Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook Twitter Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

"œA universidade tem que estar pronta para dar a segurança ao direito de pensar"

A prof. Nadir Nogueira destaca a importância da UFPI para o Piauí e promete empreender esforços para garantir uma universidade mais inclusiva.

05/08/2020 08:04

O Portalodia.com publica a íntegra da entrevista realizada com a candidata a reitora da Ufpi pela Chapa 03, professora doutora Nadir Nogueira. Professora do departamento de Nutrição, ela já ocupou cargos na instituição, como o de pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários, e é atual vice-reitora. Durante a entrevista, Nadir ressalta a importância da instituição para o Piauí e promete empreender esforços para garantir uma universidade mais inclusiva, sustentável e que forme profissionais que tenham consciência do seu papel em contribuir com a sociedade. Uma boa leitura!

De maneira geral, qual a importância da Universidade Federal do Piauí no processo histórico do estado? 

No século 20 nós temos dois fatos históricos que marcaram bastante a trajetória desse estado e da educação neste país. No estado do Piauí foi a instalação da Barragem de Boa Esperança que aconteceu em 1970, e em março de 1971 a instalação da Universidade Federal do Piauí. Então esses dois fatos são extremamente importantes para o estado e o desenvolvimento dele, considerando que temos aí a energia, que vai mover a economia, e a educação, com seu papel transformador, onde a universidade forma e qualifica recursos humanos para atender a sociedade de forma geral. Com isso, com a formação e qualificação, com as tecnologias que geramos e transferimos para a sociedade, estamos contribuindo para o desenvolvimento do estado, para a diminuição das desigualdades regionais e sociais, e promovendo um desenvolvimento, que faz parte da nossa campanha: desenvolvimento, a inovação, a inclusão e sustentabilidade. Sem sombras de dúvidas, a UFPI, ao longo desses 50 anos de sua instalação, tem um papel fundamental desde o seu início até agora. Estamos em um momento de pandemia, em que a UFPI mostra todo seu capital humano e tecnológico, para ajudar o Piauí, o Nordeste e o Brasil, a superar esse momento tão difícil que estamos passando.


A titular da chapa 03 tem experiência administrativa e é a atual vice-reitora da instituição. O professor Marcos Lira é o vice - Foto: O Dia

Professora, como a senhora vê a polarização entre direita e esquerda na política universitária? Tem se falado que a universidade pública tem produzido mais militantes que estudantes, na verdade. Como a senhora avalia essa questão?

As universidades de uma maneira geral, e a UFPI não ficaria fora desse contexto, ela reproduz, é um recorte, da sociedade em que vivemos. Ela não é diferente, então dentro da universidade nós temos essas posições, de direita e esquerda. Estamos em um ambiente, e é bom que se diga, que é plural, laico, do livre pensamento, da construção do pensamento e da posição político e social. Esse respeito tem que ser assegurado, seja da esquerda, da direita ou do meio. Defendemos a UFPI, a educação inclusiva, inovadora e sustentável. Precisamos, dentro desse ambiente acadêmico plural, livre e democrático, não só formar o engenheiro, o agrônomo, o dentista  ou nutricionista, tem que formar o cidadão ou cidadã que tem, além da sua formação, sua postura e um pensamento crítico, sobre o país, política, economia e a pandemia, independente de qualquer posição, de direita, esquerda ou de centro. A nossa defesa é por uma postura democrática, respeitosa e que a gente contribua de fato com a  formação desses jovens, futuros profissionais que vão, no segmento ou na vida profissional, produzir e trabalhar questões político sociais e econômicas que representam os direitos constitucionais dentro da área de atuação de cada um. Não formamos militantes, formamos e contribuímos para formar cidadãos e cidadãs que vão realizar a sua atividade profissional nos diversos campos de trabalho com uma postura ética, respeitosa e pautada na ciência e na defesa da educação, sempre.

A senhora teria alguma proposta relacionada a questão da ideologia de gênero dentro da universidade?

Não. Não trabalhamos com nenhuma diretriz vinculada a aspectos dessa natureza. Nossa chapa possui uma tríade, incluir. Quando penso em incluir eu já não me direciono em questões ideológicas. Eu me incluo pela educação, pela extensão, pela pesquisa, pela assistência estudantil, então não temos essa postura, encaminhamento ou diretriz, mas temos sim o intuito de respeitarmos as diferenças. Nessas diferenças você forma o cidadão mais ciente da sua responsabilidade social e política. Dentro dessa questão da ideologia de gênero, trabalhamos com direitos de cada um, contra qualquer tipo de desigualdade, seja de gênero, social ou político. Forma um cidadão que tenha caráter e responsabilidade, de trabalhar com direitos e as diferenças, pois é nelas que crescemos, aprendemos, respeitamos o outro e nos tornamos cidadãos éticos.

