“Não atrasamos a folha por milagre”, diz Firmino sobre reajuste

Firmino Filho admitiu o risco que a Prefeitura sofreu de atrasar a folha de pagamento no ano passado e afirmou que está “lutando para manter o compromisso”

24/06/2017 08:12h

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O Prefeito Firmino Filho (PSDB) afirmou que a prefeitura ainda não superou a crise econômica e, por isso, não garantiu o reajuste dos servidores do município. De acordo com o tucano, as medidas de contenção de gastos ainda deverão ser adotadas para que não haja prejuízos à população de Teresina como, por exemplo, o fim de serviços básicos. 

Firmino diz que a Prefeitura tem adotado medidas que não comprometam o pagamento de servidores (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)
Firmino Filho admitiu o risco que a Prefeitura sofreu de atrasar a folha de pagamento no ano passado e afirmou que está “lutando para manter o compromisso”. O prefeito comparou ainda a atual conjuntura política e econômica com aquela viva na década de 80 pelo Estado. “É necessário fazermos nossa parte, nosso ajuste, o que estamos fazendo, cortando secretarias, cargos comissionados”, disse. 

“Não podemos brincar de administrar. Não podemos transformar Teresina no que foi o Piauí na década de 80, quando o governo atrasou a folha em três meses. Atrasou porque tiveram politicas irresponsáveis em um momento crítico. Para que isso não se repita, nós vamos ter responsabilidade fiscal. No ano passado não atrasamos a folha por milagre”, completou o prefeito. 
Segundo Firmino Filho, a queda das receitas nos dois últimos anos dificultou ainda mais a arrecadação do município. “As receitas caíram mais nos fundos de participação. Já o ICMS e as receitas tributárias municipais começaram a melhorar, mas em maio houve uma piora. Estamos vivendo essa incerteza”, pontuou. 
Ação de improbidade administrativa 
Firmino Filho (PSDB) comentou a decisão do juiz Aderson Antônio Brito Nogueira, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Teresina, que condenou o prefeito e o secretá- rio Silvio Mendes por suposta contratação irregular de fisioterapeutas para a Fundação Municipal de Saúde (FMS). Para Firmino, a defesa não terá dificuldades em comprovar a legalidade do processo. 
“A base da decisão é muito frágil. Tivemos um fechamento do Hospital Meduna e nós tínhamos a urgência de pacientes que sofrem transtornos mentais. Então, tivemos que fazer, rapidamente, a implementação de três CAPS. Agimos em nome do interesse público e dentro do que qualquer gestor faria”, explicou. O advogado Carlos Yuri Araújo de Moraes entrará na Justiça com um recurso para mostrar que houve equívocos na sentença
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Por: Ithyara Borges

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