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Notícias Política

27 de novembro de 2018

Refis é aprovado na CCJ e Estado prevê R$ 30 mi de aumento na arrecadação

Projeto consiste no refinanciamento de dívidas de empresas do Estado. Objetivo é conseguir recursos para pagar o 13º salário dos servidores.

Os deputados da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) aprovaram nesta terça-feira (27), o Projeto de Lei 41/2018, que versa sobre o Programa de Recuperação de Créditos Tributários do Estado (Refis). O texto do PL foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Fiscalização e Controle de Finanças e Tributação e segue agora para o plenário da Assembleia.

O objetivo do Refis é basicamente refinanciar as dívidas de empresas que atuam no Piauí para poder arrecadar recursos e dar ao Estado condições de pagar o 13º Salário de servidores. A expectativa é que, com o programa, o poder público aumentar a arrecadação em até R$ 30 milhões para conseguir honrar seus compromissos neste final de ano. A informação foi repassada pelo deputado João Mádison (MDB), que presidiu a reunião na CCJ.


Deputado João Mádison (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

“A Secretaria de Fazenda está fazendo um esforço danado para pagar o 13º salário e estamos fazendo esse esforço aqui também para poder ajudar. Sabemos que o momento é difícil e temos a autorização do Conselho Nacional dos Secretários de Fazenda para poder fazer isso”, explicou João Mádison.

Quem também esteve presente na sessão da CCJ foi o deputado estadual e líder do Governo na Assembleia, Francisco Limma (PT). O parlamentar comemorou a aprovação do Refis e disse que a medida presenta um fortalecimento das finanças do Estado em um momento de crise. “O projeto agora vai para o Plenário e acreditamos que lá ele terá uma ampla aprovação. É importante fazermos este esforço neste momento para garantir o bom funcionamento da máquina pública”, disse o parlamentar.


Deputado Francisco Limma (Foto: Jailson Soares/O Dia)

O PL que dispõe sobre o Refis estabelece que os contribuintes que devem ICMS, IPVA e ITCMD têm até o dia 10 de dezembro para aderir ao programa e obter descontos de até 95% na quitar os seus débitos tributários.

Pauta limpa

Com a aproximação do fim do ano e do recesso parlamentar, os deputados da Alepi estão concentrando esforços para votar o maior número de pautas possíveis e conseguir limpar a agenda prevista para este ano de 2018. O líder do Governo na Assembleia, deputado Limma (PT) explicou que alguns projetos ainda ficaram pendentes de serem votados, mas que a grande maioria deve ser concluída o mais breve possível nas Comissões de Administração ou de Finanças, dependendo do caso.

Eduardo Bolsonaro inicia visita aos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro inicia visita aos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro saiu do Brasil no dia 25, após prestigiar um campeonato de surfem Ubatuba (SP).

O deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, começou uma série de compromissos em Washington, capital dos Estados Unidos para articular uma aproximação entre o governo de transição e a administração de Donald Trump.

O deputado divulgou um resumo de seus compromissos durante o dia: "palestra no American Enterprise Institute; encontro com representantes do vice-presidente Mike Pence, do Departamento de Comércio e do National Security Council e agora com o Secretário-adjunto do Tesouro Americano, Sr. Malpass", enumerou. "A certeza de que o Brasil e EUA têm muito a somar em diversas áreas", completou, em sua página no Twitter.

Eduardo Bolsonaro já havia publicado uma foto ao lado da secretária-adjunta para assuntos do hemisfério ocidental, Kimberly Breier. "Hoje de manhã no Departamento de Estado de Washington, onde me reuni com a secretária-adjunta para assuntos do hemisfério ocidental, Kim Breier. Tivemos uma conversa produtiva sobre áreas em que Brasil e EUA podem cooperar", escreveu.

Na semana passada, a secretária havia elogiado, em sua conta no Twitter, a decisão do presidente eleito de exigir que os salários pagos aos médicos cubanos ficassem integralmente com os profissionais." Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário em vez de deixar Cuba levar a maior parte para os cofres do regime", escreveu Breier em espanhol, em 15 de novembro, usando a hastag #MaisMédicos.

