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“Defendo consenso por Zé Hamilton, caso ele assuma pré-candidatura”,

Em entrevista, o secretário de saúde, Florentino Neto, comentou críticas aos serviços prestados à população em hospitais regionais.

23/09/2019 07:27h

O DIA conversou com o secretário estadual de Saúde, Florentino Neto. Ele comentou sobre as críticas apontadas por deputados estaduais de oposição aos serviços prestados à população em hospitais regionais. Florentino também falou dos investimentos realizados pela Sesapi em infraestrutura. O secretário informou que a Secretaria de Administração faz um estudo sobre a possibilidade de realização de concurso público para a área e também comentou sobre o atraso no repasse do cofinanciamento da saúde aos municípios. Florentino Neto também falou sobre política e disse que defende consenso em torno do nome de Zé Hamilton, caso este assuma a pré-candidatura.

Como o senhor tem avaliado esses primeiros meses da gestão da saúde no quatro mandato de Wellington Dias?

Eu avalio como positivo porque nós temos mês a mês batido recorde de atendimento. Estamos anunciando agora os resultados até o mês de julho e com mais de 61 mil cirurgias nos hospitais, mais de 2 milhões de procedimentos ambulatoriais. E os números demonstram que os hospitais regionais estão crescendo em relação aos hospitais da capital. Isso demonstra que os investimentos que estão sendo feitos levam a bons resultados. 


Florentino Neto, secretário de saúde, comentou críticas aos atendimentos em hospitais regionais - Foto: Elias Fontinele/O Dia

A comissão de saúde formada por deputados estaduais visitou hospitais, recentemente em Castelo do Piauí e outras cidades. Eles apontam problemas graves como atrasos salariais, falta de leito e até a presença de animais em prédios hospitalares. Como o senhor tem acompanhado o resultado dessas visitas e o que tem feito para solucionar os problemas apontados?

Com toda a atenção, respeito ao trabalho da Assembleia Legislativa. Nós temos o papel de ser executor da política de saúde, mas a Alepi por meio de sua comissão cumpre a missão de ser avaliadora, ser um órgão de controle do nosso trabalho. Levamos sempre as críticas ao patamar de elevada seriedade, sabemos depurar as críticas e fazer as intervenções necessárias quando observamos que a crítica encontra respaldo na realidade das unidades. Disponibilizamos sempre uma equipe nossa para acompanhar as visitas e acredito que com essas discussões vai surtir efeito positivo para a saúde do Piauí. 

Quanto as questões mais graves, como até a presença de gatos nos hospitais. Isso realmente acontece?

Nós temos tido um crescimento dos atendimentos, do número de cirurgias e demais serviços ofertados a população nos hospitais estaduais, que estão localizados em municípios do interior do Estado, e buscamos aprimorar esses hospitais com novos equipamentos, novos métodos, novas estruturas, temos feito isso. Problemas pontuais podem existir, mas os investimentos estão sendo feito e os números demonstram que o crescimento é considerável. 

Outro tema em que a Secretaria de Estado da Saúde é bastante cobrada diz respeito ao cofinanciamento da saúde, principalmente com Teresina, onde a prefeitura afirma que há uma dívida considerável do governo estadual. Como está a situação?

A gente busca ajudar. Temos um convênio com a Prefeitura, onde cedemos vários profissionais para a Prefeitura, e que o custo deles é mais de R$ 1 milhão por mês, isso é apoio que estamos dando. Por outro lado, temos o cofinanciamento, que por uma questão estrutural, conjuntural, do ponto de vista da crise econômica, nós temos um atraso. Esse atraso nós reconhecemos e estamos discutindo com a Associação Piauiense dos Municípios (APPM), e nós vamos ter um acordo que efetivamente viabilizará uma nova realidade em relação ao cofinanciamento. 


Foto: Elias Fontinele/O Dia

Já tem previsão de quando esse acordo será fechado? 

Eu acredito que até o final de outubro teremos o acordo formatado.

Em relação as obras da nova maternidade. Na última semana o senhor esteve por lá visitando as obras junto com o senador Ciro, deputada Iracema, qual a previsão de entrega dessa obra?

A previsão continua sendo final do ano de 2020. A obra está seguindo seu cronograma de execução, é uma obra que chamamos a Controladoria Geral do Estado para fiscalizar, também é fiscalizada pela Caixa Econômica Federal, e é uma obra modelo. Temos uma maternidade antiga que funciona em prédio improvisado, essa nova maternidade é uma unidade hospitalar que funcionará num local em que desde o primeiro momento foi pensado para ser maternidade.

E o que está sendo feito na Maternidade Dona Evangelina Rosa até quando essa novo maternidade não for inaugurada?

Uma série de reformas estão sendo feitas no local. Já inauguramos uma nova área de diagnóstico, uma nova central de material esterilizado, e agora estamos fazendo a reforma de uma outra ala e uma nova enfermaria será entregue nos próximos dias. 

Quanto as maternidades do interior do Piauí, há uma cobrança muito grande quanto a regulação deste serviço no interior. O que está sendo feito?

