Agora oposição, Ciro diz que W. Dias faz mau uso de recursos públicos

Nas redes sociais, o senador questionou a forma como o Governo do Estado pretende aplicar o R$ 1,6 bilhão oriundos de precatórios judiciais do Fundef

11/08/2020 11:26h - Atualizado em 11/08/2020 11:51h

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Após romper politicamente com o governador Wellington Dias (PT), o senador Ciro Nogueira (Progressistas) endureceu as críticas a gestão do petista. Nesta manhã (11), publicou um texto em seu Facebook, apontando supostas falhas no que diz respeito ao gasto de recursos públicos, sobretudo na área da educação.

Segundo o parlamentar, o Piauí tem “se tornado eficiente” em perder oportunidades, se referindo aos mais de R$ 1,6 bilhão oriundos de precatórios judiciais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

"Mais livre", Ciro Nogueira iniciou sua oposição ao governo Wellington Dias (Foto: ArquivoODIA)

“O governo, em vez focar em ações concretas para o futuro, parece preferir se concentrar em gastos que vão nos deixar no atraso. Estou muito preocupado com a má utilização desses recursos do FUNDEB (sic) – para dizer o mínimo”, disparou o senador, que trocou a nomenclatura dos repasses.

Dentre outras coisas, Ciro questiona a forma como o Governo do Estado pretende aplicar esses valores. Ele cita o aporte de R$ 800 milhões em educação à distância como “um insulto à nossa inteligência e à boa governança”, quando acredita que o melhor seria o investimento em reformas de escolas e aperfeiçoamento de professores, por exemplo.

(Imagem: Reprodução/Facebook)

“Sou levado a crer que a utilização de metade de R$ 1,6 bilhão em educação à distância oferece o risco de o dinheiro se diluir no ar, não produzindo mais que desvios criminosos e mau uso do dinheiro público”, insinuou o líder nacional do PP, que após romper W. Dias, disse que estava “mais livre” para fiscalizar o governo.

Neste sentido, além de cobrar "especial atenção" do Tribunal de Constas do Estado (TCE-PI), Ministério Público Estadual (MPE) e Assembléia Legislativa do Piauí (Alepi) para evitar "aventuras e gastanças desenfreadas e obscuras" dessas verbas, o senador afirmou que irá ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido do governador para alocar recursos do precatório do Fundef em outras áreas que não a educação.

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Por: Breno Cavalcante

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