Às 20h50 desta segunda-feira, ela retuitou o post do deputado, informando que na reunião com ele havia discutido áreas para cooperação entre Estados Unidos e Brasil na administração de Jair Bolsonaro.

A agenda do deputado tem vários compromissos de caráter reservado, mas, segundo a assessoria de imprensa, Eduardo Bolsonaro terá outras reuniões, como a de hoje de manhã, com funcionários do governo Trump de diferentes setores e níveis dentro do governo norte-americano.

Ele viajou representando o pai, acompanhado do assessor de Relações Internacionais do PSL, Filipe Garcia Martins.

Eduardo Bolsonaro saiu do Brasil no dia 25, após prestigiar um campeonato de surfem Ubatuba (SP). Na fila de embarque, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ele fez um primeiro post dizendo que era "hora de resgatar a credibilidade do Brasil no exterior" e avisou que teria uma agenda cheia.

Nesta semana, o presidente eleito recebe a visita do conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, no Rio de Janeiro. Em sua conta no Twitter, Bolton disse que espera se encontrar com Bolsonaro no dia 29. "Compartilhamos muitos interesses bilaterais e trabalharemos de perto para expandir a liberdade e a prosperidade em todo o hemisfério ocidental".

Dnit alerta que trechos da BR 343 podem romper por omissão do Governo do Piauí

Superintendentes do Dnit e da PRF no Piauí afirmam que se intervenções não forem feitas pelo DER-PI, desmoronamentos devem ocorrer na rodovia durante o período chuvoso.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e a Polícia Rodoviária Federal expuseram, nesta terça-feira (27), um quadro estarrecedor sobre a situação dos trechos de BRs que estão sob responsabilidade do Governo do Piauí.

De acordo com as entidades, a inércia do Departamento de Estradas de Rodagem do Piauí (DER-PI) tem resultado na continuidade de problemas gravíssimos nas rodovias, os quais já provocaram e tendem a continuar provocando acidentes fatais.

O superintendente do Dnit no Piauí, Ribamar Bastos (Foto: Cícero Portela / O DIA)

Dentre os vários exemplos elencados, os mais graves são os observados em dois trechos da BR 343 na saída de Teresina para Altos, próximo à empresa Hot Sat e próximo ao condomínio Mirante do Lago, onde fica a residência do governador Wellington Dias (PT).

O superintendente do Dnit no Piauí, Ribamar Bastos, lembra que o Governo do Estado deveria ter realizado a duplicação das rodovias até 2014, mas até agora as obras não foram feitas. Com a chegada do período de chuvas, é praticamente certo que haverá desmoronamentos nos locais, conforme alertam o gestor do Dnit e o superintendente da PRF no estado, Welendal Leal Tenório.

O superintendente do Dnit no Piauí, Ribamar Bastos, e o superintendente da PRF no estado, Welendal Tenório (Foto: Cícero Portela / O DIA)

"Com relação às BRs de Teresina nas saídas leste e sul, nós estamos com um problema sério com o Governo do Estado. Há um convênio firmado em 2012 que previa a duplicação de trechos das BRs em dois anos, mas já se passaram seis anos sem que as obras tenham sido realizadas. São apenas 9 km na BR 343 [saída de Teresina para Altos] e 8 km na BR 316 [saída de Teresina para Demerval Lobão], mas as obras estão paradas", informa Ribamar Bastos.

Ele denuncia que duas empresas já abandonaram as duplicações por falta de pagamento do Governo do Estado, e adverte que pelo menos uma obra de drenagem deve ser feita no trecho, para evitar desmoronamentos na rodovia.

"A primeira empresa contratada, que está até em recuperação judicial, abandonou os trechos. Foi chamada a segunda empresa, a Copa Engenharia, do Ceará, e há algumas semanas ela também abandonou os trechos e oficiou ao DNIT informando que estava deixando as obras porque o Governo do Estado não pagou. Se nada for feito até o período chuvoso vai ocorrer o mesmo problema que ocorreu no passado: vai romper [a rodovia] ali em frente ao [condomínio] Mirante do Lago e vai romper também em frente à Hot Sat", alerta o superintendente do DNIT no Piauí.

Ribamar Bastos afirma, ainda, que toda a responsabilidade pelos dois trechos está a cargo do DER-PI, porque, em função do convênio firmado em 2012, o Dnit está impedido de investir recursos nos locais. 

