• cachoeir piaui
  • Campanha salao
  • APCEF
  • Novo app Jornal O Dia
  • TV O DIA att
  • TV O Dia - fullbanner

“Estão manobrando para impedir nossa candidatura a prefeito”, diz Sérvio

O atual presidente do PSL também teceu duras críticas aos atuais representantes do partido na Câmara Municipal de Teresina, principalmente, ao vereador Luís André (PSL).

08/02/2019 07:39h - Atualizado em 18/02/2019 11:32h

O presidente estadual do PSL Fábio Sérvio utilizou as redes sociais para comentar a possibilidade do deputado Evaldo Gomes (PTC) assumir o comando do partido no Piauí. O empresário afirmou que deixará o partido, caso Evaldo assuma a presidência. “Não sei se o convite é real, mas se Evaldo Gomes entrar por uma porta do PSL, eu vou sair pela mesma que entrei. [...] não foi esse o partido que Bolsonaro me chamou para presidir”, escreveu, em postagem no Instagram.

Atual presidente do PSL no Piauí cogita sair do partido. Foto: Elias Fontinelle/ODIA

Segundo Fábio Sérvio, existem grupos que pretendem impedir a sua candidatura à prefeitura de Teresina nas eleições municipais de 2020. “Estão manobrando para impedir nossa candidatura a Prefeito de Teresina. Senadores, Prefeito e Deputados lutando juntos contra um único político. Sou pequeno, mas meus propósitos são grandes. A sociedade vai entender o que está acontecendo. O Povo é maior”, afirmou em outro post.

O atual presidente do PSL também teceu duras críticas aos atuais representantes do partido na Câmara Municipal de Teresina, principalmente, ao vereador Luís André (PSL), que faz parte da base de apoio ao prefeito Firmino Filho (PSDB).

“Nas declarações do vereador Luís André, que não votou em nenhum candidato do PSL em 2018, fica claro que o pano de fundo é a eleição para Prefeito. Apenas o vereador Ricardo Bandeira votou no PSL. Não tenho o que conversar com os vereadores do Firmino. Eles estão preocupados com suas eleições. seguem as ordens do prefeito. Eu estou preocupado com a mudança na política que deve continuar”, destacou Fábio Sérvio.


Confira a integra de entrevista publicada hoje no jornal O Dia. 

O Dia: Como o senhor avalia as últimas informações sobre o PSL em âmbito nacional. Tanto em relação as movimentações financeiras atípicas de Flávio Bolsonaro e as denúncias de candidaturas laranja as quais Gustavo Bebianno responde? O senhor acredita que isso pode prejudicar o andamento do governo?

FS: Tem muitos aliados de última hora que não tem interesse que o governo seja forte. Bolsonaro entrou com apoio popular e eleitoral muito grandes, teve gente que votou em outros candidatos e no final do processo apoiaram o novo presidente, o que é natural você apoiar o novo governo. Para esses aliados, é mais importante um governo fraco, o que fortalece a velha política, volta o pragmatismo que corrompe e prejudica a população. Então prejudica sim, mas não ao ponto de inviabilizar as votações que vão ocorrer, as ações do governo. A diferença é que Bolsonaro se posiciona de maneira muito firme, ele manda investigar, ele determina apurações, ele não diferencia proximidade com ninguém, na hora de qualquer suspeita ele torna todo mundo igual. Esse governo tá muito cristalino, porque veio de um posicionamento muito firme na eleição, porque está com Sérgio Moro à frente do Ministério da Justiça. É uma vidraça limpinha, então o primeiro dedo que aparece, parece que é a maior coisa do mundo. O trabalho do governo é não deixar a vidraça ficar suja. É ir na digital e deixar limpa. Sobre a questão partidária, aqui no Piauí não recebemos nenhum centavo do PSL para a eleição, fizemos uma campanha de autofinanciamento, um ajudou ao outro e trabalhamos todos na legalidade. Não foi opção, o que foi informado é que não teria recurso suficiente pra todo mundo e o nosso trabalho seguiu em frente. Nos entristece em ver um recurso poderia ter ajudado a viabilizar uma candidatura aqui, ter ficado na mão de uma candidata que teve 200 votos. Mas é como tem dito todos os deputados, se tem alguma coisa errado que alguém seja responsabilidade e tenha punibilidade para mostrar o exemplo e isso não aconteça mais. O nosso sistema político brasileiro é indigno para quem quer trabalhar com seriedade, porque eu sou contra o financiamento público, dinheiro que é do povo não pode ser utilizado para campanha, mas a gente sabe que quem estar no governo tem acesso a máquina pública e possibilidade de fazer caixa 2. A gente sabe que a eleição no Piauí não foi limpa.

