou contato com os demais deputados federais. Júlio Cesar (PSD) não foi localizado para comentar, mas em ato que demonstra apoio a Temer, ele acompanhou o presidente e entrou junto de Michel Temer (PMDB) no momento do pronunciamento oficial do presidente. Os demais deputados federais não atenderam as ligações

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Por: João Magalhães

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