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Átila admite problemas no MEC, mas rechaça impeachment de ministro

Lira reconhece os erros do gestor e admite que falta diálogo com a pasta para solucionar casos

08/02/2020 09:54h

O deputado Átila Lira (Progressistas), coordenador da bancada federal piauiense, questionou o movimento de um grupo de parlamentares que protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de impeachment contra o ministro da Educação (MEC), Abraham Weintraub.

Contrário ao pedido, Átila avalia que ação é uma estratégia política da bancada de oposição, que tenta “criar fatos” e “fustigar” o Governo, no entanto, sem grande efeito. “Essa é uma matéria que, juridicamente, não tem nenhuma consequência. A decisão de permanência ou não um ministro é atribuição do presidente da República", argumenta.

Apesar disso, o deputado piauiense, que já ocupou a Secretaria de Ensino Médio e Tecnológico do MEC, contesta o comportamento do ministro em relação a determinados temas. Ele defende mais diálogo para o enfrentamento de questões importantes da pasta.

"Temos alguns reparos a fazer, pois ele é muito espontâneo e tem algumas teses que são extravagantes, criando um atrito muito grande (...) queremos evitar conflito com professores e universidades, temos que buscar uma harmonia para que se possa trabalhar melhor a educação”, pontuou o parlamentar.

Entre os motivos alegados pelo grupo de deputados ao fazerem denúncia contra Weintraub no STF estão os erros na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e acusações de quebra de decoro. Segundo a Lei nº 1.079/50, Ministros de Estados são passíveis de processos de impeachment.

Por: Breno Cavalcante, do Jornal O Dia

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