Ciro e Themistocles divergem sobre corte de gastos do Governo

O senador Ciro Nogueira (PP) já afirmou que fala como "um aliado que não vai ser omisso", já Themistocles Sampaio (PMDB) enfatizou que o momento para discutir isso não é oportuno e que “esse discurso deveria acontecer nas eleições”.

01/11/2018 07:14h

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O documento entregue na última terça-feira (30) pelo presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, ao governador Wellington Dias (PT), sugerindo a redução da máquina pública foi alvo de críticas de outros aliados do governo. O senador Ciro Nogueira rebateu às declarações e disse que “o documento foi elaborado por um aliado que não vai ser omisso”.

“Confiamos no governador, mas achamos que o momento é de crise. Estamos muito preocupados porque temos uma estrutura que não condiz com o momento atual. O Piauí comprometeu sua capacidade de investimento, de prestar melhor serviço à população, o estado precisa se desenvolver, mas precisa de infraestrutura. Você tirar R$ 1.3 bilhão dos recursos para bancar o déficit da previdência [...] eles não estão fazendo falta? Claro que estão”, pontuou Ciro.

Presidente do Progressistas defende documento do partido que orienta diminuir quantidade de pastas. Foto: Poliana Oliveira/ODIA

O líder do governo na Assembleia, Francisco Limma (PT), afirmou que a medida é importante, mas disse que não acredita que essa deverá ser a principal atitude a ser tomada pelo governo. Para ele, o Piauí tem outras prioridades.

Entre as propostas que constam no documento estão a reestruturação da organização administrativa, implantação de nova política de recursos humanos, assim como de um plano de racionalização das despesas de custeio e a definição de prioridades para o plano de desenvolvimento econômico do Estado.

“O governador recebeu o documento de forma mais positiva possível porque entendeu que é uma contribuição para o Estado. Não colocamos em minuto nenhum a exigência para que seja colocado em prática. Quem tem que tomar a decisão é o governador. Acho que existe um excesso de secretarias, de funções que fazem a mesma coisa, às vezes, e que foi feito quando o governador esperava uma retomada econômica que não aconteceu”, explicou o progressista.

Ciro Nogueira declarou também que o partido vai apoiar qualquer decisão de Wellington Dias sobre o assunto e que a aceitação do documento não é uma condicionante para que o PP permaneça apoiando o governador.

Themístocles Filho diz que partido deveria ter feito a proposta na época das eleições

O projeto de redução da máquina pública, elaborado e proposto pelo PP ao governador Wellington Dias (PT), não tem agradado alguns membros da base aliada, como é o caso do presidente da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), deputado Themistocles Filho (MDB). Ele questiona o porquê a sugestão de enxugar secretarias e coordenadorias se deu apenas após as eleições.


Foto: Moura Alves/ODIA

“Aquele documento seria bem-vindo durante a eleição. Agora tem que perguntar pros eleitores. Quando vamos pra uma eleição dizemos o que queremos fazer. Quando vou para uma eleição eu digo o que quero fazer durante a eleição, não é depois”, declarou o emedebista.

O parlamentar, no entanto, ressaltou que caberá a Wellington Dias a decisão quanto a efetivação das propostas elencadas no documento entregue pelo senador Ciro Nogueira (PP), mas enfatizou que o momento para discutir isso não é oportuno. “Esse discurso deveria acontecer nas eleições”, pontua.

Eleições na ALEPI

Themistocles ainda falou sobre a eleição da nova mesa diretora do legislativo estadual, e afirmou que isso só deve ser discutido somente em dezembro. O deputado tem uma reunião agendada com o governador na próxima semana, e negou que a pauta seja sua reeleição.

No entanto, o atual presidente da Alepi criticou as declarações de Ciro Nogueira quanto às renovações administrativas na casa. “Ele tem que tratar do Senado Federal”, concluiu.

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Edição: João Magalhães
Por: Breno Cavalcante e Ithyara Borges

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