Deputados do Piauí votam no processo de impeachment; veja justificativas

Foram cinco votos contra e cinco a favor; deputado Assis Carvalho foi o primeiro e criticou severamente o deputado Eduardo Cunha

17/04/2016 21:49h

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Não houve surpresas na votação da bancada do Piauí na Câmara dos Deputados, sobre o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram cinco votos a favor e cinco contra.

A votação começou com o deputado Assis Carvalho (PT), que criticou severamente o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB). “Você vai pagar atrás das grades pelo mal que fez ao Brasil. Pelo combate à corrupção representada por Eduardo Cunha e Michel Temer, meu vota é não”, disse o petista.

Logo em seguida, Átila Lira (PSD) deu seu voto a favor do impeachment. “Não vamos desistir do Brasil”, disse.


Fábio Abreu (PTB), que foi exonerado para votar contra o processo, se manteve fiel ao que já havia dito, mesmo contrariando a orientação do seu partido. “Pelas minhas convicções e pela defesa das leis desse país, voto não”, afirmou o secretário de segurança do Piauí.

Antes de dar seu voto, Heráclito Fortes (PSB) mandou um abraço para a esposa, as filhas e os filhos. “Esse pessoal sabe o que eu sofri nas mãos do PT. O voto que eu dou é nome da ética e das ruas. É sim”, confirmou o deputado.

Iracema Portela (PP) declarou que estava votando pelo impeachment exclusivamente por orientação partidária. Com sentimento de tristeza, digo sim”, disse a progressista.

Júlio César (PSD), disse que votava sim contra os desajustes das contas públicas, o aumento da inflação e a favor dos 10 milhões de desempregados.

O Ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB) argumentou que o processo de impeachment é artificial, falso e forjado. “Dilma não matou, não roubou, não tem contas no exterior. É uma pessoa honesta e honrada”, concluiu.

O deputado Paes Landim (PTB) também se colocou contra o processo e disse que não se convenceu da existência de crime de responsabilidade.

Rejane Dias (PT), que foi exonerada da secretaria se Educação para votar a favor de Dilma, destacou que era pela democracia. “Por respeito aos brasileiros que elegeram Dilma a primeira presidente mulher, voto não”, disse a petista.

O último voto foi do deputado Rodrigo Martins (PSB). “Em respeito aos homens e mulheres de bem que lutam nas ruas por um mundo melhor, voto sim”, destacou Martins.

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Por: Nayara Felizardo

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