O Dia: Recentemente Evaldo Gomes anunciou que foi convidado para presidir o PSL no Piauí. Como está o seu diálogo com o diretório nacional?

FS: Nós temos um perfil de fazer nosso trabalho e mostrar resultado e assim que a gente acha que deve ser feito. Eu sabia da manobra que estava se tendo para o partido ser assumido pelo grupo do Evaldo Gomes, Marina, sei os agentes intermediários disso, posso citar o major Victor Hugo, líder do Governo na Câmara, o próprio Bebianno, e um terceiro que não lembro o nome. Foram essas pessoas que coordenaram isso por causa do voto da Marina no Congresso, essa não é minha forma de fazer política, eu sou totalmente contra o pragmatismo, me decepcionei com isso. Mas fiquei muito tranquilo, não fico ansioso e tenho a máxima de que tudo se resolve com trabalho. Conversei com as pessoas do PSL com quem tenho maior alinhamento, que é a Joice Hasselmanm e alguns outros deputados, tenho o respeito e amizade forte com as forças armadas dentro do governo, apontei a manobra e esperei o resultado. 

O Dia: Como o senhor tem acompanhado as discussões sobre cargos federais e avalia a atuação da bancada federal?

FS: Eu não estou preocupado com partido, assim como o presidente da República acredito que não está, ele está preocupado é em resolver os problemas do Brasil e eu do Piauí, tentar trazer algo de positivo para o estado. Nós temos um problema grave de protagonismo, não somos respeitados em nível nacional, por toda essa situação que a gente vive. É difícil trazer recurso para cá, a situação elétrica nunca foi resolvida, porque falta capacidade dos homens públicos do Piauí em pensar no estado e se desprender de projetos eleitorais. Não temos União da bancada federal, é horrível, se tem duas palavras que me incomodam nos últimos tempos são cargos federais. Porque tem coisa mais importante para a bancada estar tratando que os cargos federais. Tem a falência da economia do estado, o processo de estagnação do comércio, essa instabilidade pela falta de pagamento a fornecedores, temos a corrupção que a bancada federal não toca no assunto, temos dificuldade do agronegócio em se movimentar, não tem incentivo, nem estradas, e nada disso é tratado. Temos a Maternidade Evangelina Rosa, onde morreram mais de 200 crianças, é só cargo federal e quem vai indicar. É o reflexo da mentalidade da bancada federal que foi eleita. 

O Dia: E como está o seu diálogo com a bancada federal? 

FS: Outro dia uma figura do nosso partido disse numa rádio que eu deveria estar dialogando com os deputados federais para garantir um espaço, eu não estou preocupado com isso. Eu não vou dialogar com quem eu acho que não tenho nada a aprender. Não tenho nada a aprender com nenhum dos políticos que estão aí com 40 anos de mandato e que não conseguiram exercer o mandato em função da população. Pago o preço pela liberdade. Mas vou até o final. Vou mostrar que é possível de dizer não, de cortar na própria carne. O PSL vai sofrer um processo de depuração partidário, não sei se vou estar disposto a participar desse processo de depuração. Não sei se o presidente da República vai estar disposto a participar do processo também. Ele sempre dizia pra gente, desde o Patriota, que não tem apego a partido. Eu descobri que nesse movimento do Evaldo, tinha vários deputados federais por trás, como o Átila Lira através do Luiz André, o pano de fundo era a eleição de 2020, inclusive o Evaldo conversou com o Firmino eo Ciro Nogueira também. Quando a gente nasceu politicamente, foram vários os políticos que foram dizer pra gente retirar a candidatura. Nascemos politicamente, isso gerou uma posição política em Teresina que naturalmente está levando a uma candidatura a prefeito. O que importa pra mim é a caminhada, se eu conseguir de alguma forma contribuir com a caminho eu vou ser candidato, se eu achar que  não vou contribuir, eu não tenho como ir pra essa candidatura. Mas eu sempre digo não ao pragmatismo político e aponto os erros na ferida. Mas essas pessoas que tentam matar a gente politicamente, eu posso dizer que não vou me sujeitar ao pensamento deles, a dialogar com eles, acho que o novo sempre vem. É uma luta grande, mas minhas ações são feitas dentro das minhas limitações.