O gestor afirma que a alternativa é que o DER-PI convoque a terceira colocada na licitação para que a obra seja retomada o quanto antes. Mesmo assim, diante da proximidade do período de chuvas, é pouco provável que as intervenções sejam feitas a tempo de evitar novos desmoronamentos. 

Dnit avisa que não dispõe de recursos para tocar obras, caso convênio seja encerrado

O superintendente Ribamar Bastos ainda teme que o Governo do Piauí entregue o "abacaxi" ao Dnit justamente agora, na iminência de ocorrer o pior. Isto porque a validade do convênio entre o órgão federal e o governo estadual encerra na primeira quinzena de dezembro, e o governo estadual não é obrigado a renovar o acordo.

"Nós estamos aguardando uma definição do Governo do Estado, porque o convênio encerra agora no dia 10 de dezembro, e ele já foi renovado por duas vezes. A obra na BR 343 está parada e a outra, na BR 316, o governo está fingindo que está pagando e a empresa está fingindo que está trabalhando. Você pode passar por lá agora e vai ver só uns cinco homens. Então, isso está nos causando muita preocupação, principalmente aqui na BR 343, porque há uma bacia hidráulica de aproximadamente 80 km², que foi a mesma que rompeu a BR 343 em março [entre a rotatória do Mercado do Peixe e a rotatória do Afrodite Motel]", lamenta Ribamar Bastos.

Além disso, faltando menos de duas semanas para encerrar a validade do convênio, o Governo do Estado ainda não informou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes se pretende renová-lo. 

"O Dnit mandou diretamente para o governador um ofício perguntando se ele tem interesse em renovar o convênio. Mas até agora não recebemos nenhuma resposta do DER. Ou seja, o Governo do Estado não disse que quer [renovar o convênio] nem disse que não quer. Se não renovar vai ser um problema para o Dnit, porque vai ter que assumir uma obra sem previsão de recursos, já que não podíamos colocar recursos nela porque se trata de um trecho conveniado. Se isso acontecer, nós vamos ter que apelar à bancada federal, aos senadores, para ver se conseguimos recursos extras para bancar as duas obras", afirma o superintendente do Dnit.

Superintendente: governo Wilson quis assumir duplicações, tomou empréstimo mas não executou obras

Ribamar Bastos lembra que foi ainda na gestão de Wilson Martins (PSB) que o Governo do Estado decidiu chamar para si a responsabilidade pela duplicação das BRs 343 e 316 nos trechos da zona urbana de Teresina.

O governo chegou a realizar empréstimos para realizar as empreitadas, mas os recursos já teriam acabado sem que as duplicações tenham sido feitas. 

O gestor do Dnit considera que a conduta do ex-governador foi atípica. "Ocorreu algo inédito no Brasil: o Governo do Estado querer financiar obras federais. No governo Wilson Martins o estado disse que ia bancar as duplicações das BRs, na saída para Altos e na saída para Demerval Lobão. Aí fez uma operação de crédito junto ao BNDES para executar essas obras. O convênio é de 2012 e era para ser concluído em 2014. Nós estamos em 2018 e as obras estão longe de serem concluídas. Uma delas está até paralisada, enquanto a outra está em ritmo lento. Se tivessem feito as obras, menos mau. Mas o governo tomou o empréstimo e não fez as obras. E as informações extraoficiais que nós temos é de que não há mais dinheiro para essas duplicações", afirma o superintendente. 

Recursos para obras estão parados e podem ser perdidos

Atualmente, o Dnit possui três convênios com o Governo do Estado para execução de obras em rodovias federais. Segundo Ribamar Bastos, algumas das obras já foram concluídas, mas outras estão paralisadas por conta de pequenas pendências que não são solucionadas pela gestão estadual. 

"Nós temos três convênios hoje com o Governo do Estado. Dois na BR 235. Um entre Gilbués e Santa Filomena, cuja obra está concluída e estamos na fase de prestação de contas. Este é de 2007. Ou seja, levou-se 11 anos para fazer cerca de 70 km, mas fez", detalha o gestor do Dnit.

