Aliança nacional pode comprometer coligação PP e PT no Piauí, diz deputado

Para petista, aliança pode fcar prejudicada caso PP apoie outro presidenciável que não seja do PT

19/07/2017 08:00h

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O deputado João de Deus, líder do PT na Assembleia Legislativa e membro da executiva estadual, negou estremecimento da aliança com o Partido Progressista (PP) após a assinatura de Ciro Nogueira, presidente do partido, na representação contra Regina Sousa (PT) por ter ocupado a mesa no Senado contra a votação da Reforma Trabalhista. Para o deputado, apenas uma aliança a nível nacional pode comprometer a relação entre os partidos no Estado. 

De acordo com João de Deus, ainda é não é tempo de definir alianças, visto a crise e a incerteza do cenário político no Brasil. Em uma das hipóteses previstas, o deputado não descarta o apoio do PP a um candidato à presidência diferente àquele que o PT deve lançar, que é o ex-presidente Lula (PT). Para ele, essa divergência deve atrapalhar a aliança a nível local. 

Deputado João de Deus (Foto: Jaílson Soares/ Arquivo O Dia)

“O que poderia, talvez, atrapalhar uma relação seria alguma coisa que pode acontecer a nível nacional, do ponto de vista de quem vai disputar a presidência. Uma aliança que venha de cima para baixo. Isso não é carta fora do baralho. Hoje, nesse momento, tudo é novo se você for tentar tomar qualquer decisão. É muito precipitado você tomar qualquer decisão politica hoje”, declarou. 
João de Deus disse ainda que as críticas de alguns membros do PT em relação à aliança são normais e que muitas delas têm razões de ser. “Com relação às manifestações das senadoras [representação], isso cria uma reação pela forma como os dois colegas piauienses se posicionaram [Ciro e Elmano]. Existem esses momentos de tensões, mas nada que venha a comprometer a aliança. Você tem atritos até dentro do próprio partido, mas eles são administrados para não serem maiores e não traga nenhum problema”, explicou. 
O deputado estadual afrmou que as atitudes e as reações com relação ao ocorrido no Senado não afetou a base governista. “Eu vejo cada vez mais patente essa relação porque ela existe não só no entendimento da cúpula, mas também com a base do partido”, fnalizou.
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Por: Ithyara Borges

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