• Enem
  • Jovens escritores 2019
  • Banner paraíba
  • AZ no rádio
  • cachoeir piaui
  • Novo app Jornal O Dia
  • TV O DIA att
  • TV O Dia - fullbanner

“Vamos fortalecer o PTB em 2020 para buscar eleições maiores em 2022”

Em entrevista, João Vicente Claudino traçou metas e avaliou a atuação do PTB no Piauí.

22/04/2019 06:55h

O empresário João Vicente Claudino retornou ao comando do PTB e conversou com O DIA sobre seus planos para a sigla. O ex-senador afirmou que sua meta é fortalecer a sigla para disputar com capacidade de vitória as eleições do ano que vem em dezenas de municípios. Ele também comentou que se reuniu com o governador Wellington, em uma conversa institucional em que demonstrou que os deputados do partido tem capacidade de ocuparem qualquer cargo na estrutura do governo estadual e a sigla deixou o chefe do Executivo à vontade para definir os espaços do partido na nessa gestão. O empresário informou ainda que ano que vem, a cidade de Teresina será uma das prioridades do PTB, principalmente a disputa por vagas na Câmara de Vereadores. Uma boa leitura!

O senhor reassumiu recentemente o comando do PTB no Piauí. Em uma situação meio polemica, envolvendo o ex-presidente Paes Landim. Quais são os rumos que o senhor pretende dar ao partido e a avaliação que o senhor faz desse retorno?

Primeiro que não estava planejado. Eu realmente tinha um comprometimento comigo e com lideranças do PTB em não voltar a assumir a presidência de partido político. O momento é conturbado, porque o PTB saiu menor das eleições de 2018, a última eleição em que eu estava como presidente nós elegemos cinco deputados estaduais, dois federais, um senador, tínhamos um numero maior de prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, e agora ele está em quantidade de representação de lideranças bem menor. E isso gerou um debate interno muito grande, o partido está definhando, desidratando politicamente. E eu tive que refluir em minha decisão, e com o chamamento de diversas lideranças preocupadas com o partido, e preocupadas com o se avizinhar da eleição municipal, que é de suma importância para a vida politica de uma sigla, e pra mim é a mais importante da vida cidadã, nós tínhamos que refluir da decisão e estar pronto para ir ao sacrifício e reestruturar o PTB. O nosso compromisso é junto com todas as lideranças que estão no PTB, fortalecer o partido para esse embate municipal, para que o PTB possa vislumbrar um fortalecimento muito maior e buscar eleições maiores em 2022. 


Deixamos o governador à vontade para escolher os espaços que possam ser destinados aos deputados do PTB - Foto: Elias Fontinele/O Dia

O senhor falou que o partido encolheu. Quais são as metas para reestruturar o partido?

O partido voltou ao tamanho do que era em 2003 quando eu assumi. Quando eu assumi em 2003, o PTB tinha 14 partidos e chegamos a mais de 70 prefeitos, 400 vereadores, e hoje ele está novamente com 14 prefeitos. Fora a diminuição de quadros políticos importantes. O papel é ser muito pragmático, concentrarmos forças nos municípios onde pudemos ter um resultado expressivo, a legislação mudo, não permite mais coligações proporcionais. Então aquela proliferação de partidos políticos, que antes você encontrava câmaras com nove vereadores e cada um pertencia a um partido. Hoje, com a nova legislação, não subsistirá dessa maneira. A coligação partidária majoritariamente deve ter dois partidos, se tiver três vai ser um exagero muito grande. A não ser naquelas cidades maiores, onde tem tempo de televisão, como Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano. Creio que todas as outras normalmente terá no máximo dois partidos. Isso vai fazer com que o número de partidos diminua muito a sua representação nos municípios. Então temos que concentrar os esforços onde dá mais resultado. Não vamos nos iludir chegando como presidente de partido pensando em ter representatividade nos 224 municípios. Não temos nem a metade disso como meta. Se nós conseguirmos chegar até o final do ano organizado em 40% do estado, estaremos satisfeito. E organizado é ter capacidade de competir, eleger prefeito, vice-prefeito e vereadores. 

Aqui na capital há uma movimentação desde quando surgiu essa possibilidade do senhor retornar ao PTB, de lideranças, inclusive vereadores, que demonstraram interesse em se filiarem ao partido. O senhor já está organizando um grupo para a capital?

Não tenha dúvidas. Em dezembro eu fui procurado por vereadores da capital, esse grupo pertencia a partidos que não cumpriram a cláusula de barreira, então essas lideranças estão liberadas para migrarem de sigla partidária. Elas não dependem da janela de transferência. Mas naquele momento eu não era presidente do partido. Eu não podia assumir qualquer responsabilidade com eles. Agora no mês de março, quando reassumimos o partido voltamos a conversar com eles e reafirmar nosso posicionamento político. Mas independentemente disso, nós estamos conversando com lideranças de Teresina e vamos fazer uma chapa de vereadores forte, com nomes para candidaturas fortes, cumprindo em sua plenitude o número de vagas, que são 44 vagas, para que a gente possa concorrer e eleger pelo menos três vereadores, daí pra frente, e ser competitivo e representativo do pensamento do PTB. 

O senhor demonstrou uma reaproximação com o prefeito Firmino Filho. Inclusive participou de um ato na Praça do Verdão, que foi bastante comentado, o que podemos esperar desse relacionamento para as eleições 2020?