Por outro lado, Ribamar Bastos afirma que outra obra, para um trecho de 140 km, pode ter seus recursos perdidos por conta da inércia do Governo do Piauí. Trata-se do convênio para a BR 235 entre Gilbués e Caracol, passando por Guaribas, cuja obra está parada desde janeiro, porque a empresa supervisora abandonou a empreitada, depois de ficar nove meses sem receber pagamento. 

"O Dnit não aceita que uma obra seja executada sem supervisão. Nós temos lá R$ 23 milhões empenhados desde 2014, que não são aplicados porque não tem serviço para medir. Isso é gravíssimo, porque vivemos num país que passa por dificuldades para dispor de recursos, e o Piauí está se dando ao luxo de manter R$ 23 milhões empenhados sem gastar. Esse dinheiro fatalmente será perdido, porque por enquanto o mecanismo do restos a pagar é ad eternum, ou seja, os recursos ficam disponíveis ano após ano. Mas agora eles vão limitar. Se você não usar em dois anos, os recursos voltam, porque enquanto um ente está com o dinheiro parado, outros estão precisando do dinheiro", adverte o gestor.

Outro lado - A reportagem entrou em contato com as assessorias de comunicação do Governo do Estado, do governador Wellington Dias e do ex-governador Wilson Martins, e aguarda a posição dos mesmos a respeito das informações do Dnit.

Bolsonaro passa o dia em Brasília para série de reuniões

Bolsonaro passa o dia em Brasília para série de reuniões

A previsão é retornar ao Rio de Janeiro apenas amanhã (28) à tarde.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, passa o dia de hoje (27) em Brasília para uma série de reuniões no gabinete de transição, no Centro Cultural do Banco do Brasil.  Acompanham Bolsonaro o empresário Paulo Marinho e Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. A expectativa é que sejam concluídos os nomes da equipe ministerial.

Ainda faltam definições para os ministérios do Meio Ambiente, de Direitos Humanos, Mulheres, Minorias e Desenvolvimento Social e o de Minas e Energia. O presidente eleito não informou se pretende fundir as pastas da área social a outras áreas ou mantê-las como estão.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nesta semana, Bolsonaro participa de três formaturas de integrantes das Forças Armadas. Amanhã, no Instituto Militar de Engenharia, no Rio, na sexta-feira (30), ele participa da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar, e no sábado (1º), da Academia das Agulhas Negras, onde ele se formou, em Resende, no interior do estado.

EUA

Porém, a expectativa é para o encontro do presidente eleito às 7h da manhã de quinta-feira (29) com o chefe do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. A reunião foi confirmada pelo norte-americano e pela equipe de Bolsonaro.

“Feliz de receber a visita do Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, na próxima semana. Certamente, teremos uma conversa produtiva e positiva em prol de nossas nações”, ressaltou o presidente eleito, na semana passada pelo Twitter.

Bolton incluiu a passagem pelo Rio de Janeiro antes de cumprir de seguir para Buenos Aires, na Argentina, onde participa da Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias mundiais). A pauta do encontro não foi divulgada. A previsão é que tratem de relações comerciais e de segurança, assim como a eventual presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na posse em 1º de janeiro de 2019.

Diário Oficial publica aumento para ministros do STF

Diário Oficial publica aumento para ministros do STF

Reajuste vale também para a procuradora-geral da República

O Diário Oficial da União publica hoje (27) a decisão do presidente Michel Temer de sancionar o reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e da procuradora-geral da República. Os decretos alteram o subsídio dos 11 integrantes do STF e da atual chefe do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, de R$ 33.780,00 para R$ 39.293,32.

O aumento foi garantido após a Suprema Corte cumprir acordo com Temer condicionando a concessão do aumento do salário ao fim do auxílio-moradia a juízes de todo o país.

De acordo com o texto publicado hoje, o reajuste já passa a valer. A norma está publicada na página 1 da seção 1 e é assinada por Temer, os ministros da Justiça, Torquato Jardim, e o da Casa Civil, Eliseu Padilha, além da advogada-geral da União, Grace Mendonça. 

Outro texto está publicado também na seção 1, do Diário Oficial da União, página 2 e trata do reajuste para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Temer, Torquato, Padilha e Grace Mendonça também assinam a medida.

