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Bancada evangélica vai apresentar três nomes para Ministério da Cidadania

Bolsonaro pediu aos evangélicos que apresentassem nomes, mas não especificou para qual pasta.

28/11/2018 13:51h

Um dia depois de ter se reunido com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), a bancada evangélica vai apresentar nesta quarta-feira (28) três nomes para o Ministério da Cidadania.

O líder do grupo, deputado Takayama (PSC-PR), apresentará uma lista ao futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Serão levados ao futuro governo os nomes dos deputados Marco Feliciano (Podemos-SP), Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS), este último que já foi ministro do Trabalho no governo de Michel Temer.

De acordo com pessoas que estiveram no encontro, Bolsonaro pediu aos evangélicos que apresentassem nomes, mas não especificou para qual pasta.

O grupo de parlamentares, contudo, tem defendido uma indicação para Cidadania, alegando ser a estrutura com a qual tem maior afinidade temática. O ministério deve abrigar Direitos Humanos, Desenvolvimento Social, Esportes e Cultura. Além das secretarias que cuidam de Igualdade Racial e Mulheres.

Um outro nome já foi levado a Bolsonaro para o cargo, o do senador Magno Malta (PR-ES), que não se reelegeu em outubro. Ele foi cotado para vice do presidente eleito, mas acabou decidindo disputar novo mandato para o Senado.

O nome de Malta é defendido, sobretudo, pelo pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Malafaia é amigo pessoal de Bolsonaro e do senador capixaba. 

A bancada evangélica vinha se queixando do fato de não ter ainda sido recebida por Bolsonaro desde que ele se elegeu, no fim de outubro.

Na semana passada, houve um desconforto entre parlamentares do grupo diante da possibilidade de o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Ramos, ter sido cotado para assumir o Ministério da Educação.

Mozart é visto como 'esquerdista' por evangélicos por não defender pautas como a Escola sem Partido, projeto em tramitação na Câmara.

Desde a campanha, Bolsonaro vem dizendo que não escolheria para os ministérios nomes escolhidos por partidos políticos, com o objetivo de acabar com a prática do tomá lá dá cá de Brasília.

Ele já atendeu a indicações da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), ao escolher a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura, e da bancada da saúde, que indicou Luiz Henrique Mandetta como futuro ministro da área.

Fonte: Folhapress

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