Professora, como a UFPI pode contribuir para o desenvolvimento do Piauí?

Já está. Estamos contribuindo desde o dia da sua instalação, em março de 1971. Estamos completando 50 anos de UFPI, trabalhando fortemente na formação e qualificação de recursos humanos, na produção de conhecimento científico, na geração de tecnologias e transferências de tecnologias. Essa transferência de tecnologias é é importante, quando falamos do desenvolvimento do estado. Quando eu penso, por exemplo, em Bom Jesus, no sul do Piauí, temos uma vocação para agronegócio, então la temos um campus. E como dar suporte àquela região? Como promover o desenvolvimento? Temos um laboratório de solos, onde propiciaram, com capital de profissionais, doutores, técnicos e uma estrutura laboratorial, analisar o solo, analisando sua composição, se é rico em magnésio, se tem cálcio, fósforo e com isso estou ajudando nosso produtor a ter uma safra e uma produção maior. Isso é só um exemplo. Quando penso em Bom Jesus, em Picos e Floriano, temos um potencial muito grande na área da saúde, então temos lá o ensino, a pós graduação que vão contribuir com a formação de jovens, com os serviços que são oferecidos. Puxando para Teresina, temos uma referência muito interessante que as pessoas consideram a cidade um polo de saúde. Porque? Porque somos um polo de educação, e a UFPI está presente formando médicos, enfermeiros, nutricionistas, dentistas, farmacêuticos e das diversas áreas. Então quando falamos em um pólo estamos falando em um desenvolvimento para o futuro. Teresina, com esse polo de saúde, você oferece serviços com área de atuação de profissionais das mais diversas possíveis, e isto promove desenvolvimento. Não tirando a importância de outros, mais quero fechar falando de um último ponto. Quando pensamos em melhoramento genético, por exemplo, na cadeia produtiva do nosso estado, temos a ovinocultura e a caprinocultura. Hoje temos em Bom Jesus, Floriano e Teresina, uma raça melhorada geneticamente graças a ciência produzida na UFPI. Temos capital, profissionais e cientistas trabalhando nessa área. Nosso vice trabalha com energia sustentável, solar e fotovoltaica, que pode contribuir muito mais para o desenvolvimento do nosso estado.

Qual deve ser o papel da pesquisa na universidade federal em um dos mais carentes do país?

Falamos aqui da importância das universidades no contexto do desenvolvimento. Na questão do desenvolvimento e das pesquisas que podemos realizar para o desenvolvimento estado e do país, de uma maneira geral, a pesquisa é fundamental. Não temos, na história de nenhum país, que cresceu sem investimento em ciência e tecnologia, então a pesquisa é fundamental para que a gente possa pensar no avanço da ciência, dos serviços, da educação de uma maneira geral para o desenvolvimento do todo. O investimento em pesquisa é primordial, não podemos prescindir dessa formação do pesquisador e de um ambiente acadêmico que propicie essa situação da geração do conhecimento, porque a universidade e a ciência está para apresentar e nos trazer soluções para os problemas. Estamos vivendo agora um momento de pandemia, vamos puxar especificamente para esse momento. Todas as 69 universidades que temos no Brasil estão, de alguma forma, envolvidas na produção de pesquisas, conhecimento e tecnologias. Alguns produzindo, por exemplo, respiradores para hospitais de campanha e de maneira geral, vacinas, protocolos, medicamentos, então estamos sempre produzindo ciência, pesquisa e conhecimento para a sociedade, que é quem financia as universidades. Nesse momento estamos trabalhando na produção de álcool em gel, de face shield, máscara, tonéis de sanitização. Então a ciência está a serviço da sociedade exatamente para trazer soluções para o estado, para o país, seja na área da educação, da computação, médica, da engenharia, de uma maneira geral. A universidade tem esse papel, a pesquisa é imprescindível para que eu tenha um profissional pronto para o mercado, é importante para gerar conhecimento e transferir tecnologia para que a sociedade possa usar em prol do seu bem estar, a exemplo das vacinas e dos protocolos. A universidade tem que estar pronta para dar a segurança e garantir o direito que temos, se pensarmos na ciências humanas, de pensar, refletir e estarmos em uma sociedade democrática, respeitando direitos e pensando na garantia disso. Isso tudo encontramos na pesquisa e na educação, dentro um ambiente acadêmico preocupado com a sua inserção regional e social, para que de fato possamos contribuir com seu desenvolvimento e a excelência que todos nós desejamos.

O custo dos alunos das universidades públicas tem se aproximado e até superado o valor das mensalidade de instituições privadas. Qual é sua opinião em relação a essa questão?

