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Covid-19: Wellington defende que todos os estados vacinem ao mesmo tempo

A proposta do governador visa evitar discriminação contra outros estados e permitir que todo o país seja vacinado ao mesmo tempo.

08/12/2020 16:50

Em reunião com o ministro da SaúdeEduardo Pazuello, em Brasília, o governador Wellington Dias, presidente do Consórcio Nordeste e coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores, defendeu, que nenhum estado vacine a população contra a Covid-19 sem que outras unidades da Federação façam o mesmo. A proposta do governador visa evitar discriminação contra outros estados e permitir que a população de todo o país seja vacinada ao mesmo tempo.


Leia também: Wellington Dias deve cobrar "proposta concreta de múltiplas vacinas" a ministro da Saúde 

Foto: Divulgação/Governo do Piauí

No encontro, que teve também a presença de vários governadores, Wellington pediu que o Ministério da Saúde coordene a vacinação no Brasil de forma a evitar que os estados fiquem adotando medidas de imunização de forma separada, como aconteceu no início da pandemia, em que os governadores precisaram negociar separadamente a compra de EPIs e respiradores.

A reunião ocorreu um dia após o Governo de São Paulo anunciar que irá começar a imunização da população do estado no dia 25 de janeiro. São Paulo foi a primeira unidade da Federação a definir uma data para o início da vacinação. “Se São Paulo anunciou que vai iniciar a imunização a partir de 25 de janeiro, então o governo federal tem que garantir que outras unidades da Federação também tenham as mesmas condições”, reclamou Wellington Dias.

Foto: Divulgação/Governo do Piauí

O governador solicitou ainda que o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conceda uma licença especial para os laboratórios que fabricam vacinas que já foram autorizadas pelas agências reguladoras de outros países, como a fabricante Pfizer, que já está sendo aplicada no Reino Unido e está prestes a ser autorizada pelos órgãos sanitários dos Estados Unidos.

A ideia é que uma vacina aprovada em países do exterior consiga em 72 horas uma autorização especial para ser usada no Brasil. Wellington Dias defendeu também que o país use vacinas de vários fabricantes para que a imunização alcance mais pessoas em menor período de tempo. 



Por: Nathalia Amaral, com informações da Ccom.
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