Efeito cascata

A decisão provoca efeito cascata sobre os funcionários do Judiciário, abrindo caminho também para um possível aumento dos vencimentos dos parlamentares e do presidente da República.

Em decorrência do impacto do reajuste, o Palácio do Planalto previa que a sanção integral das leis só seria garantida se houvesse o fim do auxílio-moradia.

Ontem (26), o ministro Luiz Fux, do Supremo, revogou a liminar relativa ao pagamento que mencionava a recomposição das perdas inflacionárias dos integrantes do tribunal em 16,38%, percentual previsto no projeto de lei.

Interlocutores do Planalto lembram, porém, que a proposta de reajuste foi feita pelo próprio Supremo em 2016, e aprovada pelo Poder Legislativo.

Vereadores da Capital terão reunião com João Vicente Claudino

Vereadores da Capital terão reunião com João Vicente Claudino

Joaquim do Arroz já ressalta a importância política de João Vicente, que dá sinais de que pode ser mais um forte nome nas eleições de 2020

O ex-senador João Vicente Claudino, afastado há algum tempo da política partidária, dá indícios de que pode voltar à cena. Ele convidou alguns vereadores da capital, filiados a partidos que não atingiram a cláusula de desempenho nas eleições de 2018, para um encontro nesta quarta-feira (26).

“O teor dessa reunião é política.  Nós vamos trocar uma ideia com o senador, visto que o PTB está praticamente desativado dentro de Teresina, e a cidade precisa de uma sigla forte como o PTB para ajudar a democracia”, comenta o vereador Joaquim do Arroz (PRP). Os dois únicos deputados estaduais do PTB, Nerinho e Janaína Marques, reeleitos no último pleito, afirmaram recentemente que a permanência no partido estaria condicionada ao retorno de JVC ao comando da sigla. Para eles, após suas saída, a legenda encolheu politicamente.

Antes mesmo do encontro, Joaquim do Arroz já ressalta a importância política de João Vicente, que dá sinais de que pode ser mais um forte nome nas eleições de 2020 na capital.“Ele é uma boa referência  política e como cidadão. Foi um bom senador, é um homem limpo e honrado, e se ele quer nos ouvir, é bom (...) Ele tem toda a habilidade, e o brevê político para disputar a prefeitura de Teresina, sem problema”, comenta o vereador. (Breno Cavalcante e Biá Boakari)

26 de novembro de 2018

Governo quer redução de R$ 150 milhões nas despesas para 2019

O Executivo anunciou uma série de medidas para cortar gastos neste final de ano e dentre as ações, estão inclusos revisão de contratos de locação de veículos e diárias de servidores.

O Governo do Estado do Piauí deu início, na semana passada, a uma série de medidas para reduzir os gastos em suas contas e conseguir manter o equilíbrio financeiro para início do novo de 2019, quando começa, também, o novo mandato do governador Wellington Dias. Nesta segunda-feira (26), o chefe do Executivo Estadual se reuniu com todos seus secretários, presidentes, coordenadores e superintendentes, para discutir como serão conduzidas estas reformas administrativas. O objetivo do Governo é reduzir em R$ 150 milhões os gastos nos mais diversos setores.

A informação foi repassada pelo próprio governador Wellington Dias, durante o encontro. De acordo com ele, o orçamento do Estado previsto para 2019 é da ordem de R$ 9,5 bilhões, mas, mesmo assim, o Estado precisa tomar algumas previdências para conseguir manter seu equilíbrio financeiro e garantir o pleno funcionamento da máquina pública neste final de ano. O período já é caracterizado pelo aumento nas despesas do poder público, sobretudo com o pagamento do 13ª salário aos servidores. O benefício, segundo a Secretaria de Fazenda do Estado, está garantido.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Dentre as medidas anunciadas para a redução dos gastos extraquadro, ou seja, os quadros de funcionários provisórios, está a revisão de contratos de manutenção, contratos de assistência técnica, de locação de veículos, contratos que, segundo Dias, exigem do diárias por parte dos servidores, além de um conjunto de outras despesas ainda não definidas pelo Executivo. As contenções possíveis de serem feitas são a pauta da reunião com os gestores.