O Dia: Como o PSL se organiza para 2020. Vai ter candidatura própria? Hoje ele é da base do prefeito Firmino Filho.

FS: Pelo que eu conversei, a sigla quer ter uma candidatura própria, enxerga na gente essa possibilidade. Mas eu posso lhe dizer o seguinte: eu não vou ficar refém de vereadores do partido que foram eleitos por outras forças políticas. E eu também não vou perder tempo e energia brigando por fundo eleitoral. Eu acho que tem coisas mais importantes para a gente tratar em relação a população. Se isso significar que eu não vou ter espaço para candidatura, não tem problema. Se achar que é mais importante ter a certeza de que vai eleger um vereador do que fazer um trabalho pra eleger um prefeito de renovação, eu não tenho problema nenhum. Eu não nasci político e não preciso morrer político. A gente aguarda e segue um novo caminho. Mas acho que o PSL nesse momento tem que tomar muitas decisões e resolver muitas equações, e eu acredito que essa discussão deve se postergar um pouco. Se eu vou esperar ou não essa resposta é outra história, talvez eu não espere essa resposta. Eu faço outro movimento, faço uma mudança em busca de estabilidade, tranquilidade e conseguir implantar um processo de renovação. Eu acho que ideologia quem defende são pessoas, posição quem defende são pessoas. Partido no Brasil é uma grande mentira e massa de manobra. Você não tem um partido ideológico que cumpra seu estatuto com fidelidade. O que eu defendo são as mudanças que o governo tá trazendo, é o novo governo, e vou defender o que eu concordo e ter a liberdade de dizer aquilo que não concordo. Reguffe me falou que a gente tem que ter cabeça dura e coração mole. Cabeça dura pra gente defender o que acredita e coração mole para defender uma terceira pessoa e não você. Eu tenho 13 políticos com mandato contra a gente, eu tenho lideranças que não queriam nosso nascimento político.

O Dia: A vereadora Teresinha Medeiros (PSL) informou que fez campanha para outro candidato a governador por causa de um compromisso com outro candidato. No entanto, ela disse que se sentiu decepcionada com o desempenho da sigla, que não elegeu ninguém no estado. E acha que isso é resultado da sua inexperiência política e falta de habilidade política? Como o senhor avalia essas criticas?

FS: Olha, se a vereadora fosse expert em eleição ela não seria suplente, principalmente com todo apoio que ela teve do prefeito Firmino. Então ela seria a última pessoa que pode dizer como vencer uma eleição. Ela tenta vencer desde 2000. Eu conversei com ela para ser candidata a deputada federal e inclusive disse que ela tinha toda viabilidade para ser candidata e ela não tinha nada a perder. Mas ela disse que já tinha compromisso com uma pessoa de outro partido, não era com o PSL, não era com o Bolsonaro, não era com nossas ideias. Ela tem um patrão, chamado Firmino Filho. Se ele dissesse para ela ser candidata ela seria. Nunca conversaria estratégia política com uma pessoa dessas. E é muito fácil jogar pedra agora, dizer que é do PSL agora, quando não teve coragem de distribuir um santinho do Bolsonaro e pregar um adesivo no próprio carro. É muito fácil esse discurso. Eu acho que ela está a serviço de alguém e eu sei que é este alguém. A resposta que eu tenho é que ela não se preocupe. Ninguém vai atrapalhar o objetivo dela de se eleger novamente, muito menos eu. Porque a gente não conseguiu eleger ninguém? Porque não sujeitamos o partido a entrar no jogo dos fins justificam os meios. Não elegemos ninguém, mas durmo com a consciência tranquila. E de peito aberto digo que não fiz nada que comprometesse o que defendo.

O Dia: Como o senhor avalia as propostas do governo Wellington Dias no que diz respeito as reformas administrativas?

FS: Essas medidas vão ter prazo de validade. Elas foram feitas agora porque as viaturas estão sem combustível pra andar, os terceirizados não estão recebendo salários. Ele está fazendo isso porque é urgente. Na hora que a situação melhorar ele vai voltar a fazer as velhas práticas. Ele vai estar pensando em 2020, 2022. Eu sei que é algo temporário, tenho a certeza de que em pouco tempo vai voltar o que sempre foi em breve.


Por: Natanael Sousa

Deixe seu comentário