Nós estamos terminando de estruturar toda uma rede de serviços materno-infantis no Piauí. Nós temos o centro de parto normal de Picos para inaugurar; o centro de parto normal de São Raimundo Nonato; vamos inaugurar o centro da gestante em Picos, temos hoje em funcionamento a Casa da Gestante de Parnaíba, de Teresina, de Floriano, temos o centro de parto normal de Floriano, Teresina, Parnaíba em perfeito funcionamento. Estamos aumentando o número de vagas de parto normais e diminuindo o número de partos cesáreos, tudo como indica a Organização Mundial de Saúde, e temos um plano de prevenção a mortalidade materna e infantil no Piauí que vamos ter uma melhoria mais significativa e um parto cada vez melhor para o nascimento dos novos piauienses. 

Como está o relacionamento Secretaria de Estado da Saúde com os profissionais servidores? Os médicos, inclusive, já realizaram paralisações neste ano, cobram melhorias nas condições de trabalho e salariais. Como está essa situação?

Temos que olhar para os outros estados. Em torno de 17 deles vivem uma situação de verdadeira calamidade financeira. Os demais, como o Piauí, estão numa situação melhor. Hoje nós não temos uma situação tão palatável para conceder o aumento que a gente quer, mas temos conversado e dialogado com as categorias para alcançarmos um entendimento porque ainda não temos as condições necessárias para proceder aumentos, mas o que estamos fazendo no momento é melhorar a saúde pública com o apoio de todos esses profissionais, por meio de investimentos em obras e novos equipamentos. 


"Temos que olhar para os outros estados. Em torno de 17 deles vivem uma situação de verdadeira calamidade financeira. Os demais, como o Piauí, estão numa situação melhor".


As paralisações que ocorreram neste ano prejudicam a política pretendida pelo sistema de saúde?

Nós sempre buscamos nos eventos das paralisações termos medidas de contingência, que possam permitir que respeitamos o direito do profissional, mas também possamos manter os serviços.

Tem previsão de concurso público para a Secretaria de Saúde durante este governo Wellington Dias?

Nós temos discutido sobre isso, mas a definição sobre essa questão ela passa sempre pela Secretaria de Administração e Previdência, que não pode olhar só para a Sesapi, mas o conjunto de pastas que compõem o governo e o conjunto de profissões e servidores que o Estado precisa. Esses estudos estão sendo feitos.

Sobre questões pontuais da saúde no interior do Piauí. O que tem de planejamento quanto inaugurações a curto prazo que pode contribuir com a resolutividade de ações?

Nessa semana inauguramos o setor de urgências em União, acerca de um mês inauguramos a reforma do hospital de Água Branca, estamos buscando implantar cirurgia cardíaca em Parnaíba, já está autorizada para comissão gestora bipartite, nós vamos fazer reformas no hospital Justino Luz, em Picos, vamos iniciar a UTI do Hospital de Campo Maior, vamos fazer uma reforma significativa no Hospital de São Raimundo Nonato, vamos inaugurar a Policlínica da Bom Jesus em outubro e inauguramos a Policlínica de Picos, então é uma dinâmica de investimentos e inaugurações que temos garantido a população do Piauí. 

Falando um pouco de política, o senhor é sempre lembrado como um dos pré-candidatos a prefeito da cidade. Como o senhor está acompanhando as discussões, tem interesse em disputar a Prefeitura? Qual será o posicionamento de Florentino Neto nas eleições do ano que vem?

O interesse de Florentino Neto é 100%. Pela política de Parnaíba também é 100%. Agora nós temos que fazer um diálogo amplo, e estamos promovendo esse diálogo para que a partir disso, possa surgir uma pessoa que nesse momento espelhe o pensamento de todo o grupo. 


Foto: Elias Fontinele/O Dia

O senhor coloca seu nome à disposição nessa conjuntura?

Tem vários nomes, o meu também está à disposição. Mas eu sou partidário do consenso. Inclusive entro nessa discussão dizendo que o nome de Florentino não concorre com o nome de Zé Hamilton, Zé Hamilton tem prioridade. Ele colocando o nome, eu trabalho pelo consenso em torno do nome dele.

Em relação a outros nomes, inclusive que pertencem a base do governador Wellington Dias, como o Dr. Hélio. É possível construir o consenso com todos esses nomes?

Dr. Hélio é dileto amigo, está militando politicamente, foi eleito com uma votação de deputado estadual muito significativa e conversamos nessa semana e vamos continuar conversando. 

Como o senhor tem avaliado a gestão do prefeito Mão Santa? Tem parcerias administrativas?

A própria secretária de Saúde do município foi cedida pelo Estado para ficar lá. Ela é funcionária do Estado e fizemos a cessão. Então não temos dificuldade em ter relação administrativa e entendemos que o Sistema Único de Saúde está acima da política. Agora, faço críticas a gestão, não é o melhor modelo para a cidade, não espelha um projeto de desenvolvimento para Parnaíba. Por isso temos que mudar e a população de Parnaíba deve apoiar um projeto de mudança.

Por: João Magalhães e Natanael Souza, do Jornal O Dia

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