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"Conseguimos sair da crise e hoje a PMT se sustenta", diz Firmino em mensagem

O prefeito de Teresina falou aos vereadores na abertura do ano legislativo, fez um balanço de 2018 e traçou perspectivas para 2019. "Foco é aumentar investimentos".

05/02/2019 12:03h - Atualizado em 05/02/2019 12:49h


Firmino Filho leu sua mensagem anual aos vereadores na abertura do Ano Legislativo Municipal (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

O prefeito Firmino Filho apresentou, na manhã desta terça-feira (05) sua mensagem anual aos vereadores de Teresina durante a abertura do ano legislativo municipal. O gestor apresentou o balanço do último ano e traçou as perspectivas para 2019 no que respeito ao desenvolvimento econômico da Capital e descartou a possibilidade de uma reforma administrativa na Prefeitura no intuito de reduzir gastos.

Para Firmino, Teresina já passou desse estágio da crise econômica e a Prefeitura tem conseguido se sustentar dentro de suas próprias condições em termos financeiros. “Nós tivemos um cenário externo de crise profunda e tivemos que fazer um ajuste bastante significativo há dois anos. Acredito que fizemos o dever de casa e conseguimos superar esse estágio”, afirmou.

De acordo com o gestor, o custeio da Prefeitura com as despesas administrativas em termos anuais girou em torno de R$ 52 milhões e a PMT ainda tem recursos da ordem de R$ 1 bilhão para investimentos. “São recursos conseguidos com orçamentos gerados da União e demais entidades financeiras que nos trazem um cenário positivo. Teresina não apenas mantém um alto nível de investimento, mas também tem perspectiva de crescer ainda mais nos próximos anos”, destacou Firmino.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Como principal meta para o próximo ano de gestão, o chefe do Executivo Municipal elegeu a continuidade dos projetos e obras que já vêm sendo executados, com foco na mobilidade urbana, com a expansão para toda a Capital do sistema de integração, e na atração de investimentos para a cidade.

“Ao longo dos últimos quatro anos, fizemos o planejamento setorial e o planejamento administrativo e o objetivo agora é continuar com isso e buscar fontes de recursos para transformar os projetos em realidade e cumprir com os compromissos assumidos em praça pública”, finalizou Firmino.

Greve dos motoristas de ônibus

O gestor comentou também a greve dos motoristas de ônibus de Teresina, que já dura dois dias, e classificou o episódio como “um conflito privado entre patrões e empregados”. Firmino negou ainda que a Prefeitura esteja em dívida com o Setut e disse que o que o papel do poder público, na situação da greve, é apenas trabalhar para minimizar os impactos do movimento para a população.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Buscamos atenuar esses prejuízos com o transporte alternativo e nos colocando à disposição da Justiça do Trabalho para ajudar nessa situação. Mas insisto que é uma questão de natureza provada e não envolve recursos públicos. Não existe nenhum débito da Prefeitura em relação ao Setu. O que há é uma briga judicial para entender como que está sendo feito esse pagamento aos consórcios [que operam o transporte público] e nessa disputa, os empresários creem que têm mais a receber da gente, mas a gente acha que não”, explicou.

Vale lembrar que, por conta do congelamento da passagem estudantil, que deixou de acompanhar os reajustes anuais na tarifa inteira, a PMT passou a exercitar o subsídio ao Setut, cobrindo essa redução, ou seja, o que as empresas deixam de ganhar com as meia passagens e as gratuidades.

Vereador quer pedir anulação do reajuste

O vereador Dudu (PT) aproveitou a presença do prefeito Firmino Filho na Câmara para anunciar que pretende protocolar um pedido de anulação do reajuste da passagem de ônibus em Teresina. Em janeiro, a tarifa inteira saiu de R$ 3,60 para R$ 3,85 e a meia passagem subiu de R$ 1,15 para R$ 1,28.


O vereador Dudu disse que pedirá a anulação do reajuste da passagem de ônibus (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

O parlamentar alega que é preciso analisar mais minuciosamente a planilha de cálculo da tarifa que foi apresentada pela Strans e que o assunto deve ser discutido com a sociedade civil e passar pelo crivo dos parlamentares do Legislativo Municipal.

“Temos que fazer um amplo debate para discutir o sistema de transporte como um todo, a integração, as paradas de ônibus e a constituição da tabela que diz o preço da passagem para deixar tudo às claras para os principais interessados, que são os usuários”, afirmou Dudu.

Por: Maria Clara Estrêla e Natanael Souza

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