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APMP defende promotores que atuaram na Operação Coiote

A instituição, que representa os profissionais, afirmou que eles cumpriram todos os dispositivos da legislação. Promotores foram denunciados pela OAB por abuso de autoridade.

07/06/2019 06:55h

A Associação Piauiense do Ministério Público (APMP) emitiu, nesta quinta-feira (6), nota de apoio aos promotores de justiça Rômulo Cordão, Leonardo Cerqueira e Vando Marques por sua atuação na Operação Coiote, após a OAB-PI ter feito denúncia contra o trabalho desempenhado pelos membros do Ministério Público. 

A Operação Coiote – conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de São Raimundo Nonato – foi deflagrada no último dia 16 de maio e cumpriu mandatos judiciais contra 19 advogados do Piauí suspeitos de envolvimento em organização criminosa. 

A quadrilha aplicava golpes contra aposentados e instituições bancárias na região de São Raimundo Nonato. De acordo com a nota da APMP, “A operação buscou, sempre, coibir fraudes em desfavor de aposentados e instituições financeiras, não importando a pessoa envolvida ou o labor desenvolvido, ainda que se tratasse de advogado”. 


A Associação afirma que o MP não se intimidará com tentativas de inibir o trabalho de seus membros - Foto: Divulgação

Além disso, “a Operação Coiote se deu dentro do mais legítimo cumprimento das balizas legais”, com mandatos expedidos pelo Poder Ju diciário e “tiveram início por encaminhamento de notitia criminis pelo Juiz do Juizado Especial de São Raimundo Nonato, que suspeitou do esquema fraudulento”, observa a Associação. 

A APMP pontua, ainda, que “causa perplexidade perceber que a OAB, que tem o dever de apurar a conduta éticodisciplinar dos advogados, simplesmente se omite sobre tal fato e antecipa, prematuramente, um juízo de valor ao dizer que os advogados apenas ajuizaram as ações no seu exercício profissional sem nem sequer apurar os fatos”. 

A Associação assevera que a OAB “lavou as mãos quanto a eventuais infrações éticodisciplinares praticadas pelos advogados investigados, revelando uma lacuna imperdoável e injustificável no posicionamento desta Instituição”. A APMP finaliza reforçando que o Ministério Público “não se intimidará com tentativas de inibir seus membros de cumprir com seus deveres”.

Fonte: Jornal O Dia

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