O nosso relacionamento sempre foi muito bom. Desde quando o Firmino foi candidato a prefeito pela primeira vez em 1996, nós votamos no Firmino, nos filiamos ao PSDB naquela época, ficamos até 2000. Depois resolvemos nos filiar ao PTB e daí estamos até hoje, mas sempre houve uma comunhão de pensamentos, identidade, da maneira de gerenciar a cidade de Teresina. Então sempre buscamos o compor politicamente, como em 2004, quando Elmano Férrer foi vice do Silvio Mendes, épocas em outras eleições andamos muito perto, como foi o caso de 2016, mas contingências políticas não concretizaram esse entendimento. Mas de todo esse momento político o único em que eu não votei numa coligação encabeçada pelo Firmino foi em 2012, quando o prefeito Elmano Férrer era candidato a reeleição. Então não há uma estranheza se por acaso em 2020 o PTB estiver coligado e marchando junto com o PSDB.

O grupo político que comanda a Prefeitura tem feito elogios a seu nome e a sua postura política. Inclusive citam que o senhor é um bom nome para disputar a Palácio da Cidade. Tem interesse na disputa e em tentar viabilizar seu nome?

Eu digo sempre que nunca foi um foco a disputa para Prefeitura de Teresina, em âmbito pessoal. Mas estando filiado a um partido político, tendo a plenitude da condição de elegibilidade, e o amor a cidade, e as pessoas acreditarem que a gente pode contribuir, nós nunca podemos dizer que não disputaremos, ou omitirmos de uma disputa. Vamos avaliar o quadro, vamos discutir, sem vaidade, sem presunção, ou qualquer tipo de intenção, vamos avaliar toda a situação e colocar de forma muito clara nossa intenções. Esse caso que aparecemos na Praça do Verdão, em dar apoio aos membros da cooperativa ali na Pedra, onde há 25 anos os corretores estão situados, e nós entendemos quer a Prefeitura tem a propriedade daquela área, por conseguinte ela não poderia ter feito parte de uma PPP, como patrimônio a ser transferido para iniciativa privada, então pelas ligações de amizades com os membros da cooperativa, o Caburé, nós não poderíamos de deixar de apoiar. 

O senhor falou que não descarta disputar a Prefeitura de Teresina. O que vai pesar nessa decisão? 

Primeiro a conjuntura política, o momento político. O Brasil ainda tem muitos desafios em 2019, Teresina da mesma forma. Vamos ao momento oportuno, pois 2019 não é para discutir isso, não é querer protelar qualquer tipo, a classe política é ansiosa para que as coisas se resolvam a seu tempo, mas a data oportuna é 2020, ano eleitoral, para discutir, amadurecer e de forma clara e transparente se encontrar os melhores nomes para enfrentar os desafios de comandar Teresina.

Após retornar ao comando do PTB, o senhor também se reuniu com o governador Wellington Dias. Como ficou essa relação? Nas ultimas eleições o senhor foi um dos críticos a gestão Wellington Dias. Como o senhor pensa sobre essa aliança?

O relacionamento pessoal é muito bom. Eu nunca tive problemas com o governador. As criticas que fiz o próprio governador agora está tomando uma postura diferente como gestor público, e tomando medidas para enxugar  a máquina administrativa, torna-la mais eficiente para que encontre o melhor resultado. O Poder Público precisa ofertar a população qualidade de vida, serviços de qualidade e não ser antropofágico, o pouco que gera de receita o Estado consome de maneira voraz em custeio, sem dar a população o serviço por ela cobrado e ansiado por todas as classes, que precisa do Poder Público na vida de todos nós. Então eu tenho um excelente relacionamento com o governador e estive lá como presidente do PTB. Fui acompanhado dos deputados Nerinho e Jannaína Marques, discutindo assuntos do partido, porque a sigla fez parte da coligação do governador e eu não posso me omitir de assuntos da sigla, independentemente do pensamento e definições pessoais. Vamos discutir institucionalmente.

Quais são os espaços que o PTB vai pleitear na administração estadual?

Deixamos o governador a vontade, o governador sabe da capacidade da deputada Jannaina para ela assumir qualquer secretaria. O deputado Nerinho tanto pode assumir, como pode indicar pessoas, sob o crivo do governador, mas deixamos o governador super a vontade. Acho que o PTB tem quadros que podem contribuir com o Estado, e colocamos a disposição da vontade ele. 

O senhor mantem diálogo com o ex-deputado Paes Landim? Ficou algum atrito na relação entre vocês dois? Já circulou a informação de que ele vai deixar o partido. O senhor vai tentar mantê-lo?

Claro que vamos tentar mantê-lo. Tivemos um contato com ele em fevereiro. Do dia 7 de outubro até hoje, só tivemos uma conversa com ele em fevereiro, que nos encontramos em Brasília, no gabinete do senador Elmano Férrer. Nunca fomos procurados por ele, e incluímos o nome dele na comissão e ele próprio pediu para colocar outro nome, entendemos a situação que passa por ele estar na suplência, o suplente depende de outras pessoas, não comanda seu destino. É um grande político e representante do Piauí, acho que o Estado perdeu na sua representação partidária, porque é de prestígio e contribuiu muito com sua experiência, vivencia, conhecimento com o Piauí. Nós queremos que ele fique no PTB, mas independente de onde esteja, nós só temos que desejar o sucesso, que ele continue a ajudar o Piauí, na sua atuação política, pois isso é referencia.

Por: Natanael Souza - Jornal O Dia

Deixe seu comentário