Esse cálculo, a gente precisa explicar o equívoco que há nessa conta. Quando a gente compara o custo de um aluno de uma instituição pública e de uma instituição privada, essa métrica não bate porque os indicadores presentes neste cálculo são completamente diferentes. Tenho, por exemplo, na UFPI, quando formar um profissional,  independente da sua área, temos a questão do ensino, a pesquisa, a extensão, a inovação e pós graduação, então eu tenho um conjunto de elementos, além do pagamento de funcionários e aposentados, que estão ali também presentes naquele cálculo, ao contrário de quando analisamos o custo do aluno de uma instituição privada, onde só tem o ensino, não a priorização da pesquisa, da extensão, dos laboratórios de ponta, como trabalhamos, dentro da área da biologia molecular, do melhoramento genético, isso não é encontrado. Com todo respeito a formação dos profissionais, não quero desqualificar absolutamente nada. Estou tentando responder a essa pergunta de porque esse cálculo não fecha e porque há essa interpretação equivocada de que nosso aluno custa caro comparado ao que paga uma mensalidade. Isso ocorre porque é feita de maneira equivocada, não podemos comparar coisas diferentes. É lógico que vai haver uma interpretação errada, aí tentam colocar como se nosso aluno fosse caro e há uma cobrança maior quanto a isso. Esse aluno nos é muito caro, porque a gente procura formar, ter o cuidado com a sua formação, que ele saia com um bom ensino e com conhecimento da extensão, ou seja, o compromisso que ele tenha com a sociedade quando sair da universidade, prestar o serviço a comunidade com base no conhecimento científico que aprendeu neste período. Aquele que teve a oportunidade de fazer iniciação científica, ser monitor, também sai com uma experiência diferenciada, ele certamente será um profissional diferenciado dentro desse ambiente acadêmico que lhe permite todas essas experiências, do ensino, da pesquisa, da extensão, da internacionalização e da inovação, porque dentro desse ambiente o aluno já pode estar dentro de um laboratório. Estamos trabalhando, e volto a dizer, em um momento de pandemia que vai ficar marcado na nossa eleição e na história do nosso país. Em isolamento social, a universidade tem suas atividades suspensas, mas estamos procurando manter nosso aluno conectado com a UFPI, para que ele não se distancie desses princípios que oferecemos. Então nossos alunos são caros, porque nosso compromisso com sua formação para que ele se torne um profissional diferenciado vale o investimento. QUe digam que nosso aluno custa caro, pois isso acontece porque ele vai ser um profissional que vai pensar desigualdades, com um bom desempenho profissional na área que escolheu, compromisso com a sociedade que financiou sua educação. Ele vai sair uma pessoa crítica, pensando na igualdade como direito constitucional, que trabalhamos dentro de uma universidade que é democrática, laica e que procuramos trabalhar esses valores e princípios que são basilares para que tenhamos uma sociedade mais justa e igualitária. Você, aluno e profissional, são muito caros para gente, porque vocês certamente irão desempenhar esse trabalho com a lisura, a ética e profissionalismo que esperamos de cada um de vocês.

Ainda falando na questão de custeio, vamos olhar para o orçamento anual da UFPI. Qual é esse orçamento? Ele é suficiente para atender a todas as necessidades? Neste sentido, há alguma proposta específica para o Hospital Universitário?

Esse assunto vem nos preocupando desde 2014, quando estamos praticamente com o mesmo orçamento, que na verdade é nominal, um valor que varia entre R$ 830 milhões e R$ 850 milhões, isso incluindo as despesas com o pagamento de servidores, encargos e o recurso que faz com que a universidade funcione, e o financiamento para o capital, para investimento em obras e equipamentos. Esse orçamento estamos com ele parcialmente congelado desde 2014, oscilando muito pouco. Dentro desse período as universidades tiveram que se reajustar, fazer o redimensionamento das prioridades e metas, para que a gente pudesse seguir ainda construindo. Nesses últimos cinco anos não conseguimos avançar muito nesse aspecto, mas ainda crescemos 30% em área construída. Mantemos nossos laboratórios e, naquilo que é possível, ampliar a estrutura laboratorial de pesquisa, e não paramos com a política de assistência estudantil, que nos é muito cara, no sentido de ser muito importante porque temos conseguido, desde 2010, assegurar não só a democratização do acesso ao ensino superior aos nossos jovens, mas a permanência desse aluno com qualidade, para que ele possa concluir seu curso dentro do tempo regulamentar. Esse orçamento precisou ser reajustado, ficamos com cerca de R$ 160 milhões para o custeio, que é água, energia, internet, transporte, diárias, terceirizados, enfim, o que coloca a universidade para funcionar. Esse orçamento certamente reduzido, não ampliou, e tivemos a majoração de preços, pois sabemos que houve uma inflação, aumento da tarifa de energia, a repactuação em relação aos terceirizados, combustível, enfim, tivemos muitos aumentos e esse valor que ficou praticamente o mesmo, ou seja, perdemos aí bastante. Isso tem uma implicação na pesquisa, sem sombras de dúvidas. Não tenho mais como assegurar aos pesquisadores de todos os campus da universidade os reagentes ou estrutura para atender a população das ciências exatas e humanas, para que esses pesquisadores deem segmento as suas pesquisas. Isso não é uma particularidade da UFPI, isso acontece em todas as universidades que tiveram corte, contingenciamento e bloqueio no ano passado, o que nos deixou em uma situação delicada. Estamos conseguindo fazer uma remodelagem, vamos dizer assim, desse orçamento para que a gente possa atender as atividades que consideramos imprescindíveis para a pesquisa e pós graduação, e que a comunidade não sentiu esse impacto. Os restaurantes universitários não pararam de funcionar, as residências universitárias continuaram. Mas para isso foi preciso um trabalho conjunto dos técnicos para que pudéssemos ajustar esse orçamento para que a sociedade não sentisse tanto os impactos desse congelamento, vamos dizer assim, com relação às as ações que priorizamos.

