Aegea assume operações em 1º de julho e sindicatos começam ofensiva

Em protesto, sindicatos que representam trabalhadores da Agespisa começam nesta sexta-feira (9) a realizarem protestos contra a subconcessão

08/06/2017 18:48h

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A empresa Aegea Saneamento assume a responsabilidade pela operacionalização dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Teresina em 1º de julho. A informação foi repassada ontem (8) pelo presidente da Agespisa, Emanuel Bonfim, aos sindicatos de servidores da Casa. Em protesto, sindicatos que representam trabalhadores da Agespisa começam nesta sexta-feira (9) a realizarem protestos contra a subconcessão.

A subconcessão dos serviços a iniciativa privada faz parte do plano do governo do Estado para universalizar o abastecimento de água em Teresina e elevar a cobertura de saneamento básico através de investimentos de R$ 1,7 bilhão, que devem ser oriundos da empresa. O contrato com o governo do Estado está em vigor desde março e apesar de judicializado, a Aegea Saneamento faz levantamentos em todo o sistema para se preparar para conduzir o abastecimento na capital.                        

No início desta semana, a direção da Agespisa solicitou presença de forças policiais para conseguir entrar no prédio da empresa. Ao O DIA, o Sindicato dos Engenheiros do Piauí informou que seguranças armados estão visitando as estações de tratamento de água e demais estruturas da Agespisa, o que tem causado tensão no relacionamento da empresa com os trabalhadores. Em reunião, eles fizeram criticas também a falta de clareza nas informações do governo. 

Os servidores marcaram para o início da manhã de hoje (8), protestos na sede da empresa no início da campanha “Fora Mané”, onde vão reivindicar entre outras questões, a saída do atual presidente de Emanuel Bonfim.

Servidores da Agespisa são convocados para se apresentarem na sede dia 1º de julho

Servidores da Agespisa que atuam em estações de tratamento de água e postos de atendimento em Teresina, foram convocados a se apresentarem na sede da empresa, na Avenida Frei Serafim, dia 1º de julho. Ao O DIA, o diretor-presidente da Emgerpi, Ricardo Pontes, explicou o futuro dos servidores da Agespisa. Já os cerca de 600 trabalhadores que prestam serviços terceirizados também vão se reunir com a direção da empresa para que tenham seu futuro definido.

Em relação aos servidores efetivos da Agespisa, Ricardo Pontes explicou que o governo começou a estudar o perfil de cada trabalhador e eles podem ter três destinos: continuar atuando na Agespisa, serem contratados pela Aegea ou cedidos para demais órgãos do governo do Estado. A Agespisa também espera que centenas de trabalhadores façam adesão ao plano incentivado de aposentadoria, onde receberão todos os direitos e mais 12 salários.

O gestor negou que os trabalhadores sejam prejudicados e tenham salários reduzidos. “Todo o vínculo trabalhista dele continuará com a Agespisa. Eles não sofrerão redução salarial”, diz Ricardo Pontes.

Já em relação aos trabalhadores terceirizados, a responsabilidade será da empresa Aegea Saneamento. O governo acredita que eles são necessários para o funcionamento de boa parte dos serviços, mas é preciso uma revisão nos contratos.

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Por: João Magalhães - Jornal O Dia

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