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Celso Barros: OAB precisa ter posição firme, mesmo que desagrade a maioria

Presidente eleito para o triênio 2019/2021 disse que vai tratar sobre agregação de comarcas com o novo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí.

26/11/2018 14:00h - Atualizado em 26/11/2018 15:44h

Eleito presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional (OAB-PI) para o triênio 2019/2021, o advogado Celso Barros Neto afirmou nesta segunda-feira (26), em entrevista à O DIA TV, que vai buscar a unificação da categoria no Piauí.

Ele destacou que sua gestão será marcada pela trabalho constante em favor da independência da OAB-PI - que foi o lema da sua chapa. E enfatizou que a Ordem dos Advogados precisa manifestar sua posição sobre os assuntos mais relevantes para a sociedade, mesmo quando esta posição contrariar a maior parte da população.

O presidente eleito da OAB-PI Celso Barros Neto afirma que entidade precisa ter opinião firme, mesmo que não seja majoritária na sociedade (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

"A OAB tem que ser uma entidade protagonista, uma entidade corajosa, uma entidade que tenha uma opinião formada. Inclusive, essa opinião pode ser contramajoritária. A OAB deve dizer sim ou não em todas as questões que lhe cheguem, e, às vezes, dizer sim ou não é ser contra a maioria. Temos sempre que dar nosso parecer, como uma entidade que respeita a Constituição, que tem que estar acima de tudo", afirma Celso Barros, que defendeu também a existência permanente de um "diálogo franco" entre a OAB e os Poderes constituídos.

O presidente eleito da OAB-PI ainda enfatizou que a autarquia precisa atuar como uma guardiã dos direitos e garantias da população, bem como auxiliar na fiscalização e no controle da administração pública, coibindo a prática de corrupção e de outros crimes por autoridades.

"Temos que ter uma política de autenticidade, e essa política de autenticidade visa justamente o respeito à Constituição Federal. As políticas públicas devem existir, devem servir à sociedade, e nós temos que primar por isso, que as políticas públicas ocorram, que os governos sejam afastados da corrupção. Nós temos que levar a OAB para o protagonismo com a sociedade", destaca.

Celso Barros reafirmou sua intenção de desenvolver ações destinadas a ampliar o mercado de trabalho para os advogados, uma das suas principais propostas de campanha.

O presidente eleito da OAB-PI considera que esta eleição foi mais acirrada que as anteriores, e citou a grande quantidade de movimentos que surgiram dentro da classe dos advogados ao longo do ano de 2018. "Foi uma eleição diferente. Cada eleição tem sua história, e essa foi muito atípica, porque teve o lançamento de várias pré-candidaturas. Vários movimentos surgiram no início do ano, e isso propiciou uma disputa muito acalorada. Depois houve um afunilamento, resultando em quatro chapas", destaca Celso Barros.

Barros avalia que agregação de comarcas não está funcionando, e vai buscar diálogo com TJ-PI

O advogado Celso Barros também afirmou que a agregação das comarcas não está sendo feita de forma adequada pelo Poder Judiciário, e disse que pretende discutir a questão com o novo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins, que foi eleito no início de outubro para o biênio 2019-2020.

"A agregação de comarcas teve um planejamento, mas ele não está sendo cumprido. Qual foi esse planejamento? As comarcas não seriam extintas. Elas se tornariam postos avançados, não iriam ser completamente fechadas, mas sim agregadas a uma comarca-mãe, e essa comarca-mãe, através do seu juiz, iria resolver os problemas também das comarcas agregadas. Porém, isso não está funcionando. Nós temos que levar a OAB para essa discussão", afirma Celso Barros.

Em entrevista à O DIA TV, Celso Barros afirmou que tratar com o novo presidente do TJ-PI sobre o processo de agregação de comarcas, que, segundo o advogado, não está funcionando como se imaginava (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

O novo presidente da OAB-PI ressalta que o acesso da população à Justiça é um direito fundamental, e que, por isso, deve ser assegurado a todos os cidadãos, mesmo que isso gere custos maiores aos cofres públicos. 

"A gestão do Tribunal de Justiça também passará por uma mudança agora, e vamos fazer alguns encaminhamentos. Vamos procurar a futura gestão do Tribunal de Justiça, para saber o que ela está pensando sobre isso. Vamos conversar também com a Associação dos Magistrados do Piauí. O acesso à Justiça é um direito fundamental, é um direito universal, e temos que ter Justiça em todo recanto do Piauí. A Justiça não escolhe local, não escolhe geografia. Mesmo que seja antieconômico, nós temos que levar a Justiça a todo lugar. É como a saúde, é como a educação. Então, nós temos que fazer um mapeamento, para verificar onde a agregação de comarcas funcionou e onde não está funcionando", conclui Celso Barros.

Por: Cícero Portela

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