“Estamos fazendo um esforço reduzir e alcançar esse patamar de cerca de R$ 150 milhões durante o próximo ano, o que representa algo próximo de R$ 14 milhões ou R$ 15 milhões por mês”, explicou Wellington Dias, acrescentando que não há ainda nenhuma definição acerca de cortes na máquina administrativa, ou seja, secretarias, coordenadorias e superintendências, uma vez que isso depende da aprovação do Poder Legislativo.

O objetivo, de acordo com o chefe do Executivo piauiense, é não apenas reduzir as despesas, mas também adequar a máquina pública ao programa de governo apresentado e eleito. “Na verdade, não concluímos ainda essa análise e ainda não tomei uma decisão sobre como vai ficar a nova estrutura, mas estamos trabalhando nesse caso”, explicou Wellington Dias.

Merlong rebate Freitas Neto e diz que 'elites' alavancaram Bolsonaro

Petista afirma que discurso de "nós e eles" é apenas uma constatação do histórico cenário de extrema desigualdade social que ainda persiste no Brasil.

O suplente de deputado federal Merlong Solano (PT) usou seu perfil numa rede social para rebater declarações feitas pelo ex-governador Antônio de Almendra Freitas Neto em entrevista ao jornal O DIA, publicada na edição do último fim de semana.

Recém-eleito presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Piauí, Freitas Neto afirmou, na entrevista, que o grande erro político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pregar a divisão do país entre “nós” e “eles”, entre “pobre” e “rico”, “norte” e “sul”, “preto” e “branco”.

Ainda de acordo com Freitas, que é filiado ao PSDB, Lula foi o grande responsável pela ascensão política de Jair Bolsonaro (PSL), que conseguiu vencer a disputa pela Presidência da República, após sete mandatos como deputado federal.


O suplente de deputado Merlong Solano (Foto: Moura Alves / O DIA)


Em sua postagem na rede social, Merlong afirma que o Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula e a esquerda de um modo geral têm sido, com frequência, acusados por "lideranças conservadoras" de terem dividido o Brasil.

Para o suplente de deputado, essa acusação é injusta, e seria feita com o objetivo de impedir que a população enxergue um cenário real: a enorme desigualdade social que historicamente existe no país. 

"Como professor de história, economista e como filho de caminhoneiro, vejo com certo sentimento de impotência essa enorme capacidade que as elites tradicionais têm de inverter os termos da equação político-social brasileira e de jogar sobre os outros responsabilidades que são suas", afirma o petista.

"Qualquer estudante universitário, minimamente antenado, sabe que a formação social brasileira está assentada, isto é, tem alicerces fincados, na escravidão e no latifúndio, e que daí advêm outras marcas relevantes de nossa formação: patriarcalismo, autoritarismo, machismo, falta de senso de responsabilidade social e a exclusão social; sendo esta admitida como fato natural e imutável", acrescenta Merlong.

Para o deputado, o discurso do "nós e eles" não foi inventado pelo PT, mas o partido apenas expôs uma situação que já é vivenciada pelos brasileiros há séculos. 

"Então, quando olhamos para além dos interesses próprios, que são pessoais e também de classe, verificamos que o 'nós e eles' se tornou uma categoria política porque já era um fato da nossa formação sócio-cultural. Há quanto tempo existe em nossa sociedade a clara noção, por exemplo, de que justiça é coisa a que só os ricos têm acesso? Foi o PT que inventou esse sentimento? Foi o PT que forjou a divisão entre a Casa Grande e a Senzala?", questiona Merlong, fazendo referência ao período de escravidão no Brasil.

O suplente de deputado afirma, ainda, que o discurso do "nós e eles" é pertinente no atual contexto político brasileiro porque o quadro de extrema desigualdade ainda predomina no país. "Esse passado está aí presente, bem diante de nossos olhos, em nosso sistema educacional, nas empresas, igrejas, em nossas casas. Isso acontece porque a desigualdade extrema (maior marca de nossa formação social) se reproduziu ao longo do tempo e atravessou a Colônia, o Império e a República", opina.

O petista ainda afirma que as "elites" foram as verdadeiras responsáveis por alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro. "[...] Como nenhum candidato da direita se viabilizou, recorreram ao candidato da extrema direita e ao financiamento da maior campanha de difamação já feita por meio das redes sociais", observa Merlong.





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