Sobre o Hospital Universitário queria destacar que participamos da sua abertura, em 2013. Acompanhamos todo esse processo, não só da sua abertura mas da prestação de serviços em algumas especialidades. Conseguimos levar as residências, que eram em hospitais da rede estadual, que estão todas, com exceção de três ou quatro, dentro do HU, que é um centro de excelência no ensino, trabalha na pesquisa, é campo de estágio e também nos ajuda na pós graduação. Então precisamos ampliar o número de leitos, conseguimos abrir a unidade de oncologia, que é uma necessidade pois os hospitais que atendem acesse tratamento, a maioria, não temos uma estrutura 100% pública, então temos o HU é 100% SUS. Estamos com atendimento oncológico agora e o nosso desafio vai ser ampliar o número de leitos e abrir mais unidades, a materno infantil, com atendimento da pediatria, e ginecologia e obstetrícia. A ginecologia temos uma parte, mas precisamos e é uma demanda e uma vontade dos médicos e da rede de atenção a saúde. Existem pesquisas que mostram o grau de satisfação e o quanto as pessoas desejam ir para o HU, que tem uma gestão privada mas nosso profissionais são da UFPI e estamos a cada dia melhorando os serviços, o ensino e a formação. Hoje oferecemos 26 residências médicas, só dentro do HU, isso é um empenho nosso e é interessante que se diga que esses profissionais vão atuar no estado do Piauí, nas diversas áreas médicas, além de outras 11 residências que temos. Então nós conseguimos durante esse período, a despeito dos cortes e congelamento do custeio que aconteceu em todas as universidades do país, a gente espera que nos próximos anos, esse quadriênio, mesmo com as dificuldades que estamos vislumbrando por conta da pandemia e da queda da economia, que as universidades continuem com o seu protagonismo de ajudar na resolução dos problemas e no enfrentamento dos desafios que teremos nos próximos quatro anos.

Por fim, qual mensagem a senhora deixa para a comunidade universitária?

É um momento importante. Quero agradecer por este espaço de comunicação. Me dirigindo para a comunidade ufpiana, a professora Nadir Nogueira está concluindo seu segundo mandato como vice-reitora. Tenho dito que minha história de 35 anos na UFPI, que começou em 1985 no ensino, na pesquisa, pós graduação e gestão, ela foi muito bem pavimentada, porque foi feita de maneira responsável e articulada com os colegas do meu departamento de Nutrição e todos aqueles que puderam acompanhar nosso trabalho na coordenação de formação, ciência e tecnologia. Chegamos aqui e entendemos que não seria justo interromper essa caminhada, então quero colocar o nosso nome, a chapa é 03, Nadir Nogueira e o professor Marcos Lira, para seguir nos próximos quatro anos junto a essa universidade, para que ela continue perseguindo a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão, trabalhando nesses três segmentos importantes para nosso estado. Trabalhamos pela inclusão, porque trabalhamos pela educação, e não existe nada mais inclusivo que a educação. Pela inovação, porque estamos no tempo de trabalharmos cada vez mais para inovar e avançar, para contribuir com o desenvolvimento do nosso país e da nossa sociedade. Temos que fazer isso de forma sustentável. Temos que trabalhar com um assunto que é mundialmente discutida sua importância, que é o meio ambiente. O impacto, qual o planeta e situação ambiental que queremos. É papel e é missão da universidade, professores e técnicos administrativas pensamos na sustentabilidade. Remeto ao meu companheiro de chapa, que trabalha com energia renovável, energia fotovoltaica, que é a solar, pensando no nosso estado e sua capacidade, e a eólica também, vai nos ajudar na eficiência energética para que a gente tenha uma universidade realmente com um ambiente saudável, produtivo e sustentável

***.

Por: Breno Cavalcante, Lívio Galeno e Najla Rodrigues
Mais sobre: